Observação de pássaros movimenta 70 milhões de turistas
   Mozart  Luna  │     24 de abril de 2020   │     6:00  │  0

 

Um mercado que deverá ter mais participantes, no prós covid-19 será  o de observação de pássaros, por ocorrer em ambientes abertos, próximo a natureza e que não é realizado por grandes grupos de pessoas.

O Brasil possui 20% de todas as espécies e pássaros do mundo, oferecendo uma grande diversidade para os amantes do birdwatching, que hoje representam 70 milhões de pessoas no mundo, sendo que 45 milhões são norte americanos. No Brasil esse número vem crescendo e chega a 30 mil que viajam para fotografar essa criação magnifica de Deus.

No Brasil esse número é bem menos expressivo, cerca de 30 mil observadores, e apenas 5 mil estrangeiros por ano visitam o país com esse intuito. Frente a países como Peru que recebem cerca de 15 mil visitantes com essa finalidade.

Mesmo o Brasil sendo hoje o país com maior biodiversidade do mundo, e o segundo, atrás da Colômbia e à frente do Peru, em número de espécies de aves com 1919 espécies de aves já registradas, e na última década o país com o maior número de novos registros de espécies.

A prática de observar pássaros é antiga e tem origem no século 18, na Inglaterra. Naquela época, somente pesquisadores e naturalistas se arriscavam em expedições pelas florestas para coletar o máximo de informações sobre as aves. Hoje, o universo dos passarinheiros é mais amplo e os observadores, em sua maioria, não são biólogos ou ornitólogos.

O Brasil possui o equivalente a 1.919 espécies. A diversidade de espécies atrai inclusive estrangeiros para a observação no País. Algumas aves, como o pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa) são endêmicas do Brasil e não ocorrem em nenhum outro lugar do Planeta. O melhor de tudo é que o passaredo está por todos os cantos. É possível observar as aves tanto em matas fechadas quanto em centros urbanos. Um grande exemplo é o município de São Paulo. A 14ª cidade mais globalizada do mundo abriga pelo menos 450 espécies de aves.

Conectado com a natureza

O ato de observar pássaros é uma das maneiras de estar em contato com a natureza e unir família e amigos. Dedicar o olhar às aves é atentar-se ao meio ambiente e perceber que, de fato, a natureza e o ser humano são um só. Passarinhar, em geral, é atividade coletiva, que contribui para estreitar laços de amizade.

O Quem prática birdwatching também contribui com a pesquisa informando ao mundo a existência de espécies através de aplicativos como e Bird. Os observadores auxiliam na preservação das aves e, mesmo despretensiosamente, assumem a função de colaboradores da ciência. Por meio de compartilhamento de fotos, vídeos e áudios em sites e listagens em aplicativos como o eBird.

Alagoas

Em Alagoas existem locais onde o turismo de observação de pássaros conta com uma estrutura para se desenvolver, como a Reserva Ecológica do Castanho, em Delmiro Gouveia, à 300 quilômetros de Maceió e que também é um local certificado para soltura de animais silvestres. A Reserva Castanho possui uma pousada, com nove confortáveis apartamentos, decorados com grandes fotos nas paredes dos pássaros que frequentam a região.

O incrível é na Reserva do Castanho os hospedes convivem bem de perto com não só com pássaros, mas também com animais silvestres que andam livremente pelas dependências dos jardins e até do restaurante.

O local é único em Alagoas que possui um localização privilegiadas, às margens do rio São Francisco, no meio da caatinga do Sertão, considerado um rico bioma e berçário de milhares de espécies de pássaros da América Latina como a águia chilena, que pode ser vista em algumas épocas do ano chocando sues ovos nos paredões do Cânions.

O visionário criador do empreendimento é o ambientalista, Elizeu Gomes, apaixonado não só pelo meio ambiente como pela história da ocupação do Sertão Nordestino. Leleu como é carinhosamente chamado por todos, defende a preservação ambiental com unhas e dentes e mantem vigilância total em toda região, colaborando com a fiscalização dos órgãos ambientais.

A Reserva Ecológica do Castanho possui uma trilha com 15 quilômetros de extensão no meio da caatinga, passando por grutas com pinturas rupestres de oito mil anos; registro dos primeiros ocupantes da América Latina. No percurso é possível observar o canto de pássaros raros e fazer fotos únicas que vão ficar registradas para eternidade.

A Reserva oferece passeios pelo rio São Francisco, além de um restaurante com um diversificado cardápio gastronômica e um carta de vinhos produzidos no Vale do São Francisco. Atualmente o complexo turístico do Castanho constitui a novidade no ecoturismo em Alagoas e é referência no Nordeste.

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