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Mistério: o que mata as baleias no Litoral Norte?
   Mozart  Luna  │     8 de outubro de 2018   │     11:50  │  0

FOTO cortesia: Gilson Neto

Baleia morta na Praia do Toque em São Miguel dos Milagres

Mais um registro de baleia morta foi realizado no último final de semana, no Litoral Norte de Alagoas, na praia do Toque, em São Miguel dos Milagres a 93,7 quilômetros de Maceió. O mamífero da espécie minke, fêmea com cerca de 7 metros de cumprimento e ainda  jovem com pouco mais de 4 anos de idade.

A morte de baleias no Litoral Norte de Alagoas tem sido um fato corriqueiro ao longo dos últimos dez anos e que nunca foi pesquisado pelos órgãos ambientais, encarregados da monitoração a Área de Proteção Ambiental dos Corais, que é de responsabilidade dos Instituto Chico Mendes para Preservação da Biodiversidade (ICMBio).

Foto: Mozart Luna

Baleia Jubarte nadando no Litoral de Maragogi, foto inédita da equipe de reportagem do Programa Conheça Alagoas/TV MAR/MZT Comunicaçã

A cada ano vem crescendo o número de baleias jubartes no litoral de Alagoas, principalmente no Norte entre as praias de São Miguel dos Milagres e Maragogi, onde nossa equipe de reportagem do Programa Conheça Alagoas, da TV Mar, cana 25 da net foi a primeira a registrar para televisão alagoana a presenças desses mamíferos maravilhosos vivos nadando junto a seus filhotes.

Segundo os pescadores da região a presença das baleias têm sido constantes todos os anos, no período de setembro a novembro quando elas estão migrando para a Antártida. Os pescadores disseram que dez anos atrás não haviam baleias, mas que que a cada ano vem aumentando o número delas.

Foto Mozart Luna

Baleia Jubarte nadando com seu filhote na costa de Maragogi

“Quando saímos logo cedo, com o nascer do Sol, ao chegar no paredão de corais já podemos ouvir elas cantando”, disse Cicero Jorge, que pesca há mais de 45 anos no Litoral Norte. “São cardumes de cinco e ate dez baleias nadando juntinho de nós”, relata ele.

“No começo agente se assustava, porque nunca chegamos tão perto como elas chegam dos nossos barcos”, disse ele. “Agora entendemos que elas só querem nossa companhia e ficam fazendo brincadeiras, como bater o rabo na água”, disse o pescador.

Cícero Jorge disse que o surgimento de baleias mortas é um mistério que eles não conseguem decifrar, mas acredita que seja a poluição, ou falta de alimentos.

Registro históricos

A escritora Mary Del Priore em seu livro Histórias da Gente Brasileira 2 disse que a presença de baleias e da atividade de pesca desse mamífero, na Costa de Pernambuco (Alagoas pertencia nesta época a Pernambuco) está presente no livro do pastor norte americano, Daniel Parish Kidder, em 1815, o primeiro livro publicado no Estados Unidos que fala sobre o Brasil.

Segundo os relatos do escritor norte-americano, haviam baleias morta, abertas nas praias assim como os enormes barracões que cuidavam o processamento do óleo da baleia. Esse relato indica que a presença desses mamíferos no século XIX era em grande quantidade. Talvez com a pesca predatória realizada por décadas tenha afugentado as baleias durante um longo período da Costa de Pernambuco, que agora retorna com a proibição da caça.

 

 

 

 

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Prefeitura prepara lei para fiscalizar alugueis por temporada e uso do Airbnb
   Mozart  Luna  │     24 de setembro de 2018   │     6:00  │  0

 

A procuradoria do município de Maceió está elaborando um projeto para ordenar a atividade de alugar imóveis por temporada, assim como encontrar uma forma de controlar que imóveis residências funcionem como hotéis através, da utilização de plataformas digitais como o Airbnb.

Segundo o secretário municipal de turismo, Jair Galvão, o disciplinamento dessa atividade vai coibir a evasão de receita e a competitividade desleal com o setor de hotelaria, que gera emprego e renda em Alagoas. O secretário comentou ainda outros problemas que ocorrem nos condomínios residenciais, gerados por essa atividade. Segundo ele a presença de pessoas estranhas, muitas vezes envolvidas com vários tipos e delitos e crimes, tem gerado medo.

O disciplinamento dessa atividade vai possibilitar também a fiscalização de quem está alugando imóveis residências por temporada, sem a devida identificação, já que atualmente, na maioria, basta o pagamento do aluguel. Muitas vezes são pessoas envolvidas com trafico de drogas, exploração sexual infantil e até quadrilhas de assaltantes a banco, que passam a conviver por uma temporada, em um imóvel residencial.

Em contrapartida o setor de hotelaria age com todo rigor exigindo do hospede a identificação completa, além de estar atenda sobre atitudes e comportamentos suspeitos de quem está se hospedando.

Sonegação fiscal

A prática de aluguel por temporada atualmente não tem qualquer fiscalização, principalmente no que toca ao recolhimento dos impostos devidos pela atividade comercial, que também é omitida da Receita Federal, que não é informada que o imóvel é usado para obtenção de receita, contanto apenas como um patrimônio do declarante. A proposta propõe que seja realizado, o cruzamento de informações com a Receita Federal, para que os proprietários de imóveis, que realizam essa atividade sejam notificados.

Segundo o secretário municipal de turismo, Jair Galvão, o projeto de fiscalização da atividade de aluguel por temporada e principalmente o uso de plataformas digitais, como o Airbnb será fiscalizado e existirá regras claras. “Isso é uma determinação do próprio prefeito Rui Palmeira”, finalizou.

 

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Passagem aérea será mais barata com a Lei do Turismo
   Mozart  Luna  │     8 de setembro de 2018   │     9:21  │  0

 

Os céus do Brasil poderão ficar mais coloridos, com a chegada de aviões de dezenas de companhias aéreas de outros países, que vão oferecer voos doméstico a preços bem abaixo dos cobrados pelas companhias nacionais, que monopolizam a exploração comercial, um verdadeiro desrespeito ao consumidor brasileiro. Entretanto essa realidade pode mudar, basta apenas que os parlamentares votem a nova Lei do Turismo, denominada “céus abertos”, que está travada há dois anos no Congresso Nacional.

A nova Lei do Turismo abre um leque infinito para o desenvolvimento do turismo no Brasil, uma das atividades que mais geram emprego e renda no país. Bastou a informação chegar a uma das maiores companhias aéreas do mundo, a Air Ásia, que logo os executivos da empresa procuraram mais informações junto a Agência Nacional de Turismo (ANAC).

“Foi só comentarmos que o governo brasileiro vinha se movimentando neste sentido, de abrir o capital das companhias aéreas para o capital estrangeiro, que a maior low cost da Ásia manifestou interesse em atuar no mercado brasileiro”, declarou o superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos da Anac, Ricardo Catanant. Trata-se da Air Asia.
O Brasil é um País com mais de 200 milhões de habitantes e esta entre as 20 maiores economia do mundo, além de ser o maior país da América Latina, e mesmo passando por uma forte crise economia, originada de complicações políticas resolvíveis a curto prazo, o país e um potencial economia mundial com muitas riquezas que vão desde petróleo, ouro e minérios nobres, além de ter um destaque do agronegócio no mundo como o maior produtor de proteína do planeta.

A nova lei do turismo ainda não foi votada porque, existem alguns pontos polêmicos a serem esclarecidos para que os parlamentares cheguem a um entendimento. O principal ponto é a transformação da Embratur (Empresa Brasileira de Turismo) em uma instituição eminentemente técnica e sem ingerência política. Este fato tem gerado descontentamento daqueles parlamentares que adoram sugar o erário público com nomeações de apadrinhados. Esse tem sido o principal entrave para votação projeto “Céus Abertos”, que vai possibilitar a vinda das companhias aéreas interacionais para atuar no Brasil em voos domésticos.

As companhias interessadas

Uma das que confirmaram sua chegada das Iow costs que já está pronta. Além de Norwegian Air e a Avian Argentina (filial da Avianca), que devem estrear em breve as operações de baixo custo no País, e a Flybondi, também argentina, estar próxima de fazer o mesmo, uma conhecida aérea de baixo custo asiática já revelou que tem interesse em atuar em território nacional: a Air Asia.

A Air Asia foi eleita a melhor companhia de baixo custo do mundo pelo Skytrax em julho deste ano, a empresa tem um desejo antigo de voar ao País. De acordo com o superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos da Anac, Ricardo Catanant, a possibilidade foi manifestada pela companhia malaia durante a 10ª edição do Evento de Negociação de Serviços Aéreos (Ican), em dezembro de 2017.
A gigante Air Asia confirmou que sua atuação no Brasil seguirá o mesmo padrão operacional em outros países asiáticos com suas subsidiárias: Air Ásia Índia, Thai Air Asia X, Air Asia Indonésia são alguns exemplos. Isso permitiria ainda que a aérea asiática realizasse voos domésticos de baixo custo, já que estaria sediada no Brasil.
Norwegain Air
O mesmo objetivo e compromisso foi assumido pela Norwegian Air caso o Brasil aprove a abertura das companhias aéreas ao capital estrangeiro, a diretora de Comunicação e Relações Públicas da transportadora, Charlotte Holmbergh Jacobsson, já adiantou que a empresa também considera abrir uma filial brasileira.

A diretora de Comunicação e Relações Públicas da Norwegian, Charlotte Holmbergh Jacobsson, afirmou que a empresa considera operar trechos domésticos no Brasil caso o País aprove a abertura das companhias aéreas ao capital estrangeiro. A empresa anunciou sua intenção durante reunião com o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, em Estocolmo.

Ceará sai na frente

A Norwegian Air quinta maior empresa de passagens de baixo custo no mundo e a primeira delas a obter autorização da Anac para operar no Brasil, ainda estuda qual será a primeira rota a ser implementada. A disputa está entre Rio de Janeiro e São Paulo, mas o Ceará iniciou uma ofensiva para atrair a Norwegian para Fortaleza, que nos últimos três anos e meio registrou um salto de oito para 48 rotas internacionais operadas semanalmente, inclusive da Gol, Air France/Joon e KLM. Entretanto o governo cearense enfrenta um grande problema que é a violência galopante no Estado, que possui uma das cidades mais violentas o Brasil e o trafico de drogas com uma guerra de facções criminosas em andamento.
O Governo cearense, entretanto, acena com benefícios entre eles está o investimento de US$ 500 mil por rota implementada nos três primeiros anos, para promoção e atração de passageiros. O Ceará ainda isenta do ICMS o querosene da aviação, assim como todos os fornecedores e o reabastecimento das aeronaves com produtos alimentícios. “Temos trabalhado fortemente para transformar Fortaleza num hub do norte da América do Sul”, afirmou Pinho, que também destacou o clima e os atrativos naturais do destino – como o Parque Nacional de Jericoacoara – como diferenciais competitivos do Estado.

Alagoas tem que ir à luta

O governo de Alagoas tem também que ir à luta, trabalhando o marketing internacional como destino, principalmente na Europa e consolidado o estado como destino, já que é o mais vendido pela maior operadora da América Latina, a CVC Turismo. O estado possui uma diversidade de cenários e roteiros considerado completo pelos técnicos em turismo. Reunindo desde lagoas, praias lindíssimas, dunas e piscinas naturais, além do turismo cultural a Penedo, Marechal Deodoro e o maravilhoso Cânions do São Francisco.

O aeroporto internacional Zumbi dos Palmares deverá conquista a categoria Delta (D) para voos internacionais recebendo aeronaves de grande porte ainda este ano, mas será preciso investimento como a instalação de restaurantes, mais lanchonetes e linhas de transporte coletivo vip para turista, com ar condicionado, além de hotel de passagem.

 

Ministro Lummertz
Para o ministro do turismo, Vinicius Lummertz a entrada das empresas com tarifas de baixo custo é fundamental para c desenvolver o turismo em um País de dimensões continentais sem tantas opções de locomoção como o Brasil. “Estou cada vez mais certo de que, em um país com dimensões continentais como o nosso, temos de ter mais empresas operando. Mais concorrência significa passagens mais baratas para o consumidor e um Turismo mais aquecido”, completou. Ele considera fundamental que o Congresso Nacional permita a abertura total das companhias aéreas ao mercado internacional. Com a medida, empresas estrangeiras poderão voar no mercado doméstico se abrirem uma filial em território brasileiro.

Segundo o MTur, enquanto Argentina e Colômbia têm nove e oito companhias aéreas operando as rotas domésticas, respectivamente, no Brasil quatro empresas concentram mais de 99% do mercado.

 

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Penedo atrai investidores da indústria hoteleira
   Mozart  Luna  │     3 de setembro de 2018   │     11:05  │  0

Convento Franciscano de Nossa Senhora Mãe dos Homens foi totalmente reformado com um projeto de abrigar uma pousada

A necessidade de investimentos em equipamentos de hotelaria na região do Rio São Francisco vem atraindo grupos empresariais, que estão realizando visitas técnicas aos dois principais destinos turístico da região, que são Penedo e Piranhas.

Empresários alagoanos e também de outros estados brasileiros estão já escolhendo áreas para iniciar a construção de novos hotéis tanto em Penedo como em Piranhas. O interesse desses empresários é antigo, mas faltava a justificativa da demanda de turista. Embora há quem diga que a falta da demanda, até então, se devia a carência de bons hotéis na região.

Com a notícia de que a maior operadora da América Latina, a CVC Viagens e Turismo, anunciou a colocação da venda do destino Penedo, no portal nacional, causou um verdadeiro alvoroço no meio hoteleiro alagoano e despertou o interesse de grupos de rede de hotéis internacionais, que estão sondando hotéis, já existentes para formalização de parceria.

Incentivos

Em Penedo os incentivos dados pela Prefeitura a investidores são inúmeros. As facilidades vão desde cessão de prédios e áreas, até isenções fiscais concedida por tempo determinado, tendo como contrapartida a geração de empregos e a dinamização da atividade turística. Segundo o prefeito Marcius Beltrão o município possui um cadastro de imóveis, muitos deles localizados no sítio histórico, para cessão a empresas que desejam investir em Penedo.

O prefeito anunciou ainda que toda orla fluvial está sendo revitalizada, além de dois casarões que estão sendo revitalizados e vão abrigar museus que contam a histórica da ocupação da região, desde os tempos da colonização portuguesas e quando Penedo passou a fazer parte do Brasil Holandês.

Penedo é atualmente a cidade, do Baixo São Francisco, que possui o maior acervo arquitetônico com construções que possuem mais de dois séculos. O município recebeu mais de R$ 80 milhões do Governo Federal, para recuperação de prédios histórico e construção de equipamentos como o centro de convenções e o Teatro Sete de Setembro, sendo o único e estilo italiano do séculos XVIII do Nordeste em uma cidade do interior

“Estamos de portas abertas para receber os investidores que desejam se estabelecer em Penedo”, finalizou o prefeito Marcius Beltrão.

 

Hotel São Francisco, um jóia clássica da arquitetura dos anos 60, totalmente preservado e uma excelente opção de hospedagem em Penedo 

 

 

 

 

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Portugal é o terceiro país mais seguro do mundo e por isso atrai turistas
   Mozart  Luna  │     24 de julho de 2018   │     18:22  │  0

Portugal é o terceiro país mais seguro do mundo segundo o Índice de Paz Global (IPG) e os números provam isso com a redução em 37% da criminalidade violenta em dez anos e vem caindo a cada ano. Essa ação de governo consolida o país como um excelente destino turístico no mundo.

De acordo com os dados já registados pelas forças e pelos serviços de segurança sobre o primeiro semestre de 2018, os crimes violentos voltaram a registar uma diminuição significativa, na casa dos dois dígitos. No ano passado os crimes violentos já tinham diminuído 8,7%, colocando Portugal como  o terceiro país mais seguro do mundo, segundo o Índice de Paz Global, divulgado no mês passado.

As estatísticas do IPG, já confirmadas apontavam para uma descida de 9,7%. Apesar de os dados ainda estarem a ser sujeitos a comparações e validações, a avaliação das polícias aponta para um reforço dessa tendência de descida a atingir os 10% nos primeiros seis meses deste ano, comparativamente com igual período de 2017.

Nesta redução destacam-se os crimes de roubo na via pública e roubo por esticão – cerca de 12% -, precisamente aquele tipo de crimes com maior impacto na percepção de segurança das pessoas. É uma criminalidade que atinge especialmente os grupos mais vulneráveis da sociedade, como os idosos.

Policiamento ostensivo e visível

As autoridades policiais destacam que um fator que contribuiu decisivamente para esta descida é uma maior presença policial nas ruas, principalmente nas grandes cidades, com mais visibilidade nas zonas de maior afluxo turístico.

Em 2017 esta criminalidade também tinha diminuído, como menos 644 casos (-9,9%) de roubos na via pública e menos 373 (-8,7%) de assaltos com esticão.

Caixas eletrônicos (ATM)

Os arrombamentos a caixa eletrônicos (ATM) têm se mantido baixo e em maio não houve nenhum registros. De janeiro a junho desse ano foram registrados apenas 12 arrombamentos a caixa eletrônico, sendo que em maio não houve nenhum caso de assalto aos ATMS.

Destes, só num caso os assaltantes terão conseguido levar o dinheiro. Comparando com os primeiros seis meses de 2017, houve uma diminuição de 65 casos. Só em maio de 2017 houve 22 roubos a estes terminais automáticos.

No ano passado este crime teve um aumento de 73,5%, o que levou às autoridades, no âmbito do Sistema de Segurança Interna e da Procuradoria-Geral da República, a promover algumas medidas para reforçar o trabalho conjunto das polícias.

Por outro lado, a Polícia Judiciária deteve vários suspeitos e desmantelou grupos criminosos que se dedicavam a estes assaltos. Vale destacar que em praticamente todos os casos haviam brasileiros envolvidos com os criminosos, como o ocorrido no final de 2017 em Sintra, onde três brasileiros foram presos com um argentino, depois de trocarem tiros com a policia portuguesa. Os três foram estão presos até hoje.

O DN pediu à PJ dados sobre os resultados operacionais, mas ainda não foram facultados.  Uma das caixas ATM explodida no ano passado estava situada no prédio onde reside o ministro da Administração Interna, na Estrada da Luz, em Lisboa. Eduardo Cabrita promoveu um encontro entre os responsáveis das polícias e das entidades bancárias, obrigando estas últimas a tomar várias medidas para prevenir estes crimes, como a tintagem das notas.

Criminalidade geral desce

Para IPG a criminalidade geral – esta reporta aos crimes participados pelas vítimas e aos que decorrem da proatividade policial (mais fiscalizações, por exemplo) -, a tendência assinala uma manutenção dos valores do ano passado.

Até 1 de junho a descida foi muito ligeira (-0,7%), não sendo esperadas pelos analistas de segurança interna alterações significativas, quando todos os dados até ao final do mês de junto estiverem validados. Em 2017, as polícias registaram 341 950 crimes, correspondendo a um aumento de 3,3%.

 

Destaca-se nesta criminalidade uma descida nos crimes de furto nas suas diversas formas (em casas, lojas, carros, por exemplo). Esta curva descendente tem vindo a repetir-se desde 2012. No entanto, em 2017 houve um tipo de furto que aumentou: o de “oportunidade” sobre objetos não guardados.

Golpes na internet

Os crimes praticados através do comercial pela internet têm aumentado. Segundo o IPG surgem mais uma vez os crimes de burla, principalmente aqueles que têm por base plataformas informáticas relacionadas com compras online. Subiram 12%. No ano passado estes crimes tiveram um aumento de 47,9%.

Desmantelar quadrilhas

Se em relação à descida da criminalidade violenta, cujas estatísticas não dependem das queixas às polícias, o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) não tem dúvidas em atribuí-la ao “trabalho das forças e serviços de segurança”, já quanto aos números da criminalidade geral participada há menos certezas.

“A diminuição da criminalidade violenta é cíclica, pois basta que a PJ desmantele e prenda dois ou três grupos criminosos para parar, como se viu no caso dos assaltos aos ATM. Portugal não é por tradição um país de crimes violentos. Associando isso à boa investigação que se faz dos gangues, vai contribuir para que sejam pouco expressivos e, quando aparecem, sejam rapidamente neutralizados”, salienta o presidente do OSCOT.

COLABOARAÇÃO DA TRIPSEEK.NEWS

 

 

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