Passagens aéreas caras e crise na Argentina faz cair ocupação hoteleira
   Mozart  Luna  │     29 de dezembro de 2018   │     6:00  │  0

 

Alagoas tem o status de Estado mais seguro para o turista no Brasil, mas não deu publicidade

Ocupação hoteleira em Maceió caiu neste final do ano devido a problemas como altos preços das passagens aéreas, para Maceió; a reclassificação do aeroporto Zumbi dos Palmares para categoria Delta (D); ausência de divulgação em mercados emissores em países com economia estável e prática tarifária de diárias (canibalismo predador), que pode trazer o sucateamento do parque hoteleiro.

Esse cenário foi desenhado por empresários da hotelaria alagoana, que estão preocupados com a queda na média da ocupação neste final 2018. Segundo um proprietário de hotel, da orla de Maceió, que pediu para não se identificar, o cenário ainda não é critico, mas fez acender a luz amarela.

“O valor médio da diária é praticamente o mesmo desde 2015”, afirma ele mostrando os números nas mãos de um levantamento que fez. “Temos a diária mais barata do Nordeste, em comparação a estados, que nem tem um fluxo tão grande, como são Sergipe e Paraíba”, enfatiza ele.

Reclassificação do aeroporto Zumbi dos Palmares é fundamental para o crescimento do turismo internacional 

O empresário disse ainda que está preocupado, já que os valores hoje das diárias, praticadas nos hotéis em Maceió, impossibilita a manutenção dos estabelecimentos. “Tem os casos mais graves, que são daqueles empreendimentos que possuem débitos a pagar com instituição financeiras”, disse ele. “Esse com certeza devem estar preocupados,  porque caminham para um a situação de insolvência financeira”, sentencia ele.

“Um fato que me chamou a atenção neste momento é que a reserva dos hotéis, para o réveillon ainda não atingiu os percentuais do ano passado. Isto é um indicador de que a situação necessita de ações para recuperar nossos clientes”, sugestiona ele. “Se investiu em divulgação em mercados emissores instáveis como a Argentina, que por mais de uma vez já demonstrou, que é uma verdadeira gangorra. É preciso investir nos Estados Unidos e Europa, mas para isso é preciso que consigamos também reclassificar nosso aeroporto e colocar um ponto final na novela criada pelo prefeito de Rio Largo”, disse o empresário.

Presidente da ABIH confirma queda na ocupação e recomendar a reclassificação do aeroporto e divulgação mercados emissores sólidos 

ABIH confirma queda

O presidente da Associação Brasileira da Industria Hoteleira (ABIH), Milton Ênio Vasconcelos Neto, reconhece que as reservas para o réveillon este ano deverão ficar abaixo do ano passado, ou seja, apenas entre 2% a 4%, mas não concorda com os dados apresentados pelo empresário hoteleiro.

Segundo ele alguns fatores contribuíram para queda na ocupação neste final de ano. “Um deles foi a redução da oferta da malha aérea para Alagoas, que caiu em 15%. Isto afetou diretamente a hotelaria, que tem como hospede, 75% das pessoas que viajam de avião”, disse ele.

Milton Ênio disse ainda que o segundo motivo para queda na ocupação, neste final de ano, foram também os altos valores cobrados pelas passagens aéreas para Maceió. O presidente da ABIH disse que ficamos em primeiro lugar em passagens aéreas mais caras no Nordeste. “Isto fez com que nossos concorrentes como Fortaleza e Natal tirasse proveito disso”, esclarece ele, mesmo essas cidades possuindo altos índices de violência.

Por último, segundo Milton Vasconcelos, outro motivo que prejudicou bastante a ocupação hoteleira em Maceió, neste final do ano, foi a crise econômica que se abateu sobre a Argentina, onde o desemprego beira os 35%.

Milton Ênio defende a proposta de se investir em mercados emissores com economia estável, como a Europa além de procurar dar mais publicidade, ao fato de Alagoas ter conquistado o status de Estado mais seguro do Brasil para o turista. O presidente da ABIH disse ainda que o parque hoteleiro cresceu e com isso a concorrência.

 

 

 

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