Bares e restaurantes brasileiros são as novidades em Portugal
   Mozart  Luna  │     13 de outubro de 2019   │     14:00  │  0

 

Os brasileiros não cansam de inaugurar restaurantes, bares e cafés, que fazem sucesso em Portugal. O jeitinho brasileiro tem sido a novidade para os turistas que visitam as terras lusas. Todos os meses são abertos novos estabelecimentos, que têm sido sucesso no Porto e em Lisboa.

Para acompanhar o crescimento “verde e amarelo” em Portugal está fazendo com que restaurantes portugueses também acompanhem o ritmo da preferência. Pensando nisso é que o empresário João Winck João Winck e sua esposa, Ângela Moraes, mostram a riqueza de sabores da gastronomia tradicional brasileira, com o restaurante “Capim Dourado”. Ela chega ainda na forma de cocktails tropicais e na decoração, com belas peças de artesanato.

João Winck anda a buscar novidades gastronômicas para Portugal e não foi à toa que trouxe o Gua Bao, uma espécie de hambúrguer asiático, das ruas de Taiwan para o Porto. Dessa vez João Winck voltou a encontrar inspiração noutro país de além-mar. O Brasil, terra natal da esposa, Ângela Moraes, o mote para abrir um novo restaurante na rua de Cedofeita, de frente para o Bao’s.

A decoração do ambiente é tropical com tons de verde, canas de bambu e papel de parede a imitar folhagens. Peças do artesanato das regiões do Brasil Central, feita com uma planta chamada “Campim Dourado”, que cresce no parque do Jalapão, no interior do Brasil, de um brilho natural semelhante ao ouro – e que empresta o nome ao restaurante.

No prato como nas paredes celebra-se a tradição do país, com uma carta pensada ao pormenor pelo casal. “Queríamos trazer o que é típico do Brasil, dar a conhecer mais para além do rodízio, do churrasco e da picanha, mostrar o que é a comida tradicional da avó”, explica João. Ângela é natural do Nordeste, mas ali chegam receitas de todas as regiões, sem distinção, e com opções para todas as dietas: da horta, do mar e da fazenda. Assim se divide a ementa, sazonal e que reinventa alguns clássicos.

“Tentamos fazer tudo de raiz e com os ingredientes típicos”. Para “picar” (beliscar), como diz os portugueses,  não faltam “dadinhos” de tapioca com geleia picante de maracujá, torresmos “pururuca”, que é como quem diz extra estaladiços, e ainda o pãozinho de queijo, servido com linguiça artesanal, feita ali mesmo.

“A mandioca, por exemplo, é um dos que mais usamos”, conta João. Ela é, de facto, a base de muitos dos pratos do Capim Dourado, como o cremoso bobó, o vegano e o de camarão, acompanhado de arroz de coco, ou a vaca atolada, uma costela coberta com creme de mandioca e farofa de banana e bacon. Destaca-se ainda a carne de sol, que “tem um processo de cura semelhante ao bacalhau”, diz João, e é servida com baião-de-dois (um prato que junta arroz e feijão e outros ingredientes, com variações regionais).

Do Brasil chegam também sabores em estado líquido, como a cachaça, a base de vários cocktails tropicais, para abrir ou até acompanhar a refeição. É o caso das caipirinhas, a clássica e as variações com goiaba, abacaxi e hortelã ou morango e manjericão, e da “jamburinha”, que além da cachaça leva jambu, uma erva típica do país, famosa por causar dormência na boca. No verão, além da sala interior, vai abrir-se ainda uma agradável esplanada nas traseiras, com música brasileira a tocar de fundo. Um pequeno paraíso no centro da cidade, onde se vive o Brasil, com todos os sentidos.

Sobremesa sem culpa
A lista de sobremesas é bastante gulosa, mas Ângela, nutricionista de profissão, fez por introduzir uma sugestão livre de culpa, uma mousse de chocolate sem açúcar, glúten ou lactose

Onde fica

Rua de Cedofeita, 322, Porto (Cedofeita)

TELEFONE

224047464

HORÁRIO: Das 12h30 às 15h00 e das 19h30 às 23h00. Encerra à segunda e terça.

CUSTO:  Preço médio: 25 euros

 

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