Companhias aéreas separam parentes em voo para cobrar taxas
   Mozart  Luna  │     7 de fevereiro de 2018   │     10:59  │  0

 

No ato da compra dos bilhetes aéreos nos passageiros não podem marcar suas cadeiras onde vão viajar, com se fazia tempo atrás. Hoje as companhias é que fazem a marcação, mas “oferecem” a oportunidade de ser realizado pelo passageiro que pagar pela escolha do assento. O assunto despertou a atenção da Autoridade de Aviação Civil britânica que está a investigar as práticas de atribuição de lugares nos aviões, para avaliar se as companhias estão deliberadamente a separar grupos de passageiros para que estes paguem mais para escolher os lugares. A decisão foi tomada depois de um estudo revelar que a “abordagem atual” está a “causar confusão”, diz a entidade, em comunicado.

Argumento das Companhias

As Companhias aéreas argumentam que  atribuição de lugares é feita através de algoritmos, mas o regulador diz querer garantir se este é “justa e transparente”. “Vamos olhar para forma como as transportadoras aéreas decidem onde sentar os passageiros que fizeram reservas como parte de um grupo e se alguma está a separar grupos que podiam viajar juntos”, esclareceu Andrew Haines, diretor da Autoridade Civil de Aviação (CAA na sigla em inglês).

Haines diz ainda que o estudo feito demonstra que os consumidores não têm opções melhores de ficar juntos sem pagar por isso em algumas companhias. “É esta incerteza” que está a levar os consumidores a pagar, afirma o diretor da CAA.

Inquérito

Num inquérito da entidade, que abrangeu mais de 4000 passageiros que viajaram como parte de um grupo em 10 companhias aéreas no ano passado, mais de metade das pessoas que responderam disseram que lhes foi pedido que pagassem mais para ficarem juntos antes de reservarem lugares.

Numa notícia sobre o tema a BBC dá o exemplo de uma britânica que no ano passado viu a família separada, num voo da TAP, com os filhos de cinco e dois anos colocados em lugares longe dela e do marido. Natalie Williams diz que a situação ficou resolvida com a ajuda de outros passageiros, que aceitaram trocar, mas que apresentou queixa à transportadora.

 

 

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