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EXPO/ABAV termina com saldo tímido e ausência de estrangeiros
   Mozart  Luna  │     29 de setembro de 2018   │     9:13  │  0

 

 

Participantes reclamaram da péssima estrutura do local do evento 

A maior feira de turismo da América Latina, a EXPO/ABAV 2018 terminou nesta sexta-feira com um resultado um pouco melhor que 2017, com cerca de 20 mil participantes. O volume de negócios foi avaliado em R$ 109 milhões pelos organizadores, e foi considerado tímido pelos empresários, que reclamaram da infraestrutura do local, pois chegou a faltar energia, comprometendo a programação do evento.

Para Alagoas a notícia boa foi a informação de que somos o segundo estado a ter o segundo maior número de voos para temporada dezembro 2018/19, com a disponibilidade de 39 mil assentos e voos diários saindo das principais capitais e cidades do Brasil. Maceió continua sendo o destino mais vendido da CVC.

Contudo a 46 º EXPO/ABAV foi considerada melhor que a do ano passado, quando os cortes no orçamento do Ministério do Turismo afetaram bastante a realização do evento, fechando em R$ 100 milhões de negócios, nas avaliações mais otimistas.

Estande de Alagoas na EXPO/ABAV, considerado simplório e sem destaque pelos empresários

Vale destacar que mais uma vez os estados nordestinos de Pernambuco e Bahia deram um show a parte, se destacando pela criatividade e compromisso com atividade turística. Lembrando que esses estados também foram destaque na Bolsa de Turismo em Lisboa, realizada em março desse ano e já anunciaram que em 2019 vão arrasar atraindo mais investidores para seus estados. Já o estande de Alagoas, foi classificado como simplório e sem expressão para um estado que possui o destino mais vendido pela maior operadora de turismo da a América Latina.

Estande do Rio Grande do Norte, nosso concorrente

 

Sem estrangeiros

Uma falta bastante notada foi de participantes internacionais no evento, principalmente as grandes companhias aéreas. Isto demonstra que o Brasil continua em quarentena, devido a tenso clima político que vive, acentuado pelas operações diárias realizadas pelo Poder Judiciário e divulgada com toda pirotécnica da imprensa. Isto causa nos investidores apreensão, medo e repulsa em desenvolver qualquer atividade no país. A instabilidade política, econômica e jurídica tem contribuído para afugentar empresários internacionais.

CVC é destaque

Em meio ao saldo negativo do evento é necessário destacar alguns pontos positivos como a melhoria do apoio do MTur ao evento a qualidade dos participantes (tanto autoridades, como buyers e expositores), a volta da CVC ao evento (como CVC Corp e suas marcas); o estande da Abracorp, com apoio da Gol/Delta/Air France-KLM; os eventos paralelos de entidades, o que fortalece o encontro; a variedade de produtos expostos; o otimismo do trade; a grande presença de agentes de viagens, de todos os portes e os estandes âncora, como os já citados da Abracorp e CVC Corp, e ainda os da Avianca, MTur, Bahia, Pernambuco, Travelport, ABR.

Grou Turismo presente e fazendo sucesso na EXPO/ABAV 2018

As atenções agora se voltam para o próximo ano, mas os organizadores já adiantaram que o local será o Expo Center Norte de 25 a 27 de setembro em São Paulo. A promessa é que se vai trabalhar para melhorar a EXPO/ABAV principalmente atraindo empresas estrangeiras, já que o Brasil tem atualmente o registro de um número ridículo 6 milhões de recebendo de turistas internacionais, fruto da violência que assola cidade consideradas cartões postais do país como Rio de Janeiro.

 

 

 

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Aterro sanitário de Maceió funciona sem licença ambiental e PF investiga situação
   Mozart  Luna  │     13 de setembro de 2018   │     11:24  │  0

 

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente de Maceió notificou a empresa V2 ambiental, por está operando o aterro sanitário com o licenciamento municipal vencido desde 2016, sob o olhar contemplativo das autoridades. Somente no dia 22 de agosto, a SEDET fez o alerta para necessidade da renovação e mesmo assim, um ano depois, a empresa continua operado no local, sem autorização legal.

A secretaria pede que seja realizado um “Relatório de Investigação Ambiental (RIPA), na área diretamente afetada da Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Maceió, como também, no corpo hídrico que margeia a ADA. Antes da sua execução deverá ser apresentado à SEDET em croqui com a localização dos pontos a serem investigados para análise aprovação”. Na notificação a SEDET determina que a execução do RIPA seja realizado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb/SP).

Entretanto o aterro sanitário de Maceió teria que ter outras licencias ambientais emitidas pelos órgãos ambientais competentes, inclusive estaduais e federais. Essa documentação é obrigatória e está prevista no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Entre as licenças estariam as concedidas pelo IBAMA, ICMBio, Ifan, Comer, Obama.  A CTR de Maceió funciona apenas com o licenciamento concedido pela prefeitura de Maceió e que está vencida há mais de um ano.

PF entro no caso

O aterro sanitário de Maceió também está sendo alvo de investigação da Polícia Federal em Alagoas, através de inquérito policial (0207/2012-4), aberto pela delegada federal especial, Tatiana de Barros Bonaparte, que já intimou todos os envolvidos no processo de licenciamento da CTR, inclusive o secretário adjunto da SEDET, Antônio de Pádua Carvalho Paes e o presidente do Instituto do Meio Ambiente, Gustavo Lopes, além do diretor do laboratório do IMA, Manoel Messias dos Santos. Segundo a Polícia Federal existe contradição entre o corpo do texto do relatório apresentado pelo órgão (IMA) e a conclusão do mesmo. Os dois servidores públicos foram intimados pela PF.

Segundo ainda o inquérito que corre na Polícia Federal, o relatório apresentado pelo IMA “indica que o único item fora dos padrões do CONAMA foi o Cromo Trivalente, mas que, ainda assim estava muito próximo aos valores permitidos, não causando impacto significativo ao meio ambiente”.

As investigações estão em andamento, mas apontam vária irregularidades principalmente com relação ao cometimento diversos crimes ambientais relacionado a destinação de um dos subprodutos mais danos ao meio ambiente, que é o chorume. Esse subproduto poluidor está sendo jogado no mar de Maceió, através do emissário submarino, operacionalizado pela Casal, que chegou a ser notificada por um órgão ambiental, o IBAMA.

Auditoria do TCE

O aterro sanitário de Maceió também foi alvo de auditorias realizadas Tribunal de Contas do Estado de Alagoas, que constatou várias irregularidades que começam pelo processo licitatório, que teve como vencedora uma empresa, que dois meses depois passou para V2 Ambiental a operacionalização da Central de Tratamento de Resíduos (CTR), fato contestado em procedimento investigativo do Ministério Público Estadual, na época.

A auditoria realizada constatou várias irregularidades, não só danosas ao meio ambiente, como também ao erário público. Entre elas está a pesagem de entulho de construção civil, que tem um valor menor, como lixo doméstico, que custa aos cofres públicos 200% a mais. Um verdadeiro rombo (prejuízo) para ao município e que continua a ser realizado.

Em meio a tudo isso, a auditoria realizada virou também peça de estudo acadêmico, sobre crimes ambientais e danos ao erário publico, em uma Universidade de Portugal, com trabalho de mestrado.

MPE também investiga

Os problemas vividos no aterro sanitário de Maceió viraram também um procedimento de investigação no MPE, que tem a frente a promotora de justiça, Fernanda Moreira. Segundo ela, “tudo estaria sendo resolvido” e que dos 12 itens elencados como graves no funcionamento, apenas dois estaria faltando para ser sanados.

Diante de tantos problemas apontados e da falta de celeridade para solução dos problemas fica um passivo de danos ambientais e financeiros aos cofres públicos de 8 anos, conforme relatório dos técnicos do tribunal de contas, onde prova que o chorume chegou a ser a jogado em lagoas de usinas de açúcar usinas. Um absurdo!

É preciso que se cobre as licenças exigidas pelo CONAMA tão necessárias para um aterro sanitário de uma capital de Estado e que possui um alto teor poluidor. Entretanto, segundo ambientalistas o aterro sanitário de Maceió não poderia jamais funcionar onde está. Sua localização está em uma área urbana, nas nascentes do rio Pratagy, manancial hídrico que abastece a capital alagoana.

 

 

 

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Obras para retiradas das línguas de esgoto das praias estão paralisadas
   Mozart  Luna  │     12 de setembro de 2018   │     19:30  │  0

 

 

As obras das estações elevatórias de esgoto de Maceió estão paradas , comprometendo a meta da retirada das línguas de esgoto das praias até outubro desse ano. Embora a promessa da solução do problema fosse dezembro do ano passado, prazo que não foi comprido sendo reagendado este ano para antes do inicio da temporada.

O problema é antigo e sempre vem à tona, todas as vezes que chove, porque o sistema de bombeamento da Companhia de Água e Saneamento de Alagoas (Casal), não consegue dar conta da grande quantidade de água nas galerias, que terminam desaguado nas praias. O problemas constitui uma chaga para a população que precisa ser resolvido.

Os representantes do trade estão preocupados e voltaram a cobrar da Prefeitura de Maceió a retomada das obras, para que a normalidade seja garantida em época de chuvas, já que  os órgãos ambientais sempre alertam aos banhistas da situação em todas as praias no trecho urbano, que vai do Pontal da Barra até Jacarecica.

 

 

 

 

 

 

 

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