Category Archives: Meio ambiente e turismo

As novas normas nos aeroportos no mundo
   Mozart  Luna  │     2 de junho de 2020   │     19:13  │  0

Os aeroportos se preparam para uma nova realidade nunca vivida antes. Nem nos momentos mais terríveis dos atentados terroristas, se necessitou tantos de novas regras e exigências, que vão desde mais espaços para manter as pessoas distantes, como montar postos de saúde para exames e atendimento médico.

Nos Estados Unidos e na Europa essas mudanças já começaram com a limitação do número de pessoas dentro dos aeroportos, uma equação dificil de se resolver, pois implica também na redução do número dos voos.

“Se não conseguirmos criar uma experiência segura, saudável e confortável para os passageiros, acabaremos com uma crise prolongada”, disse Chris Oswald, vice-presidente sênior de assuntos técnicos e regulatórios do grupo comercial Airports Council.

Internacional – América do Norte. Oswald disse que os aeroportos estão “muito preocupados” com as dificuldades que aguardam quando precisam equilibrar o distanciamento social com o tráfego.

Nos sete dias que terminaram com o Memorial Day, a taxa de transferência nos pontos de verificação da TSA foi de apenas 11,5% dos números do ano anterior. Ainda assim, isso foi quase o triplo do fluxo de meados de abril. Supondo que o crescimento continue em ritmo acelerado, os problemas de capacidade podem surgir mais cedo do que muitos poderiam esperar.

Dirigir o desafio é um distanciamento social. A Copenhagen Optimization, fornecedora de soluções tecnológicas para aeroportos, estima que, em tempos pré-pandêmicos, as pessoas normalmente se encontravam a um metro e meio de distância nas linhas de segurança e a três pés de distância nas linhas de check-in. Aplique as regras de distanciamento social de 6 pés e os aeroportos atingirão aproximadamente 40% a 50% do volume máximo habitual de passageiros, estima a empresa.

Outros na indústria dizem que os aeroportos provavelmente serão sobrecarregados em 30% do volume pré-pandêmico, disse Florian Eggenschwiler, diretor-gerente do programa aeroportuário da Xovis, uma empresa com sede na Suíça que desenvolve tecnologia de monitoramento de ocupação.

Adesivos de distanciamento social no chão no aeroporto de Miami. Fonte: Aeroporto Internacional de Miami

John Grant, analista sênior da empresa de análise de dados de voo OAG, estima que a demanda mundial chegará a 30% até o final de agosto e 50% da demanda do ano passado até o final deste ano.

As cargas de passageiros no horário de pico, no entanto, provavelmente aumentarão mais rapidamente que as cargas totais, previu a Copenhagen Optimization em um white paper recente. Isso pode significar que o tráfego no horário de pico se aproxima de 100% do volume pré-pandêmico no final deste ano.

Tais cenários estão despertando alarmes. No início de maio, o CEO da London Heathrow, John Holland-Kaye, alertou em um artigo no Daily Telegraph de Londres que o distanciamento social poderia levar a linhas de embarque de até um quilômetro – mais de 800 metros – para jatos jumbo.

As partes interessadas do setor de aviação comercial estão buscando uma combinação de soluções físicas e tecnológicas, combinadas com um nível incomum de agendamento de cooperação entre aeroportos e companhias aéreas, para evitar aeroportos congestionados que provavelmente assustarão os clientes e aumentarão as críticas de políticos e autoridades reguladoras. As autoridades também esperam evitar cenários em que os passageiros devem chegar várias horas mais cedo ao aeroporto.

Uma chave, disse Oswald, será o desenvolvimento colaborativo da capacidade de assentos entre companhias aéreas e aeroportos, desde que isso seja feito sem violar as regras do DOT relacionadas ao agendamento de conluio.

Os aeroportos já adotaram medidas físicas para facilitar o distanciamento social. Por exemplo, as mesas de check-in foram espaçadas mais amplamente. As linhas de segurança e alfândega foram reconfiguradas. E, como nos supermercados, os pisos são marcados para informar aos clientes onde ficar.

Os grupos comerciais pediram maior disponibilidade de autoatendimento e check-in remoto, além de maior uso da automação pelas autoridades aduaneiras e de patrulha de fronteira.

Enquanto isso, os aeroportos estão trabalhando para empregar tecnologia que os ajudará a entender e antecipar melhor onde e quando multidões inaceitavelmente densas poderiam se materializar.

Um desses aeroportos é Miami, que há algumas semanas iniciou um teste de uma solução de mapeamento térmico pertencente ao desenvolvedor de análises do Reino Unido, CrowdVision, em dois pontos de verificação de segurança.

Tecnologia

A solução usa tecnologia baseada em laser para mostrar aos operadores aeroportuários onde o distanciamento físico não está sendo mantido, disse Maurice Jenkins, diretora de sistemas de informação do aeroporto. O aeroporto pode então tentar remediar a situação despachando funcionários. O sistema também fornece relatórios no final do dia, ponto por ponto de verificação. O aeroporto pode compartilhar essas informações com a TSA, disse Jenkins, ou empregar outras abordagens, como alertar os viajantes sobre os problemas por meio de monitores de vídeo.

A Xovis implementou uma atualização de software que mostra mapas de calor em intervalos de tempo, disse Eggenschwiler. O software, por exemplo, poderia mostrar que as pessoas manterão o espaçamento em uma linha de ponto de verificação, mas tendem a se agrupar do lado de fora da linha.

Enquanto isso, a Copenhagen Optimization está aprimorando as informações da solução de análise preditiva usada para estimar a multidão de aeroportos, o que não é tarefa fácil durante um período em que os horários dos voos estão passando por mudanças rápidas e voláteis. Heathrow está usando as soluções de Copenhague para alocar espaço no balcão de check-in e espalhar passageiros nas reivindicações de bagagem, disse Sarah Procter, diretora de marketing de Copenhague.

Reino Unido

Outra empresa, a Veovo, com sede no Reino Unido, apresentou em maio uma solução que permite que os passageiros reservem horários de chegada específicos para postos de controle de aeroportos. A empresa diz que a solução ajusta os horários disponíveis para reservas nos pontos de verificação em tempo real, com base nos tempos de espera, permitindo uma distribuição uniforme.

O porta-voz do aeroporto de San Francisco, Doug Yakel, disse que as reservas nos postos de controle estão entre os itens de gerenciamento de multidões que as instalações estão considerando.

Jenkins, de Miami, disse que os aeroportos precisarão empregar uma mistura de medidas à medida que as viagens aéreas aumentarem.

“Vai ser um desafio”, disse ele. “Não há pílula mágica para isso.”

 

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Grupo de Trabalho prepara retomada das atividades econômicas em Alagoas
   Mozart  Luna  │       │     17:47  │  0

Um Grupo de Trabalho, criado pelo Governo do Estado, e sob a coordenação das Secretarias do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) e Fazenda (Sefaz), Gabinete Civil e Prefeitura de Maceió, prepara as medidas para retomada das atividades economia em Alagoas.

A proposta de retorno, ainda sem data estabelecida pelos segmentos econômicos do Governo, foi apresentada para debate e construção conjunta nesta terça-feira (2), às áreas do comércio, serviço e trade turístico alagoano. Inicialmente, o plano está fundamentado em cinco fases de reabertura – vermelha, laranja, amarela, verde e branca -, sendo a primeira delas aquela em que o Estado já se encontra, com a determinação do isolamento social e funcionamento apenas de setores que forneçam serviços considerados essenciais à sociedade.

“Os próximos dias serão decisivos para a definição do cronograma de reabertura. Neste momento, a conversa com os segmentos que formam a economia alagoana é fundamental para apresentar detalhadamente o plano criado pelo GT e entender as necessidades de adaptação em cada setor. Tudo será feito no tempo propício, com a máxima cautela, respeitando os protocolos sanitários e prezando pela saúde e proteção da população”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito.

A possibilidade de reabertura das atividades econômicas será definida a partir do atendimento às exigências estabelecidas pelos novos protocolos sanitários também elaborados pelos Grupos de Trabalho. Os documentos contam com obrigações específicas para cada segmento da economia e obedecem às recomendações determinadas pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

“É fundamental a participação da sociedade representativa, dos grupos econômicos, para que conjuntamente com o Governo do Estado possamos chegar num consenso de qual será a melhor maneira do retorno das atividades. E que tudo seja realizado de uma forma planejada, estruturada, organizada para gerar segurança aos cidadãos que irão aos estabelecimentos comerciais e empresariais, mantendo os devidos protocolos sanitários para garantir a saúde de todos e estimulando o restabelecimento das atividades produtivas no Estado”, afirma o secretário da Fazenda, George Santoro.

Grupos de Trabalho

Os Grupos de Trabalho foram criados levando em consideração os impactos econômicos causados pela pandemia e a necessidade de estabelecer protocolos para o funcionamento dos setores produtivos após o período de distanciamento social, a fim de dar impulso à retomada das atividades econômicas, mas com medidas de extrema segurança à população alagoana. A reunião desta terça-feira (02), por meio de videoconferência, contará com a participação do secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, além dos secretários de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, e o secretário da Fazenda, George Santoro.

Para a definição de planos de retomada, deverão ser observados a declaração de emergência em saúde pública de importância internacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 30 de janeiro de 2020, em decorrência da infecção humana pelo novo coronavírus (COVID-19); e os Decretos Estaduais publicados com as medidas necessárias para o enfrentamento à disseminação da doença.

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Mineradora inicia construção de barragem no Agreste
   Mozart  Luna  │       │     16:06  │  2

A Mineração Vale Verde (MVV) mesmo enfrentando as intempéries do tempo, em meio a muita chuva que cai abençoadamente sobre o Agreste e Sertão alagoano, está com mais de 50% das obras concluídas e 1.200 empregados e agora inicia uma das fases mais importantes que é a construção da barragem de resíduos.

A barragem é a estrutura de terra maior, responsável pelo confinamento de toda água que o Projeto irá precisar. Ela, a barragem, contemplará rigorosamente a legislação vigente, incluindo o Plano de Atendimento a Emergências, com monitoramento 24h por dia. “Este foi mais um grande desafio vencido, tendo a segurança em primeiro lugar.

Nesse regime de chuvas, o desenvolvimento das obras do aterro do maciço foi muito desafiador, exigindo da nossa equipe a utilização de estratégias de construção arrojadas para se manterem o prazo e o alto padrão de qualidade na execução. Sabemos que os desafios fazem parte da natureza do trabalho de implantação de projetos.

E é na dificuldade que se descobrem as melhores técnicas e, também, as melhores virtudes das pessoas da nossa equipe”, diz o gerente geral de Implantação da MVV, Leandro Tunussi. Antes mesmo da meta da barragem ser batida, no último dia 15 deste mês, também foi concluída a concretagem do túnel da pilha pulmão, com exatamente um mês de antecedência. A prospecção era apenas para 15 de junho.

O local é essencial para o beneficiamento do cobre. Após passar pelas britagens primária, secundária e terciária, o minério será estocado nesse ponto. TRABALHO Seguindo todas as recomendações sanitárias para a prevenção ao novo coronavírus (COVID19), a MVV continuou os trabalhos no Projeto e alcançou a marca de mais de 1.200 empregos gerados na região.

Com assessoria

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Máscaras e luvas usadas surgem nas praias de Maceió
   Mozart  Luna  │       │     9:28  │  1

 

Nosso blog recebeu por WhatsApp fotos de máscaras e luvas usadas que estão chegando à Praia da Avenida, próximo ao riacho Salgadinho no centro de Maceió. Pessoas que fazem caminhadas, mesmo contra o decreto, e pescadores que transitam naquele trecho da orla relatam que esse material usado começou a surgir com as últimas chuvas que caíram sobre a cidade.

A Vigilância Sanitária de Maceió e o Instituto do Meio Ambiente (IMA) foram procurados para se posicionar sobre o problema que foi denúnciad por garis e catadores de material reciclável. Segundo eles esse material estava sendo descartados juntamente com lixo doméstico pela população, assim como também por supermercados, farmácias e hotéis, que estão hospedando profissionais da saúde.

Os responsáveis dos órgãos procurados por nosso blog disseram que iam realizar ações de fiscalização e a vigilância sanitária de Maceió, que se comprometeu em baixar normativas para o descarte correto de máscaras e luvas; mas passados já mais de dez dias, nada foi feito e problema chega agora às praias de Maceió.

Para técnicos sanitaristas esse material deveria ser descartado separadamente e recolhido por empresas especializadas, como é feito com o material usados nos hospitais e postos de saúde. Esta seria mais uma medida preventiva de combate ao covid-19, um vírus que ainda não se tem conhecimento científico suficiente sobre sua atuação e mutabilidade.

Dessa forma, o lixo recolhido hoje em Maceió e outras cidades representam um problema a ser pensado, dentro das ações preventiva contra o coronavírus.

 

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EXCLUSIVO! Entrevista com presidente da nova Agência Brasileira de Promoção do Turismo
   Mozart  Luna  │     1 de junho de 2020   │     16:45  │  0

Hoje nosso blog traz uma entrevista EXCLUSIVA com o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional de Turismo (Embratur), Gilson Machado Neto. A entrevista é inédita, já que é a primeira vez que o presidente da Agência fala oficialmente a um veículo de comunicação. Em primeira mão Gilson Neto falou sobre a reclassificação do aeroporto Zumbi dos Palmares em Alagoas;  ações de inteligência competitiva, monitoramento, pesquisa, marketing estratégico, relacionamento com a imprensa e com representantes do trade internacional e buscaremos monetizar a nossa operação; o selo “Turista Protegido”, que certificará estabelecimentos que cumprem as medidas sanitárias lançado pelo Ministério do Turismo; incentivo neste primeiro momento ao turismo doméstico; barateamento das passagens aéreas e fomento ao turismo internacional, tendo como público principais os Estados Unidos e Europa.

*1- A nova Agência Brasileira de Promoção Internacional de Turismo (Embratur) tem um grande desafio, que é a conquista do mercado internacional, diante do cenário da pandemia de covid-19, principalmente porque o Brasil hoje está em segundo lugar no mundo em número de casos. Qual a estratégia a ser realizada?*

A estratégia neste momento é preparar a Embratur para que possa estar plenamente operante assim que o mundo do turismo voltar a sua normalidade internacionalmente. Enquanto isso não ocorre, a Embratur segue apoiando o trabalho realizado pelo Ministério do Turismo de divulgação dos nossos destinos domésticos, cumprindo o que foi determinado pelo Congresso Nacional ao aprovar a Embratur como Agência.

Segundo o texto, que foi sancionado dia 26 de maio pelo Presidente da República Jair Bolsonaro, sob a forma da lei nº 14.002 de 2020, quando há Estado de Calamidade e até seis meses após o término desta situação a Embratur deve empregar seus esforços e recursos na divulgação do turismo doméstico. Também estaremos auxiliando o Ministério das Relações Exteriores no processo de repatriação de brasileiros que enfrentam dificuldades de retorno ao Brasil por conta de aeroportos e hotéis fechados em virtude da pandemia do Coronavírus.

*2- A mudança trouxe oxigenação financeira para Agência? Você já tem um projeto para emprego desses recursos?*

Transformada em Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, a Embratur deixa de onerar os cofres públicos, e os R$ 80 milhões que estavam previstos no orçamento da autarquia permanecerão nos cofres da União. A nova Agência atuará de forma mais flexível e autônoma, podendo desenvolver ações e parcerias para melhor divulgar e promover o Brasil junto aos mercados turísticos internacionais. Com mais flexibilidade, faremos ações de inteligência competitiva, monitoramento, pesquisa, marketing estratégico, relacionamento com a imprensa e com representantes do trade internacional e buscaremos monetizar a nossa operação.

*3- Brasil tem uma forte ligação com os Estados Unidos e você vinha realizando um grande trabalho de conquista do mercado norte americano, mas o presidente Trump proibiu a entrada de brasileiros naquele país. Como remediar essa situação? Tem um prazo?*

Estamos vivendo uma pandemia bíblica e o presidente Donald Trump sabe disso. Ele é um grande parceiro do Brasil e já elogiou a condução do nosso presidente Bolsonaro no combate ao Coronavírus, também. Todos os líderes mundiais trabalham para conter a disseminação do vírus e Trump sabe que o presidente Bolsonaro faz o mesmo.

Assim como os Estados Unidos, também temos restrições neste momento à entrada de estrangeiros. Como um país capitalista que busca gerar emprego e renda, o fechamento da fronteira americana para brasileiros não é interessante para a economia americana, basta levarmos em consideração que o Brasil está em terceiro lugar no ranking de turistas internacionais recebidos na Flórida, com 1,2 milhão de brasileiros tendo passado por lá em 2019. Nós mandamos mais turistas para os Estados Unidos do que eles mandam ao Brasil e esse fechamento é mais prejudicial aos Estados Unidos quando colocamos na balança, pois o brasileiro que planejava ir visitar os Estados Unidos ficará no Brasil para fazer turismo doméstico.

*4- Outro país que mantem um grande fluxo de turistas e é o hub para o Brasil é Portugal, que seguindo orientação da Comunidade Europeia, mantém as fronteiras fechadas. A Agência tem alguma estratégia também para abrir o mercado europeu para o Brasil? Vale lembrar que existe o Tratado de Schengen, que libera Portugal para manter voos regulares com países de língua estrangeira e forte ligação cultural e religiosa, no caso o Brasil. A Agência pode trabalhar a vinda de turistas portugueses através desse tratado?*
Neste momento de pandemia a Embratur trabalha para promover o turismo doméstico e mesmo após o final da pandemia este será o trabalho da Agência, como determinado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Bolsonaro. Esperamos que a situação do turismo seja normalizada o quanto antes, mas vemos que não há uma determinação certeira sobre quando poderemos receber turistas internacionais sem corrermos riscos de aumento de casos de Coronavírus. O Ministério do Turismo já lançou o selo “Turista Protegido”, que certificará estabelecimentos que cumprem as medidas sanitárias importantes para que o vírus não se espalhe, algo semelhante ao que está sendo feito também em Portugal. A Anvisa também determinou medidas a serem cumpridas pelas Companhias Aéreas. Apoiaremos as medidas determinadas pelo governo federal, que dispõe de quadros excelentes e saberá quando será o momento de recebermos voos e quais serão os primeiros países a enviar turistas ao Brasil.

*5- Diante desse cenário difícil para atrair o turista internacional, o turismo doméstico e mesmo o regional seria o primeiro passo a ser dado? E como a Agência pode ajudar para fomentar o turismo dentro do país?*

Vamos incrementar ainda mais o turismo interno e o turismo de curta distância, sempre alinhados ao Ministério do Turismo. Nosso governo está focando suas atenções no turismo de natureza e de ambientes abertos, já que temos seis biomas, mais de 800 ilhas e não temos furacão ou maremoto. Assim que for possível as pessoas vão procurar viajar para onde haja higiene, limpeza. O Brasil é um país lindo de se conhecer e vamos apostar nessa regionalização do turismo.

*6- A TAP estava transformando vários destinos nordestinos na rota internacional de turismo na Europa. Uma dessas novas rotas é Maceió, mas que teve o lançamento do voo internacional transferido para 2 de outubro. Contudo o aeroporto Zumbi dos Palmares aguarda há seis anos a reclassificação para categoria Delta, o facilitaria o estabelecimento de voos regulares internacionais. O processo se encontra na SAC, há seis meses aguardando definição, com todos as exigências técnicas e burocrática preenchidas. Como a Agência pode ajudar para uma definição?*

Nós já estamos ajudando. Com a nova missão dada pelo presidente Bolsonaro e pelo Congresso Nacional à Embratur como agência, passamos a ter um papel de apoiadora de tudo que tenha a ver com turismo e com o aumento do nosso fluxo de turistas, também por conta da transversalidade de ministérios.

O Ministério da Infraestrutura e a Agência Nacional de Aviação Civil são grandes parceiros de dia-a-dia e estão junto conosco participando de reuniões importantes com o setor aéreo e com o trade. Já conseguimos fazer obras importantes em reabertura de aeroportos, ampliação de aeroportos e essa luta pelo aeroporto Zumbi dos Palmares é uma luta que já participamos, para que se torne realidade o mais rápido possível.

Temos um grupo de trabalho que já realizou cinco encontros e que faz um levantamento das necessidades para a melhoria da malha aérea brasileira, com a solução de todos os gargalos e participação da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), com a International Air Transport Association (IATA) e com o trade todo. Isso está bem evoluído e gerou sugestões de mudanças de lei, de medidas provisórias, que foram apresentadas ao Ministério da Infraestrutura, Ministério do Turismo e demais órgãos de governo.

Muita coisa a mais deveria estar acontecendo em 2020, pois fizemos muito em 2019, também com a intenção também de redução de passagens aéreas e descobrirmos como melhorar os aeroportos secundários, os aeroportos regionais, pois são decisivos para que as passagens possam baixar também. Isso tudo seria resolvido esse ano, mas não está esquecido e será trabalhado assim que tudo voltar ao normal. O turismo vinha crescendo praticamente duas vezes mais do que o resto da economia e esperamos que logo possamos arremeter novamente.

Reprodução da matéria proibida. Somente com autorização e citação do autor.

 

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