Reativação dos matadouros municipais
   Mozart  Luna  │     28 de junho de 2018   │     22:46  │  1

Vários municípios estão sofrendo com o fechamento dos matadouros municipais, que funcionavam em péssimas condições sanitárias, entretanto se criou outros problemas começando pelo desemprego que causou nas cidades, a volta do abate clandestino e a falta do produto nas feiras livres, além do aumento do preço.

Diante dessa nova realidade e fazendo frente ao lobby realizado pelos frigoríficos privados, os prefeitos e vereadores querem discutir com o Governo do Estado a reativação dos matadouros municipais, dentro das normas sanitárias e ambientais de funcionamento. A proposta seria viabilizada através dos consórcios municipais que já existem e funcionam gerenciando atividades como a coleta e destinação do lixo, compra de medicamentos.

 

Os consórcios têm demonstrando e a volta dos matadouros municipais, através dessas associações municipalistas, seriam resolvidos vários problemas. Em Alagoas só existem três frigoríficos funcionando, mas que não atendem a 60% dos municípios. Esses empreendimentos privados estão localizados distantes de regiões como o Litoral Norte, Sertão, Baixo São Francisco e Zona da Mata.

Dois deles localizados na região metropolitana de Maceió e um no Agreste. Este ultimo funcionando de forma precária e causando grandes problemas ambientais e saúde aos moradores, que residem próximo ao frigorífico. Além disso, esses empreendimentos por serem privados visam o lucro e por isso a carne colocada por eles no mercado é mais cara que a vendida pelos matadouros municipais.

Região Norte

Em Maragogi o fechamento do matadouro municipal causou o desabastecimento na cidade, abate clandestino e aumentou o preço da carne, além de deixar mais de 30 pessoas desempregadas. Maragogi é um dos maiores municípios da região e o segundo polo de turismo de Alagoas.

Porto Calvo é o maior município da região Norte de Alagoas e teve também seu matadouro fechado, causando um grande problema de desabastecimento na feira livre, aumento do preço da carne e desemprego. O prefeito David Pedrosa condenou o lobby patrocinado pelos frigoríficos para prejudicar a população do interior de Alagoas e disse que o município está investindo para reabrir o matadouro municipal.

A prefeitura investiu recursos próprios reformando o prédio onde funcionava o matadouro, seguindo as exigências sanitárias e ambientais. Mesmo assim ainda não obteve a licença ambiental para retornar o funcionamento. Enquanto isso, 19 municípios da região Norte estão prejudicados com a falta de carne e o desemprego. O prefeito David Pedrosa pretende reunir os gestores e vereadores da região para conversar com o Governador sobre a demora na concessão da licença.

O matadouro municipal também foi fechado, mais o prefeito está trabalhando junto com o Governo do Estado para equipar as instalações com as exigências da Vigilância Sanitária Estadual e o Ministério Público Estadual. Segundo a assessoria da prefeitura o governo destino R$ 4,9 milhões para reabrir o matadouro municipal. Os recursos estão disponibilizados e falta tão somente o governador assinar a Ordem de Serviço.

Prejuízo no Sertão  

O matadouro municipal de Delmiro Gouveia atende também a vários municípios vizinhos. O seu fechamento causou muitos problemas na região. Os marchantes disseram que estão obrigando a levar os animais para serem abatidos no frigorifico privado, em Arapiraca, a 160 quilometros de distancia. “Não ceder a essa pressão. Sempre os poderosos querendo massacrar os pobres”, desabafou o trabalhador.

Em Viçosa o matadouro municipal também foi fechado, mas graças a uma parceria com o Governo do Estado está sendo construído um novo abatedouro, sendo considerado um dos mais modernos do Nordeste. Atualmente os animais estão sendo levados para um frigorifico na região metropolitana de Maceió a 100 quilometros de distância.

 

Segundo a assessoria de Viçosa prefeito Davi Brandão, ao novo matadouro municipal será entregue a uma empresa privada para operacionalizar, através de Parceria Público Privada (PPP), assim como feito em Arapiraca. Entretanto os marchantes e fornecedores temem problemas como os que surgiram na capital alagoana do Agreste, como o aumento do preço da carne e o desemprego.

Os fornecedores de animais para abate da região do Vale do Paraíba querem a realização de audiência publica para discutir a PPP, que entregar o novo matadouro municipal para iniciativa privada. Uma das propostas pode ser também a formação de cooperativa para gerenciar o empreendimento, onde os criadores gerenciariam o empreendimento diretamente. Evitando problemas como existente em Arapiraca.

 

 

 

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COMENTÁRIOS
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  1. Alagoas

    Hoje os boiadeiros só compram bois dos grandes fazendeiros e os pequenos agricultores que tem um ou dois bois não acham compradores.. E Renan Filho não faz nada..

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