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Portugal é o terceiro país mais seguro do mundo e por isso atrai turistas
   Mozart  Luna  │     9 de maio de 2019   │     16:55  │  0

Portugal é o terceiro país mais seguro do mundo segundo o Índice de Paz Global (IPG) e os números provam isso com a redução em 37% da criminalidade violenta em dez anos e vem caindo a cada ano. Essa ação de governo consolida o país como um excelente destino turístico no mundo.

De acordo com os dados já registados pelas forças e pelos serviços de segurança em 2018, os crimes violentos voltaram a registar uma diminuição significativa, na casa dos dois dígitos. No ano passado os crimes violentos já tinham diminuído 8,7%, colocando Portugal como  o terceiro país mais seguro do mundo, segundo o Índice de Paz Global, divulgado no mês passado.

As estatísticas do IPG, já confirmadas apontavam para uma descida de 9,7%. Apesar de os dados ainda estarem a ser sujeitos a comparações e validações, a avaliação das polícias aponta para um reforço dessa tendência de descida a atingir os 10% nos primeiros seis meses deste ano, comparativamente com igual período de 2017.

Nesta redução destacam-se os crimes de roubo na via pública e roubo por esticão – cerca de 12% -, precisamente aquele tipo de crimes com maior impacto na percepção de segurança das pessoas. É uma criminalidade que atinge especialmente os grupos mais vulneráveis da sociedade, como os idosos.

Policiamento ostensivo e visível

As autoridades policiais destacam que um fator que contribuiu decisivamente para esta descida é uma maior presença policial nas ruas, principalmente nas grandes cidades, com mais visibilidade nas zonas de maior afluxo turístico.

Em 2017 esta criminalidade também tinha diminuído, como menos 644 casos (-9,9%) de roubos na via pública e menos 373 (-8,7%) de assaltos com esticão.

Caixas eletrônicos (ATM)

Os arrombamentos a caixa eletrônicos (ATM) têm se mantido baixo e em maio não houve nenhum registros. De janeiro a junho desse ano foram registrados apenas 12 arrombamentos a caixa eletrônico, sendo que em maio não houve nenhum caso de assalto aos ATMS.

Destes, só num caso os assaltantes terão conseguido levar o dinheiro. Comparando com os primeiros seis meses de 2017, houve uma diminuição de 65 casos. Só em maio de 2017 houve 22 roubos a estes terminais automáticos.

No ano passado este crime teve um aumento de 73,5%, o que levou às autoridades, no âmbito do Sistema de Segurança Interna e da Procuradoria-Geral da República, a promover algumas medidas para reforçar o trabalho conjunto das polícias.

Por outro lado, a Polícia Judiciária deteve vários suspeitos e desmantelou grupos criminosos que se dedicavam a estes assaltos. Vale destacar que em praticamente todos os casos haviam brasileiros envolvidos com os criminosos, como o ocorrido no final de 2017 em Sintra, onde três brasileiros foram presos com um argentino, depois de trocarem tiros com a policia portuguesa. Os três foram estão presos até hoje.

O DN pediu à PJ dados sobre os resultados operacionais, mas ainda não foram facultados.  Uma das caixas ATM explodida no ano passado estava situada no prédio onde reside o ministro da Administração Interna, na Estrada da Luz, em Lisboa. Eduardo Cabrita promoveu um encontro entre os responsáveis das polícias e das entidades bancárias, obrigando estas últimas a tomar várias medidas para prevenir estes crimes, como a tintagem das notas.

Criminalidade geral desce

Para IPG a criminalidade geral – esta reporta aos crimes participados pelas vítimas e aos que decorrem da proatividade policial (mais fiscalizações, por exemplo) -, a tendência assinala uma manutenção dos valores do ano passado.

Até 1 de junho a descida foi muito ligeira (-0,7%), não sendo esperadas pelos analistas de segurança interna alterações significativas, quando todos os dados até ao final do mês de junto estiverem validados.

 

Destaca-se nesta criminalidade uma descida nos crimes de furto nas suas diversas formas (em casas, lojas, carros, por exemplo). Esta curva descendente tem vindo a repetir-se desde 2012. No entanto, em 2017 houve um tipo de furto que aumentou: o de “oportunidade” sobre objetos não guardados.

Golpes na internet

Os crimes praticados através do comercial pela internet têm aumentado. Segundo o IPG surgem mais uma vez os crimes de burla, principalmente aqueles que têm por base plataformas informáticas relacionadas com compras online. Subiram 12%. No ano passado estes crimes tiveram um aumento de 47,9%.

Desmantelar quadrilhas

Se em relação à descida da criminalidade violenta, cujas estatísticas não dependem das queixas às polícias, o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) não tem dúvidas em atribuí-la ao “trabalho das forças e serviços de segurança”, já quanto aos números da criminalidade geral participada há menos certezas.

“A diminuição da criminalidade violenta é cíclica, pois basta que a PJ desmantele e prenda dois ou três grupos criminosos para parar, como se viu no caso dos assaltos aos ATM. Portugal não é por tradição um país de crimes violentos. Associando isso à boa investigação que se faz dos gangues, vai contribuir para que sejam pouco expressivos e, quando aparecem, sejam rapidamente neutralizados”, salienta o presidente do OSCOT.

COLABOARAÇÃO DA TRIPSEEK.NEWS

 

 

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