Projeto do Senado vai reduzir preço do etanol para os consumidores
   Mozart  Luna  │     21 de junho de 2018   │     16:25  │  0

 

O Brasil tem novamente a oportunidade histórica de retomar um dos projetos genuinamente nacionais, que pode alavancar a economia com o aumento da produção de álcool combustível (etanol). O Projeto de Decreto Parlamentar permitirá a venda do álcool combustível diretamente para os postos, oferecendo a possibilidade de redução do preço para os consumidores, a reativação da atividade agroindustrial, o aumento da balança comercial de exportação e a venda tecnologia para outros países.

A agroindústria sucroalcooleira praticamente faliu no país, devido a queda do preço do açúcar no mercado internacional, além do consumo do etanol ser reduzido pela frota brasileira, já não compensa usar o álcool combustível, devido ao preço que é vendido nos postos. Com liberação da venda direta do produtor para os postos, se elimina o atravessador que é o distribuidor, que sobre taxa o combustível.

Se o preço do etanol chegar a R$ 1,00 nas bombas com certeza os proprietários de veículos vão consumir praticamente 100% do produto. Além disso o etanol mais barato, também vai incidir sobre o preço da gasolina, já que possui o percentual de 30%. Todos saem ganhando e ainda gera empregos o campo, aquece a economia e permitindo a retomada do desenvolvimento de uma tecnologia “verde-amarelo”.

Melhor para o meio ambiente

Projeto de Decreto Legislativo que vai baratear os custos do álcool combustível também tem o apoio de ambientalistas, já que o etanol é classificado como “combustível limpo”, por colaborar com a redução de emissão de gás carbônico na atmosfera. Dessa forma ajuda a reduzir os danos na camada de ozônio.

Vários países que também estão sofrendo com os efeitos da subida do barril do petróleo. A cotação do petróleo é dolarizada e falta do produto pressiona o preço para cima devido a falta do produto no mercado internacional, consequência de alguns fatores como a guerra civil na Síria – um dos maiores produtores de petróleo do mundo – além da queda da produção petrolífera na Venezuela, que tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo, mas não tem tecnologia para explora e refinar.

O cenário mercado pode sofrer ainda mais a curto prazo com a decisão dos países europeus em extinguir em 2025 a produção de motores a explosão com uso de combustíveis fosseis. Os países Nórdicos como Finlândia e Dinamarca, que possuem reservas de petróleos, já anunciaram que vão parar a extração e investir na produção de carros elétricos e combustíveis limpos.

A situação é tão seria que já existe a possiblidade da Rússia invadir a Finlândia com o objetivo de se apossar dos poços de petróleo. Essa hipótese fez o governo pacifico finlandês comunicar sua preocupação a Comunidade Europeia, que vem equipando o exército Finlandês e redobrando a vigilância na fronteira. Vale lembrar que a antiga União Soviética já chegou a invadir a Finlândia logo depois da Segundo Guerra Mundial com essa finalidade.

Diante desse cenário geopolítico mundial as atenções deverão se voltar para o Brasil, se realmente retomar o Proálcool como fonte energética renovável e o primeiro passo deverá ser dado colocando em prática a venda do etanol diretamente para os postos de combustíveis.

 

 

 

 

 

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