Maya Gabeira e sua paixão por Nazaré em Portugal
   Mozart  Luna  │     20 de novembro de 2019   │     10:24  │  1

 

A brasileira Maya Gabeira é a recordista mundial por ter surfado  em janeiro 2018, no Guinness Book como a primeira mulher a surfar uma onda de 24 metros de altura, na Praia do Norte em Nazaré Portugal, a 120 quilometros Lisboa e  onde em 2013 ela quase perdeu a vida, ao se machucar em outra gigante.

Segundo ela a espera foi longa já que estava na água há mais de três horas, quando surgiu uma onda de esquerda e com a ajuda do surfista Eric Ribere conseguiu dropar e completá-la, conseguindo domar o Canhão de Nazaré. O barulho foi tão grande que ao quebrar fez o barulho semelhante à de um terremoto que foi ouvido a quilômetros da praia e sentido debaixo dos pés dos moradores mais próximos do local.

Bastante emocionada Maya relatou a tensão que envolve toda operação para se conseguir um feito como que conseguiu no dia 18, e destacou o trabalho em equipe com o Eric Rebiere, que encontrou a onda que procurava. Agora ela aguarda o resultado da medição da onde para saber se realmente estará no Guinness.

A pequenina Nazaré

A pequenina Nazaré é uma pitoresca vila de pescadores próxima ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima e lugares históricos como Tomar, onde tem o Castelo de Cristo, erguido pelos Templários e também Alcobaça, onde existe o mosteiro de Inês de Castro e Dom Pedro Primeiro.

É lá que Maya Gabeira passa seis meses do ano surfando e se encontrando com surfistas de todo o mundo como norte americano MacNamara, o recordista mundial.

Nazaré tem muitos atrativos turísticos e uma gastronomia incrível, além de hotéis maravilhosos do Grupo Miramar e o único Talasso de Portugal, localizado na praia e que proporciona banhos medicinais com água aquecida do Oceano Atlântico, captadas do fundo o mar e levadas para piscinas.

Lá encontramos também a Fortaleza de São Miguel Arcanjo, onde foi instalado o Museu do Surf, onde os ícones desse esporte, que se destacaram colocaram suas pranchas com sua história. Um lugar diferente e muito procurado por gente de todo mundo.

Para se chegar ao seu principal cartão postal, a Praia do Norte, um dos caminhos é pela estrada que se encerra em suas areias. Ou, então, descendo o penhasco que leva ao Forte de São Miguel Arcanjo, que funciona, na prática, como uma verdadeira arquibancada quando o mar sobe, as ondas gigantes aparecem e os surfistas, enfim, se lançam.

Em sua maioria, eles se refugiam em motorhomes que ficam espalhados nos arredores, no aguardo das ondulações grandes, e que têm de obedecer às regras estabelecidas.

Maya Gabeira mora na Nazaré de setembro a março e onde fica treinando. Quando o swell está para entrar, rola a ansiedade e todos os preparativos e nas horas de folga no hotel descansando e se concentrando.

A pequenina Nazaré recebeu nos últimos quatro anos cerca 400 mil pessoas. O ascensor (bondinho) que transporta pessoas da parte baixa para a alta do município foi utilizado por 946 mil visitantes em 2017. O faturamento chegou 15 milhões de euros (R$ 58 milhões) diretamente com o atrativo.

 

 

MacNamara descobridor

O descobridor do canhão de Nazaré foi o Garrett McNamara que ficou sabendo das ondas gigantes no local e lá chegou a cerca de dez anos. Ele detém o recorde masculino de maior onda surfada, com uma “bomba” de 23,8 metros, na Praia do Norte, em 2011.

Na expectativa de fazer companhia a McNamara entre as mulheres, Maya Gabeira, praticamente uma local, ressalta a mudança na Nazaré. Segundo ela Nazaré mudou muito desde 2013 mudou principalmente o aumento do fluxo de pessoas que vão para o  cliff(penhasco) ver as ondas. Hoje em dia, tem grande turismo, o cliff está sempre cheio, mesmo em dias normais, e a cidade está mais alegre, movimentada e jovem.

Vale ressalta também o emprenho e o trabalho do governo local, através da presidência da Câmara que tem Walter Chicharro à frente e de empresários como Serafim Silva, que investiu em hotéis e no apoio os atletas do surf.

Estatua polêmica

Em 2016 foi erguida uma estatua que até hoje causa muita polêmica porque se trata de um homem com a cabeça de um veador, para lembrar o milagre que teria ocorrido. Ela faz alusão ao milagre que, em 1182, teria evitado que Dom Fuas Roupinho, nobre guerreiro português, morresse no penhasco em uma caçada a veados. Os moradores da região rebatem que a peça de seis metros e 11 toneladas não representa a lenda nem tampouco as ondas.

Polêmicas a parte Nazaré tem muito a oferecer não só aos amantes do surf como também aos turistas que gostam da boa comida, do mar e de saúde já que lá existe o talasso de águas do oceano aquecida que tem propriedades medicinais para cura de várias doenças nas articulações e sistema respiratório.

 

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