Governo português socorre turismo com crédito de 200 milhões de euros
   Mozart  Luna  │     19 de março de 2020   │     17:36  │  0

Governo português saiu na frente para socorrer o setor e turismo, das consequências do pandemia do coronavírus,  liberando 200 milhões de euros de créditos nos bancos e 75 milhões de euros, somente para pequenas empresas como bares, restaurantes e prestadores de serviços.

Para a APAVT – Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo, estas medidas revelam que “o Governo foi rápido a ouvir e a decidir, isso é meritório e apreciámos”. Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, destacou que  o facto das agências de viagens terem sido contempladas por estas medidas, que tiveram em conta as “especificidades do negócio” e as “diferentes dimensões / necessidades” é também “uma excelente notícia”.
Segundo ainda Pedro Costa o “sistema de microcrédito, que espero, ajudará a salvar centenas de microempresas”. No entanto, ainda “existe um longo caminho a percorrer”, adverte Pedro Costa, esclarecendo a necessidade que as medidas anunciadas têm de “se revelar efetivas, chegar ao mercado”.

Para tal, é necessário “aguardar as condições efetivas de elegibilidade, e  sobretudo a dinâmica do acesso por parte da agências de viagens”. Acresce ainda o facto de, “muito provavelmente”, se verificar a necessidade de mais apoios por parte das empresas do setor da distribuição, um assunto que deverá vir mais tarde: “Será importante, mas não constitui a maior urgência”.

O presidente da APAVT considera que “só depois das medidas anunciadas se tornarem efectivas”, como por exemplo a questão do ‘lay off’ para as empresas, é que “poderemos raciocinar sobre novas necessidades”.

Quanto às consequências da propagação da Covid-19, o presidente da APAVT conclui que “serão simultaneamente devastadoras, isso já é certo, mas ainda não quantificáveis”, sobretudo porque, “não sabemos a duração do período em que viveremos em ambiente de COVID-19, nem sabemos as condições econômicas que enfrentaremos quando regressarmos ao mercado”. Atualmente, as agências de viagens portuguesas encontram-se trabalhando em trazer de volta de outros países seus clientes e a amargar devoluções e cancelamentos, além dos atritos que com certeza vão parar na Justiça.

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