Brasil cobra as taxas mais altas do mundo para atracar navios de cruzeiros
   Mozart  Luna  │     30 de janeiro de 2020   │     16:00  │  5

 

As empresas que realizam cruzeiros alertam reclamam que o Brasil possui o preço da praticagem, que é o serviço técnico de assessoria aos comandantes de navios, para atracar os navios nos portos. A informação foi dada pelos executivos da Roya Caribbean  ao presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, durante sua visita ao escritórios da empresa em Miami, no Estados Unidos.

Segundo os executivos da Royal Caribbean, existem alguns impeditivos na legislação brasileira que embarreiram a operação no país. Eles também debateram sobre a regulamentação da praticagem, serviço técnico de assessoria aos comandantes de navios, que no Brasil os preços estão acima da média mundial. “Somente para entrar e sair do canal do porto de Santos, em São Paulo, os práticos chegam a pagar US$ 50 mil. Em ilhas do Caribe, por exemplo, o maior navio da Royal paga entre US$ 5 e US$ 10 mil”, informaram à comitiva. Eles exaltaram a adesão do Brasil ao tratado da OIT (Organização Internacional do Trabalho), sobre trabalho marítimo. No entanto, a implementação, segundo a Royal Caribbean, leva cerca de um ano. Para eles, o Brasil deveria ter como exemplo Miami, que investiu em infraestrutura portuária e tem custos atrativos para as empresas.

A comitiva brasileira em missão nos Estados Unidos, composta pelo diretor-presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, pelos senadores Flávio Bolsonaro (Sem partido-RJ) e Irajá Abreu (PSD-TO), e pelo deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), está empenhada em capitanear cruzeiros marítimos para o Brasil. Eles estiveram nesta terça-feira (21) na sede da Royal Caribbean International, em Miami, uma das maiores empresas do ramo, que conta com uma frota de quase 30 navios. Durante o encontro, ficou decidido que a empresa irá encaminhar para a Embratur um documento com as principais demandas, para que sejam trabalhados os gargalos que impedem a operação no Brasil.

De acordo com representantes da operadora, esta é a primeira vez que uma delegação brasileira visita as instalações e se reúne com os seus executivos. Para o diretor-presidente da Embratur, este é o momento certo para se investir no Brasil. “Com a transformação da Embratur, conseguiremos trabalhar melhor e com mais profissionalismo na promoção do Brasil no exterior. O mundo vai conhecer sobre o que temos em belezas naturais, em especial, nossa costa, com águas quentes e limpas”, afirmou Gilson Machado durante a reunião.

 

 

 

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COMENTÁRIOS
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  1. João Jacques

    A torcida é muito grande para que o Brasil possa efetivamente evoluir com o turismo, e essa é um iniciativa Real
    Parabéns!!!

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  2. Genilson

    É aquela desculpa das autoridades , acham que passear de navio é coisa de rico e por isso cobram muito caro , no fundo é barrar os brasileiros de oportunidades. A infraestrutura nos portos é péssima demorada , suja , fila prá todo lado e preço caros dos serviços prestados nos Portos.

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  3. Leila Neves

    Só esqueceram de dizer que foi exatamente este motivo que fez a Royal não vir mais para o Brasil.
    Outro fato para a EMBRATUR discutir com as operadoras de cruzeiros são os valores exorbitantes cobrados para a realizar um cruzeiro no Brasil.
    Chega a ser difícil de acreditar que é mais barato você fazer um cruzeiro no exterior do que no Brasil pelos valores cobrados em função desta prática da praticagem.
    Se tiverem dúvidas procurem saber porque o número de navios no Brasil vem diminuindo a cada ano , assim como o número de passageiros.
    O Brasil tem um potencial turístico enorme e deveria usar para atrair mais companhias a trazerem seus navios e reduzirem o preço das viagens.
    Este ano a MSC usou o artifício reduzir o número de dias e a quantidade dos mini cruzeiros com saída do Rio de Janeiro que é uma opção para os hóspedes que não podem pagar uma viagem com um número de dias maior, e fazer cruzeiros com saídas no início da semana.
    Este também é um dos fatores pela diminuição do número de hóspedes, pois assim como eu , muitas pessoas trabalham e tinham como opção os cruzeiros de 4 dias com saídas as quintas-feiras retornando na segunda-feira pela manhã , não interferindo nos casos das pessoas que trabalham, pois geralmente o navio atraca cedo e se tem a possibilidade de ir direto para o trabalho.
    Espero sinceramente que as companhias de cruzeiro voltem a realizar cruzeiros de final de semana e com valores compatíveis com a média salarial dos brasileiros.
    Temos lugares maravilhosos como Rio de Janeiro, Búzios, Angra dos Reis, Ilha Bela, Maceió, Ilhéus, Salvador, Fortaleza, Ubatuba, Itajaí , Manaus ou seja vários destinos para atrair recursos para estas cidades.
    O que falta é gestão e planejamento, pois o principal nós temos que são os portos do país mais lindo de se visitar e os hóspedes do mundo inteiro e do país querendo aproveitar.
    Então que venham boas idéias !!!

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  4. Leila Neves

    Esqueci de comentar que de todas as companhias de cruzeiros, para mim a Royal Caribbean é a melhor. Infelizmente ela não vem mais ao Brasil há mais de três anos pelo motivo afirmado na reportagem.
    Para quem é fã da Royal a dica é pesquisar preços de passagens aéreas baratas e ir para o EUA pegar o navio para o Caribe.
    Sai mais barato que um cruzeiro saindo do Rio de Janeiro para a Argentina.
    Fica a dica e boa sorte!!!

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