Azul e Gol têm lucro e Latam prejuízos neste segundo trimestre
   Mozart  Luna  │     7 de outubro de 2019   │     18:00  │  0

 

 

Mesmo com os preços das passagens aéreas nas alturas, as companhias aéreas Gol, Azul e Latam apresenta um lucro liquido de apenas 2% ( R$ 194, 1 milhões), neste segundo trimestre de 2019.  Durante o mesmo período do ano passado, a margem líquida negativa foi de 20,9% e o resultado foi um prejuízo de R$ 1,6 bilhão.

No acumulado do primeiro semestre deste ano, o prejuízo líquido foi de R$ 84,5 milhões, enquanto a margem negativa foi de 0,4%. No ano anterior, o prejuízo foi de R$ 1,2 bilhão e a margem negativa de 7,4%. Os dados referem-se às demonstrações contábeis apresentadas pelas três principais companhias aéreas brasileiras e divulgadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).


Latam no vermelho
Das três empresas que integraram as demonstrações contábeis consolidadas do segundo trimestre, Azul e Gol apresentaram lucro líquido de R$ 341,8 milhões e R$ 60,5 milhões, respectivamente, enquanto a Latam apresentou resultado negativo de R$ 208,3 milhões no mesmo período.

A receita operacional líquida agregada das três empresas, no acumulado do ano até junho, teve acréscimo de 17,2% em relação ao valor apurado no mesmo período do ano passado, chegando a R$ 19,4 bilhões. Já os custos dos serviços prestados apresentaram aumento de 14,4%, atingindo R$ 16,6 bilhões. Assim, com o incremento dos custos em percentual menor do que o avanço da receita, o lucro bruto conjunto das três empresas cresceu 37,8%, passando de R$ 2,0 bilhões em 2018 para R$ 2,7 bilhões em 2019.
Divulgação

Latam acumulou prejuízo no segundo semestre de 2019

 

O EBIT (do inglês Earnings Before Interest and Taxes) acumulado até o segundo trimestre das três companhias aéreas também melhorou, saindo de R$ 80,7 milhões e margem EBIT positiva de 0,5% em 2018 para R$ 687,1 milhões e margem EBIT positiva de 3,5% em 2019.
Vilões dos prejuízos
Os combustíveis e o câmbio entre o real e o dólar apareceram como principais responsáveis pelos custos operacionais das empresas. Na comparação entre o segundo trimestre deste ano e o do ano passado, o querosene de aviação ficou 11,5% mais caro, enquanto a moeda brasileira desvalorizou-se 8,7% em relação à moeda norte-americana.

Atualmente, o combustível corresponde a cerca de 30% dos custos e despesas operacionais dos serviços de transporte aéreo prestados pelas empresas brasileiras. Já a taxa de câmbio tem forte influência nos custos de combustível, arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves, que, em conjunto, representam cerca de 50% dos gastos.

 

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