Bancos negam créditos a 65% dos empresários
   Mozart  Luna  │     28 de maio de 2020   │     9:36  │  0

O Governo Federal, através do  Ministério do Turismo, anunciou que estaria disponível para os pequenos empresários do setor de turismo R$ 5 bilhões através de linhas crédito para ajudar as empresas não demitirem seus funcionários e a ainda ter capital de giro para manutenção dos negócios durante o período da pandemia do coronavírus.

Contudo 60% dos pequenos empresários denunciaram que tiveram seus pedidos negados pelos gerentes das agências bancárias, que demonstram também má vontade em atender os pequenos, focando a atenção apenas nos grandes empresários.

A revelação da discriminação foi feita em pesquisa realizada pelo Sebrae, que está preocupado com esse comportamento das instituições bancárias, já que as pequenas empresas representam mais de 17,2 milhões e empregam mais de 9 milhões de trabalhadores. A pesquisa foi realizada em todo Brasil entre 3 e 7 de abril.

A consulta foi realizada com 6.080 empreendedores de todo o País, mostrou que, além da dificuldade de acesso a crédito, os pequenos negócios já tiveram que realizar as primeiras demissões por conta da crise. Diante da negativa dos bancos os pequenos empresários iniciaram as demissões, e nos últimos 15 dias já colocaram na rua cerca de 18% de trabalhadores, graças a má vontade dos gerentes, que só tratam bem os grandes empresários.

Considerando o universo de 17,2 milhões de pequenas empresas no Brasil, isso significa que aproximadamente três milhões de empreendimentos já demitiram aproximadamente nove milhões de trabalhadores (média de três empregados por empresa).

A maioria (73%) das empresas já estavam com problemas financeiros e que sempre buscaram ajuda financeiras Com o agravamento da situação devido a pandemia, é evidente que as condições só pioram, havendo a necessidade de flexibilização da chamadas garantias e também condições para financiamento.

Com a crise, a questão se agravou drasticamente. Quase 88% das empresas viram seu faturamento cair – com uma perda de 75% em média – e a estimativa é que as empresas consigam permanecer fechadas e ainda assim ter dinheiro para pagar as contas por mais 23 dias.

Além disso, mais de 62% dos negócios interromperam temporariamente as atividades ou fecharam as portas definitivamente (cerca de 602 mil empresas). Entre os 38% que continuam abertos, (5,3 milhões de empresas) a maioria mudou o seu funcionamento, passando a fazer apenas entregas, atuando exclusivamente no ambiente virtual ou adotando horário reduzido.

Garantias
O presidente do Sebrae, Carlos Melles, disse que o estudo confirma a importância das medidas que vêm sendo anunciadas pelo governo, mas ressalta que se os bancos continuarem fazendo exigências a situação só vai piorar. Para ele seria interessante que o Governo Federa determinação que as garantias de empréstimos seria o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe).

Nos próximos três meses, o Sebrae vai destinar pelo menos 50% da sua arrecadação para ampliar o crédito aos pequenos negócios. A operação de socorro deve começar com R$ 1 bilhão em garantias, o que viabilizará a alavancagem de aproximadamente R$ 12 bilhões em crédito para pequenos negócios.

“O Fampe funciona como um salvo-conduto, que vai permitir aos pequenos negócios, incluindo até o microempreendedor individual (MEI), obterem os recursos para capital de giro, tão necessários para atravessarem a crise provocada pela pandemia da covid-19, mantendo os negócios e os empregos”, explica Melles.

Vale lembra que grupos como a CVC corp e até mesmo a companhia aérea GOL estavam em péssimo estado financeiro e graças a pandemia do coronavírus conseguiram oxigenação financeira e foram salvas. E porque não ajudar os pequenos também?

 

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