Alerta: um terço da maior barreira de corais morreu com alteração climática
   Mozart  Luna  │     19 de abril de 2018   │     17:05  │  0

O meio ambiente deu seu primeiro alerta para humanidade de que o planeta corre sérios risco climáticos, com a morte de um terço dos corais da Grande Barreira, localizada na Austrália. A informação foi dada através da revista Nature.

A Grande Barreira de Coral da Austrália, património mundial da UNESCO, sofreu um “colapso catastrófico” de corais durante uma vaga de calor em 2016, “uma ameaça à diversidade da vida marinha”.

De acordo com a publicação, um terço dos corais de superfície da Grande Barreira morreu em 2016 devido ao aumento das temperaturas. Património Mundial da UNESCO desde 1981, a Grande Barreira de Coral estende-se ao longo de cerca de 2.400 quilómetros, na costa Leste da Austrália, e é o maior complexo de recifes de coral do mundo.

Australia, Queensland, Great Barrier Reef, Ribbon Reefs, diver and reef sb10064627b-001

A morte destes corais causou mutação de radicais nas misturas de espécies em centenas de recifes individuais.  O estudo refere que os “recifes de coral representam menos de 1% do ambiente marinho da Terra, mas abrigam cerca de 25% da vida marinha”.

“A morte destes corais causou mudanças radicais na mistura de espécies em centenas de recifes individuais”, explicou à agência AFP um dos autores do estudo, Andrew Baird.

A mudança na mistura de espécies e a perda total de corais “tem um impacto sobre todas as criaturas que dependem dos corais para alimentação e habitat”, sublinhou o co-autor Terry Hughes.

Se os países não seguirem a orientação do acordo de Paris tomando medidas ambientais para evitar a elevação da temperatura entre 1,5 e 2 graus Celsius não só a Grande Barreira de Coral da Austrália como outras em todo mundo simplesmente vai desaparecer

The Great Barrier Reef, the world’s largest coral reef, lies in the Coral Sea off northeastern Australia. Near Queensland, Australia WTR094

O estudo apela à proteção dos corais sobreviventes, estimados em cerca de mil milhões, dependentes agora da “melhoria da qualidade da água e pela redução da poluição costeira”.

Se não se limitar a subida da temperatura entre 1,5 graus Celsius e dois graus Celsius – estabelecido no Acordo de Paris -, “a Grande Barreira de Coral corre mesmo o risco de desaparecer”, concluíram os cientistas.

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