Operação resgata 15 mil brasileiros em outros países
   Mozart  Luna  │     26 de março de 2020   │     10:00  │  0

Uma grande operação envolvendo operadoras e governo para repatriar cerca de 15 mil brasileiros que estavam foram do país em viagens. Os Ministérios do Turismo e das Relações Exteriores, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Embratur, 12 mil pessoas ainda aguardam retorno ao Brasil em 28 países, como Portugal, Argentina, Turquia, Austrália, África do Sul e México. Apenas em Portugal, existem 2,5 mil brasileiros aguardando a repatriação, sendo 1,8 mil viajantes por via aérea e 700 por cruzeiros.

A Braztoa, junto ao MTur, às embaixadas e às operadoras Domundo e Queensberry, atuou nos primeiros casos de repatriação durante a pandemia do Covid-19, que ocorreram no Irã entre fevereiro e março. Atualmente, há um trabalho reforçado em casos como o de Portugal, com grande atuação de CVC, e em locais do Peru, como Cusco e Lima. “Já faz um tempo que a Braztoa está mobilizada para identificar todos os passageiros dos seus associados que estão fora do País. Agora, a entidade está com um trabalho bem organizado, dividido em grupos que atuam em sub regiões como África, Europa, América Latina, priorizando resgatar os que estão em países com fronteiras e espaços aéreos fechados. Um esforço conjunto e bastante organizado para que se alcancem os melhores resultados”, esclarece a entidade ao Portal PANROTAS.

A viajante Rosemeire Benevides, de São Paulo, esteve entre os primeiros repatriados brasileiros que retornaram do Irã durante a pandemia. “Escapamos ilesos do país dos aiatolás graças aos esforços do diretor da operadora Domundo, André Salgado, que manteve o grupo informado de absolutamente tudo para que regressássemos com toda a segurança o mais breve possível, uma vez que a pandemia estava sendo decretada pelos governos. Agradeço também aos diplomatas dos consulados e embaixadas em Bangkok, Zurique e Teerã, e à Anvisa que nos tratou com todo o respeito e profissionalismo. Todos nós chegamos saudáveis e felizes. Hoje, mais do que nunca, reconheço e agradeço como é importante viajarmos com operadoras conceituadas, como a Domundo, que prezam não só pela alegria de seus clientes como “sonho de viagem”, mas pela segurança e tranquilidade. Não é a viagem mais barata, talvez nem a mais cara, mas para mim é a melhor”, relata.

A Braztoa, junto ao MTur, às embaixadas e às operadoras Domundo e Queensberry, atuou nos primeiros casos de repatriação durante a pandemia do Covid-19, que ocorreram no Irã entre fevereiro e março. Atualmente, há um trabalho reforçado em casos como o de Portugal, com grande atuação de CVC, e em locais do Peru, como Cusco e Lima. “Já faz um tempo que a Braztoa está mobilizada para identificar todos os passageiros dos seus associados que estão fora do País. Agora, a entidade está com um trabalho bem organizado, dividido em grupos que atuam em sub regiões como África, Europa, América Latina, priorizando resgatar os que estão em países com fronteiras e espaços aéreos fechados. Um esforço conjunto e bastante organizado para que se alcancem os melhores resultados”, esclarece a entidade ao Portal PANROTAS.

Por meio de nota, a CVC aponta que tem acompanhado de perto e atuado de forma ativa nas remarcações e embarques de passageiros para o retorno ao Brasil, independentemente do destino em que se encontram. Para o retorno dos passageiros de Portugal ao Brasil, a CVC fretou dois aviões, o primeiro já decolou na última segunda-feira (23) e o segundo retornou ao País ontem, terça-feira, dia 24. “Esse trabalho tem sido realizado em cooperação com as companhias parceiras e consulados, com o objetivo de atender nossos clientes com brevidade e segurança, considerando o cenário de reduções de voos internacionais e restrições de trânsito impostos por diversos governos ao redor do mundo”, comunicou a operadora, que trouxe ao País inclusive não-clientes que estavam no Exterior.

No Instagram, um vídeo ganhou ainda mais força nos últimos dia. Nele, é possível ver dezenas de brasileiros minutos em uma fila para embarcar em Lisboa de volta ao Brasil. Na publicação, que parece ser de um guia turístico, a operadora é aplaudida. “A CVC ajudando o povo brasileiro a ir para casa. Mesmo quem não era cliente CVC foi no voo. Todo mundo que estava na fila esperando, entrou”, comemorou o guia.

OBSTÁCULOS PARA A REPATRIAÇÃO
O Ministério do Turismo tem atuado junto à Braztoa e à CVC Corp para agilizar o processo de repatriação, que depende de uma série de adaptações legais, acordos com governos de outros países e contato com companhias aéreas e embaixadas. Para o secretário nacional de Integração Interinstitucional do MTur, Bob Santos, a maior dificuldade da operação é o colapso aéreo mundial. “Nunca na história do mundo moderno passamos por um colapso aéreo mundial de antecipação de voos. Todos os países estão na mesma situação, igual ou pior, mas estamos 24 horas no ar tentando equacionar essa questão”, ressalta.

Os fatores que dificultam a agilidade na repatriação de brasileiros são, principalmente, a dificuldade de companhias aéreas obterem a quantidade de passageiros exatos e de conseguirem endosso das demais empresas aéreas que não conseguem levantar voos de suas bases, como a Sky Airlines, no Chile, e a Avianca, na Colômbia; a dificuldade de conseguir autorização de partida de suas bases atuais, visto que muitos países fecharam seus espaços aéreos para voos comerciais; a dificuldade para obter autorizações nacionais e locais de pouso; o excesso de demandas em destinos turísticos, como Lisboa e Punta Cana; a demora das tratativas diplomáticas entre os países devido ao fuso horário e a dependência tanto da Anac do Brasil quanto de outros países em relação às tratativas de autorizações.

Além de muitos países exigirem o protocolo de quarentena para as tripulações, as companhias aéreas enfrentam grandes dificuldades por não haver hotéis e comércio em operação nos destinos. “Chegaremos ao ponto de não termos mais tripulações disponíveis a tempo. Antecipar voos é algo que requer um planejamento com segurança. Agora não é o momento de pensarmos em valores, mas na questão humana. Demorou-se alguns dias para criarmos foco e fluxo, mas o cenário é positivo. A prioridade agora é trazer os brasileiros para suas casas com saúde o quanto antes”, afirma Santos.

Visando organizar e agilizar a operação, o Ministério do Turismo e a Anac criaram um formulário on-line e individual para unificar as informações de brasileiros que estão fora do País e desejam retornar. Acesse o formulário on-line e individual aqui.

AS AÉREAS
Apenas o Grupo Latam Airlines foi responsável por repatriar, entre os dias 12 e 24 de março, mais de dez mil brasileiros provenientes de diversas partes do mundo em 59 voos especiais. Apenas ontem (24), a companhia operou pelo menos 15 novos voos especiais, incluindo Lima-São Paulo, Cusco- São Paulo, Punta Cana-São Paulo e Cidade do México-Santiago, entre outros.

“A Latam continua trabalhando com as autoridades de diferentes países para obter licenças operacionais extraordinárias para trazer de volta, em voos especiais, passageiros impedidos de voltar para suas casas devido à crise global de saúde causada pelo Coronavírus (COVID-19)”, afirmou o grupo.

 

á a Azul trabalhou em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores para garantir a realização de voos até o último sábado (21), trazendo clientes da companhia que estavam em Lisboa. A empresa disse ainda que está disposta a colaborar no retorno de brasileiros que estão em território português e que aguarda os próximos passos dessa operação por parte do Itamaraty.

A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) deverá se pronunciar nas próximas horas.

 

 

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