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Companhia aérea paga para você viajar pelo mundo
   Mozart  Luna  │     26 de abril de 2018   │     6:31  │  0

 

Um trabalho que com certeza muita gente gostaria de ter seria viajando através de uma companhia aérea européia com um salário de 3.300 euros. Isto mesmo. A companhia aérea low-cost Wow air abriu inscrições para encontrar dois amigos que desejem viajar pelo mundo juntos neste verão e para isso receberam, além do salário, um apartamento e alimentação.

O trabalho dos contratados será produzir vlogs e posts nas redes sociais sobre as suas experiências – em troca, recebem 3300 euros por mês, além da estada, do transporte e outros passeios pela Islândia. As despesas de viagem e alojamento em cada destino também serão cobertos pela companhia aérea.

Os interessados podem procurar na internet  a companhia aérea WOW air Travel Guide. aAs inscrições estão desde segunda-feir (23). Os candidatos podem ser dois criadores de conteúdo, ou apenas um que queira levar um amigo para a aventura.

Os contratados vão morar na Islândia no período 1 de junho a 15 de agosto, onde receberão um salário mensal e um apartamento no centro de Reiquejavique. A capital islandesa será a base para viajar para destinos atendidos pela Wow Air na Europa e na América do Norte e para a restante Islândia.

Apartamento em Reiquejavique, Islândia 

A exigência é os dois contratados sejam realmente amigo a escolher quais os destinos que querem visitar. Neles, deverão fazer publicações nas redes sociais, vlogs diários e Instagram Stories com dicas sobre cada lugar: os restaurantes; onde sair à noite; os melhores sítios para aproveitar a natureza; as melhores praias; ou, que tipo de transporte se deve utilizar em cada lugar e como não ultrapassar o orçamento. Os conteúdos produzidos serão publicados numa secção do site da Wow Air chamada TravelGuide.

Para se candidatarem, os candidatos devem entrar no site da competição e fazer o upload de um vídeo de dois minutos com dicas de viagem para a sua cidade natal. O concurso está aberto a candidatos de todo o mundo, até 14 de maio.

 

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O maior navio de cruzeiros do mundo faz sua primeira viagem hoje
   Mozart  Luna  │     7 de abril de 2018   │     7:30  │  0

O Symphony of the seas, o maior navio de cruzeiros do mundo inicia hoje sua primeira viagem para onze países. O navio sai do Porto de Barcelona na Espanha com seis mil pessoas a bordo e uma tripulação de mais de 2,5 mil colaboradores, e um altura equivalente a um prédio de 18 andares com 19  piscinas e 2.759 cabines divididas em sete bairros. Um gigantes que nem todo porto pode recebê-lo.

Com mais de 228 mil toneladas e 362 metros de comprimento, o “Symphony of the seas” é o maior navio de cruzeiros do mundo e foi apresentado esta terça-feira (2) e surpreendeu o público com a sua imponência. O navio foi construído por mais de quatro mil profissionais e foram necessários 36 meses de trabalho árduo para que estivesse pronto para a inauguração.

Este gigantes do mares não se destaca somente pelo tamanho, mas também pelas opções de lazer que proporcionar como experiências de desportos radicais, como simulação de surf, pista de patinagem sobre o gelo e 19 piscinas com diferentes atividades lúdicas.

Para os menos aventureiros, o “Symphony of the seas” tem um teatro com “padrões de Broadway” com apresentações no solo, ar, gelo e água, várias lojas das marcas mais conceituadas do mundo, restaurantes de renome internacional e estabelecimentos com as iguarias mais exclusivas. “Pensamos de uma forma global na experiência de viagem para conforto, lazer, descanso, entretenimento, tranquilidade, magnitude e modernidade. É isso eu realmente nos torna únicos”, declarou Michael Bayley, presidente da Royal Caribbean, empresa criadora do navio. Os preços desta “viagem única” ainda não foram revelados, mas os primeiros tripulantes são esperados a 31 de março, para o pré-lançamento da embarcação.

Neste sábado (7), o “Symphony of the seas” irá partir de Barcelona, na sua primeira viagem oficial que já tem mais de dois mil hóspedes de 77 diferentes países, uma viagem histórica.

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A agonia do Velho Chico
   Mozart  Luna  │     4 de julho de 2016   │     11:07  │  2

Créditos: Farol da Foz

Créditos: Farol da Foz

É com grande satisfação que iniciamos hoje a postagem do primeiro material do mais novo blog da gazetaweb.com: Meio Ambiente e Turismo. O objetivo é desenvolver neste espaço tão importante a consciência da preservação do meio ambiente. Única forma de garantir a vida para as futuras gerações em nosso planeta.

A primeira pauta não poderia deixar de tratar sobre o Rio São Francisco, fonte de alimento, energia elétrica e empregos para milhões de brasileiros do nosso sofrido Nordeste.

O Velho Chico vive momentos muito difíceis com a baixa de sua vazão, devido à falta de chuvas, e como consequência dos danos ambientais que sofreu ao longo dos anos, começando pelos desmatamentos de matas ciliares que propiciavam a vida dos pequenos rios e nascentes que alimentavam o Rio São Francisco.

A causa do processo de definhamento que o Velho Chico vem sofrendo não está apenas na construção das barragens erguidas pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), mas também no desmatamento. As barragens da Chesf representam hoje no “balão de oxigênio”, que mantém o rio vivo, com o fluxo constante, embora reduzido. As  barragens causaram outros tipos de danos à fauna e à flora aquática nativa, com a interrupção do fenômeno da piracema e o fim das chamadas cheias das lagoas temporárias, berço de procriação de peixes e crustáceos.

Créditos: Farol da Foz

Créditos: Farol da Foz

As barragens das hidrelétricas atualmente mantêm o fluxo de água do Rio São Francisco. Em 1500, quando do descobrimento do Brasil, o rio tinha uma força tão grande que suas águas doces chegavam a 4 quilômetros de distância da Foz, no mar. Fato registrado em relatos dos comandantes de navios que entravam no rio para aportar em Penedo. Com as barragens, o rio perdeu sua força e o mar agora invade sua calha causando mudanças no ecossistema, começando pela salinização das águas, comprometendo o abastecimento das cidades como Piaçabuçu.

Créditos: Farol da Foz

Créditos: Farol da Foz

Mudanças na faixa do Litoral próximo à sua Foz também ocorreram, como no povoado do Cabeço, que ficava do lado sergipano da Foz. Já do lado de Alagoas, uma pequena vila, onde se localizava a antiga torre do sinaleiro de navios, também foi coberta pelas dunas de areia. As mudanças  ambientais causadas ao longo do percurso do Velho Chico foram grandes.

Vazão e “roubo de água”

A vazão do Rio São Francisco hoje é de 800m³/s, bem abaixo dos 1.300m³/s, que foi estabelecido em 2001, devido à crise hídrica que se abateu sobre toda região Nordeste. A barragem de Sobradinho, na Bahia, está atualmente com 26% de sua capacidade, mas chegou a ter apenas 1%.  Entretanto, o prefeito de Penedo, Marcius Beltrão, alertou que a vazão poderá baixar ainda mais para a casa dos  500 m³/s. O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, não confirma esta informação. Segundo ele, foi homologada a permanência da vazão de 800m³/s até o dia 30 de setembro de 2016. Por isso, ele não acredita que seja modificada a portaria.

Segundo Anivaldo Miranda, atualmente o debate da problemática do Rio São Francisco acontece em torno do gerenciamento da vazão. Segundo ele, é preciso encontrar uma forma que possibilite manter o rio alimentando os reservatórios e, ao mesmo tempo, sem interromper outras atividades realizadas pelas águas do Velho Chico. A proposta é manter uma vazão constante através do gerenciamento dos reservatórios.

O presidente do Comitê de Bacia também faz uma denúncia sobre o uso clandestino da água, como o que ocorre no Oeste da Bahia, onde existem grandes plantações irrigadas. Para ele, é preciso haver controle e fiscalização rigorosos da retirada da água do São Francisco. Anivaldo Miranda disse ainda que, quando se retira a água de cima, falta embaixo.

Ele também chamou a atenção dos Governos dos Estados para que acompanhem de perto as atividades do Grupo de Trabalho do São Francisco (GTSS) e ressaltou que os governos dos estados de Sergipe, Bahia e Pernambuco têm tido uma participação constante nos debates, principalmente preocupados com as vazões do rio.

Ameaça à agricultura e ao turismo

O avanço da chamada língua salina, na calha do Rio São Francisco, é uma preocupação para a produção agrícola no trecho que vai da Foz até Penedo. A situação é preocupante principalmente para a produção de arroz.  Em Piaçabuçu, o plantio do arroz praticamente não existe mais devido à salinidade da água e à baixa vazão, que impossibilitam a inundação das lagoas temporárias.   Um dos projetos importantes desenvolvidos no estado de Sergipe, chamado Platô, também está ameaçado devido ao processo de salinização das águas do Rio São Francisco.

A atividade turística também poderá sofrer mudanças, principalmente depois da barragem de Xingó, devido ao assoreamento do rio e ao afloramento das pedras. Na cidade de Piranhas, a largura entre as margens do rio, que já foi de 300 metros, hoje possui trechos com pouco mais de 50 metros. Enormes pedras surgiram no leito do rio colocando em risco a navegação.

A travessia de balsa entre as cidades de  Penedo e Neópolis vem sofrendo bastante.  As embarcações têm que fazer uma grande volta para evitar encalhar. A retenção das águas nas barragens tem sido o principal causador desses problemas. A vazão do rio, que era de 1.300m³/s agora é 800m³/s. Uma redução de quase 50%, que foi considerada necessária para possibilitar a geração de energia elétrica, assim como a manutenção do fluxo de água para os sistemas de abastecimento de água de centenas de cidades do Baixo São Francisco.

Canais ameaçados

O professor Raimundo Nonato, do Centro de Ciências Agrárias (Ceca) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), alertou para o mau uso da água do Canal do Sertão. Segundo ele, os 95 quilômetros do canal estão prontos para servir à agricultura. Ele também faz o alerta sobre o desperdícios da água do canal .

Raimundo Nonato acompanha o projeto do Canal do Sertão desde sua criação, há mais de 20 anos. Mestre em pedologia (solo), Raimundo Nonato tem na palma da mão todas as manchas de solo fértil do traçado do Canal do Sertão. Segundo ele, é preciso fiscalização e orientação para que não haja desperdícios de água.

Nonato aponta os danos ambientais que esses desperdícios estão causando ao solo. “O processo de salinização já é notado em alguns locais. Também há sinais de erosão e inicio da desertificação”, alerta ele.

Créditos: Farol da Foz

Créditos: Farol da Foz

“Essa água é nobre e precisa ser melhor tratada”,  recomenda ele. Raimundo Nonato lembra ainda que o Velho Chico está sofrendo um sangramento tremendo. Ele alerta dizendo que, se não houver um uso racional da água, todo esforço que está sendo feito em projetos como o Canal e a transposição será em vão. Esse sangramento descontrolado poderá levar o Velho Chico a sofrer um colapso total, alerta ele, mas esse assunto vamos abordar mais adiante.

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