Dinheiro e turismo: jovem cria loja de produtos vintage de marca
   Mozart  Luna  │     12 de abril de 2020   │     12:25  │  0

 

Em momentos de crise é preciso se reinventar com novos negócios e ideias. E foi assim que uma jovem bonita e inteligente portuguesa do Porto entrou no mercado de produtos vintage demarca. Beatriz Lima da cidade do Porto descobriu esse nicho de mercado, através de seu ciclo de amizades, que sempre a procuravam para comprar artigos de marca, trazidos da Londres.

Muitas das peças estavam em excelentes condições de uso e algumas sequer chegaram a ser usadas. Surgiu dai a Yeahllow Store na Baixa do Porto, que atualmente está fechada, devido as medidas de contenção do coronavírus, mas continua ativa para atender aos pedidos realizados on line.

São diversos artigos de luxo que vão desde óculos, carteiras até vestidos glamorosos.  Beatriz Lima formou-se em comunicação e marketing e foi trabalhar para Londres, onde se apaixonou pelas lojas vintage, que revirava em busca de peças diferentes.

A Yeahllow inicia a chamada nova fase dos negócios que passaremos a ver a partir de agora com a pandemia do coronavírus, como uma loja com presença digital que lhe permite pôr os dotes de caçadora de tesouros vintage ao serviço de terceiros. A pedido, procura carteiras de luxo em segunda mão e outras peças específicas. Basta mandar-lhe uma fotografia de inspiração, que ela trata disso gratuitamente.

 

A jovem empresária início suas vendas em Vila do Conde, a sua terra, ao abrigo de uma parceria com a loja Bosque. Em julho, criou a loja online e, em novembro, deu-lhe existência física num segundo andar da Rua do Almada, no Porto.

Esse espaço de atendimento mais personalizado (por vezes, é preciso tocar à campainha) encerrou portas temporariamente, face à pandemia, mas as vendas continuam pela Internet, com envio grátis para todo o país, incluindo ilhas. Há ainda vales de oferta, caso se queira mimar alguém.

As peças comercializadas passam por um processo de restauração cuidadosa, com profissionais que trabalham como verdadeiros artesão de restauração. Todas passam por um processo de higienização e embalagem.

As peças mais valiosas da  Yeahllow são todas femininas e únicas, maioritariamente dos anos 1950-90. São lavadas e acomodadas de forma gentil, passando muitas vezes pela costureira para fazer pequenas alterações.

São vestidos que marcaram época de muito glamour que oriundas de cidades europeias como Londres e Paris. Algumas ganham um toque contemporâneo, sem perder sua originalidade.

Há até alguns artigos de luxo, como uma carteira da marca Louis Vuitton, em segunda mão, que tem certificado de autenticidade e custa 500 euros. É o valor mais elevado que se encontra atualmente na loja, cuja oferta começa em 12 euros (brincos de mola).

Há casos de produtos como um óculo de sol da Max Mara, que nunca foi usado e outras marcas de topo, restos de stock que estavam numa ótica há muitos anos e provavelmente acabaria jogado no lixo.

Este é um projeto de slow fashion, que prolonga a vida dos objetos, dispensa coleções e saldos, sublinha Beatriz: “Consideramos que as nossas peças são bonitas hoje e amanhã. E, como são únicas, ficam à espera da pessoa especial que vai olhar para elas”.

 

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