Serviços de bordo em aviões podem ser cobrados
   Mozart  Luna  │     24 de junho de 2019   │     6:00  │  0

As passagens aéreas no Brasil continuam sendo muito caras e reduzir o preço é um objetivo buscado pelos empresários, que trabalham na atividade turística. A estratégia é aumentar o fluxo interno oferecendo pacotes turísticos populares e viabilizando a viagem de milhões de brasileiros, para que possam desfrutar das belezas e serviços do turismo nacional.

O esforço pretende  fazer com que os brasileiros viagem mais vezes durante o ano, dentro do território brasileiros, evitando a fuga de capital para outros países. Muitos juntam dinheiro durante o ano todo para fazer apenas uma viagem e parte desses turistas, optam em ir para fora do país, já que em algumas vezes os preços são até mais convidativos que os nacionais.

Nosso país tem dimensões continentais e o combustível ainda é muito caro (embora sejamos um grande produtor de petróleo), se comparamos a outros países, também com território ainda maiores como nos Estados Unidos e Canadá, onde as passagens são baratíssimas.

A passagem aérea tem um custo de 60% em pacotes turísticos nacionais, enquanto isso em outros países o peso do bilhete aéreo tem um custo médio de 40%. A hotelaria tem feito sua parte reduzindo, ou até mesmo congelando suas tarifas, como em Maceió, onde os preços praticamente é o mesmo de cinco anos.

As recentes conquistas obtidas, graças a mobilização dos empresários, foram a abertura para que companhias aéreas internacionais atuem no espaço doméstico e o fim da gratuidade da bagagem. Esses são alguns passos importantes para aumentar o fluxo de turistas no mercado nacional.

Cobrança de serviços

O reconhecimento veio esta semana com a declaração da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), elogiando as recentes medidas tomadas pelo governo federal brasileiro de permitir entrada de 100% de capital estrangeiro, nas companhias aéreas nacionais e do veto à franquia de bagagem despachada.

Peter Cerda, vice-presidente da entidade para Américas, Peter Cerda, chama a ação de “alinhamento aos padrões internacionais do setor”.

Contudo, segundo Peter Cerda é preciso que o Brasil continue se aperfeiçoando na busca de seguir os padrões internacionais. Esses serviços citados pelo vice-presidente da Iata, dizem respeito aos serviços opcionais oferecidos pelas companhias aéreas, como marcação de assentos, pagamento de taxas para uso de equipamentos eletrônicos a bordo, fones de ouvidos, uso da internet e alimentação. Os passageiros estão comprando a passagem e esses serviços devem ser uma opção para comodidade dos passageiros para seu uso.

Entretanto a cobrança desses “opcionais” encontra entraves no Código Nacional do Consumidor, que é fiscalizado pelos Procons. Para isso será mudanças na legislação para dar garantias jurídicas, para que as companhias aéreas possam cobrar pelos serviços a bordo, como é realizado nos Estados Unidos e Europa.

“É essencial continuar nessa direção para que o setor atinja todo o seu potencial e contribua para o desenvolvimento econômico do País”, afirma Cerda.

O grande desafio continua sendo baratear os preços dos combustíveis, que tem encontrado principalmente no valores do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) cobrado pelos Estados, que pontualmente tem reduzido os valores.

“Custos operacionais, fórmula de precificação do combustível, gerenciamento de capacidades e marco regulatório dos direitos dos passageiros são exemplos de áreas que também devem ser alinhadas aos padrões internacionais, criando o ambiente correto para que a aviação ultrapasse a atual contribuição de US$ 18,8 bilhões para o PIB brasileiro, além de criar um mercado onde os passageiros terão mais opções, melhores experiências e um nível competitivo de preços.”

 

 

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