Como serão os “novos hotéis” pós coronavírus
   Mozart  Luna  │     11 de abril de 2020   │     14:50  │  0

O setor hoteleiro internacional se prepara para fase pós pandemia, com expectativa para agosto ou setembro desse ano. As grandes redes de hotéis desenhando os cenários de como será o funcionamento dos “novos hotéis”.

O mundo será diferente depois da pandemia. Para começar, segundo analistas de relações internacionais, um dos documentos mais importantes a ser exigido, para quem viaja, será uma espécie de atestado de saúde, com QR code com certificado da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse documento terá até mesmo mais valor que o passaporte. Será uma ficha sanitária que dará acesso aos países.

Já o convívio nos hotéis será totalmente mudado, segundo os estudos realizados pelos grandes grupos. O distanciamento físico será o princípio para a operacionalização, começando pelos chek in e chek out que será realizado sem nenhum contato.  As ferramentas tecnológicas serão utilizadas com exagero e quem não se informar sobre o funcionamento delas, praticamente fica sem viajar.

Essa situação deverá perdurar, pelos menos, durante o período pós pandemia, enquanto ainda a vacina não está disponível. A esperança seria o paliativo do uso de medicamentos específicos, para tratar as pessoas contaminadas. Mas mudanças já estão sendo implantada, para receber no início de maio, os viajantes do chamado turismo corporativo.

Para os infectologista o vírus continuará fazendo vítimas pelo mundo, mas graças ao controle e também as pessoas que adquiriram imunidade, o número será bem menor e em menos letal que hoje.

“Novos hotéis”

Os hotéis terão uma tipologia de oferta, onde o cliente vai escolher o quem oferecer mais segurança, em termos sanitários (higiene total). O espaçamento das áreas comuns serão outro ponto a ser observado pelos clientes. Até mesmo o contato com os colaboradores dos hotéis, como mensageiros e room service ( serviço de quarto) será o mais impessoal possível.

Uma das novidades foi implantada pelo grupo português Vila Galé, com o sistema take away, com mercearias virtuais, disponíveis para o cliente acesso a fazer sua compras evitando contados com colaboradores.

Os “novos hotéis” pós coronavírus deverão planejar e implantar três itens básico para nova fase a ser vivida: o primeiro é possuir pessoal qualificado para operar com as novas tecnológicas (upsikilling); o segundo é ter como meta a sustentabilidade no negócio, buscando o equilíbrio com o meio ambiente, através da implantação de políticas ambientais menos danosas ao planeta. Em terceiro lugar usar ao máximo os recursos que a tecnologia proporcionar, para interagir como cliente e também avaliar suas experiências. A meta é ter o máximo possível de tecnologia à disposição de seu negócio.

Turismo de Lazer vai esperar

Para o presidente do Maceió Convention Glênio Cedrin, todas essas mudanças já começam a vigorar a partir do início do turismo corporativo, previsto para iniciar em maio ou junho. “O mundo dos negócios precisam reiniciar suas atividades depois de quase 120 dias dos protocolos”, disse ele.

“Para receber esse viajante, os hotéis estão com uma série de medidas protetivas para salvaguardar os hospedes e também seus colaboradores e assim garantir um ambiente saudável”, disse o presidente do Maceió Convention.

Segundo ainda ele, os “novos hotéis” surgirão nesta primeira fase pós pandemia do coronavírus. Já os hotéis de lazer deverão esperar a volta a normalidade, previsto somente meados do segundo semestre (setembro, ou outubro).

Para Glênio Cedrin é muito difícil implantar medidas de afastamento social dentro de hotéis de lazer. “As pessoas não viajam de férias para ficarem isoladas. Elas desejam ter experiências nos locais e também interagir com outros hospedes e a população local”, explica ele.

“A esperança é que pelo menos um tipo de tratamento para o vírus seja estabelecido pelas autoridades de saúde, até o surgimento da vacina, que será a solução final”, disse que ele; embora o tempo previsto para isso é de dois anos. Enquanto isso é torcer para que as a ciência e a tecnologia trabalhem juntas para conter a pandemia.

 

 

 

 

 

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