Marisqueiras de Maragogi afirmam que não há contaminação e se revoltam com “fake news”
   Mozart  Luna  │     7 de novembro de 2019   │     18:01  │  0

Família de marisqueiras e pescadores de São Bento, lamentam as fakes news e cobram o seguro defeso

A revolta tomou conta ontem das marisqueiras e pescadores do distrito de São Bento em Maragogi, depois de uma informação que circulou nas redes sociais, que havia surgido mariscos ( massunim), contaminados com óleo na Praia daquela localidade.  Centenas de mulheres trabalham diariamente na retirada de mariscos para sustentar suas famílias.

A notícia causou um grande prejuízo nas vendas de imediato. Muitas disseram que os hotéis, pousadas e restaurantes, além da população e visitantes deixaram de comprar os mariscos.

Dona Maria da Conceição de 65 anos, que trabalha na retirada diariamente de mariscos disse que a informação é mentirosa e desumana porque, não existe registro de problemas com o massunim que ela pega na areia da praia. “Isto é um crime contra nós pobres”, disse a idosa mostrando um saco com massunim catado hoje, quinta-feira dia 7 de novembro.

Dona Genura dos Santos de 67 anos é marisqueira há 50 anos. “Meu filho desde pequena que pego massunim na praia de São Bento”, disse ela que sustenta mais dez pessoas da família, que também ajudam na cata do marisco. “Isso é um crime! Será que esse pessoal não tem coração. O marisco está bom. Eu acabei de almoçar agora mesmo um prado de massunim e siri”, disse ela, chorosa.

Segundo Dona Genura os homens da informação deviam ter mais cuidado com escreve e jogam na internet. “Pessoas humildes que trabalhamos de domingo a domingo para ter nossos filhos na escola e pagar nossas obrigações. Somos pobres e honestos e não andamos prejudicando ninguém”, disse a idosa dizendo que já sente a queda nas vendas dos mariscos, devido a notícias mentirosas veiculadas pela mídia sensacionalistas, que fabrica reportagem dentro de salas refrigeradas.

Massunim pego hoje na Praia de São Bento

“Ainda bem que você veio aqui e procurou ouvir agente, porque os outros só ouvem as ‘outoridades’”, declarou ela. “Os pobres não têm direito a falar. Só os donos do poder”, enfatizou.

O pescador de lagositnho, Leonildo Santos, que mergulha há 25 anos, todos os dias nos corais, não há registo de óleo nas Gales. Leonildo reclamou que as vendas caíram 90%, depois das notícias de contaminação dos pescados. O trabalhador disse também que teve o nome cortado, pelo presidente da Colônia de Pescadores de Maragogi, que alegou que ele não seria pescador, simplesmente porque não teria pago a contribuição da entidade.

Praia de São Bento em Maragogi, sem registro de óleo hoje a tarde

Alerta

O prefeito de Maragogi, Sérgio Lira disse que vai fiscalizar pessoalmente o cadastramento os pescadores e mariqueiras, para terem o direito ao seguro defeso e assim garantir que todos tenham esse direito garantido, durante este período em que a venda do pescado está em baixa, devido as notícias da presença do óleo nas praias do município.

Segundo ainda ele é compreensível que as pessoas tomem certos cuidados com os frutos do mar, até que os laudos de exames, que foram realizados sejam divulgados. Os resultados, segundo o secretário municipal de meio ambiente Gabriel Vasconcelos deverão ser divulgados amanhã sejam, autorizando, ou não o consumo do pescado da região.

 

O prefeito distribuiu ontem a tarde cestas básicas com as marisqueiras de Peroba e Barra Grande, onde a presença do óleo foi registrado e as vendas praticamente pararam. Com relação a São Bento Lira disse que já está providenciando também cestas básicas e a realização do cadastro.

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