Moradores pedem interdição do aterro sanitário, para salvaguardar vidas e o meio ambiente
   Mozart  Luna  │     25 de julho de 2019   │     17:45  │  0

 

Os moradores das comunidades próximas ao aterro sanitário, estão apreensivas, assim como o trade turístico  alagoano, com a possibilidade de rompimento da barragem de chorume. Para os moradores a solução de pronto seria a imediata interdição do aterro sanitário para salvaguardar vidas e o meio ambiente e porque desde 2016 não possui licenças ambiental para continuar funcionando.

Antes de entrar de férias, o  Procurador Geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, já havia dado o sinal amarelo do perigo e encaminhou aos promotores do núcleo de Meio Ambiente, Alberto Fonseca, Fernanda Moreira e Jorge Dória copias documentos e imagens que atestam vários indícios de cometimento de crime ambiental e no funcionamento do aterro sanitário de Maceió.

Segundo o Procurador Geral, em entrevista concedida ao nosso blog no inicio no dia 18 desse mês, a situação é grave, já que segundo a documentação, o aterro está sem licença de funcionamento desde 2016 e até hoje não conseguiu cumprir às condicionantes exigidas pelas normas do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), para continuar funcionando.

Carretas de chorume

A apreensão das carretas-tanque com chorume realizado pelo policiais do Deic, significa que tem muita coisa errada na operacionalização do aterro sanitário de Maceió, que continua funcionando mesmo sem licença ambiental; o que é um afronta a lei e um desafio a autoridade pública.

O crime de derrame de chorume próximo ao aeroporto Zumbi dos Palmares é antigo, segundo  agentes de viagens, guias de turismo e até turistas que passam pela rodovia onde foi constatado o fato, pelos policiais.

O promotor de justiça do núcleo de meio ambiente, Alberto Fonseca, determinou processo para realizar diligências para complementar as informações sobre o crime cometido. No Procedimento Preparatório o promotor do núcleo determina ainda requisição de fiscalização do IMA.

MPF

O MPE também encaminhou para o Ministério Público Federal (MPF) farta documentação e imagens da situação atual do aterro sanitário, que apresenta inclusive, sinais de que uma das barragens de chorume, vem sangrando e poluindo uma área verde próxima.

A documentação inclui um laudo técnico do Instituto do Meio Ambiente (IMA), que atesta que o chorume “tratado”, que vem sendo lançando no riacho Jacarezinho e por sua vez desagua nas praias de Guaxuma, Garça Torta e Riacho Doce, constata a presença de metais pesados, que são letais a vida humana e animal. O alerta deveria ter sido dado também aos frequentadores das praias, já que esses metais podem provocar danos irreversíveis a saúde.

O MPF se pronunciou através da sua assessoria de imprensa, informando que a promotora titular do assunto, Rachel Teixeira, se encontrava viajando, mas que antecipadamente esclarece que os assuntos relativos ao funcionamento do aterro sanitário de Maceió é de responsabilidade do Ministério Público Estadual, já que se trata de um assunto que não é de interesse da União. Mesmo assim a promotora deverá oficializar esse entendimento de forma oficial ainda esta semana.

Associação de Hotéis

A documentação também chegou às mãos do presidente da Associação Brasileira da Industria Hoteleira (Abih), Milton Ênio Vasconcelos Neto, que foi extasiado com as imagens que viu da situação, principalmente pela falta da licença ambiental, para o aterro continuar funcionando.

A situação já se tornou insustentável para os moradores mais próximos ao aterro sanitário, como do Conjunto Residencial Carminha, Andraújo, Poeirão e Alto do Riacho Doce, que não suportam mais o mau cheiro.

Entretanto o problema chega a orla marítima, onde os moradores dos condomínios e novos edifícios construídos naquele trecho de litoral, já sentem no final da tarde, o odor vindo do aterro sanitário.

 

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