Maya Gabeira e sua paixão por Nazaré em Portugal
   Mozart  Luna  │     2 de fevereiro de 2018   │     13:48  │  0

 

 

 

A brasileira Maya Gabeira esta aguarda o resultado da medição da onda que surfou no dia 18 de janeiro desse ano para garantir sua entrada  no Guinness Book como a primeira mulher a surfar uma onda de 24 metros de altura, na Praia do Norte em Nazaré Portugal, a 120 quilometros Lisboa e  onde em 2013 ela quase perdeu a vida, ao se machucar em outra gigante.

Segundo ela a espera foi longa já que estava na água há mais de três horas, quando surgiu uma onda de esquerda e com a ajuda do surfista Eric Ribere conseguiu dropar e completá-la, conseguindo domar o Canhão de Nazaré. O barulho foi tão grande que ao quebrar fez o barulho semelhante à de um terremoto que foi ouvido a quilômetros da praia e sentido debaixo dos pés dos moradores mais próximos do local.

Bastante emocionada Maya relatou a tensão que envolve toda operação para se conseguir um feito como que conseguiu no dia 18, e destacou o trabalho em equipe com o Eric Rebiere, que encontrou a onda que procurava. Agora ela aguarda o resultado da medição da onde para saber se realmente estará no Guinness.

A pequenina Nazaré

 

A pequenina Nazaré é uma pitoresca vila de pescadores próxima ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima e lugares históricos como Tomar, onde tem o Castelo de Cristo, erguido pelos Templários e também Alcobaça, onde existe o mosteiro de Inês de Castro e Dom Pedro Primeiro.

É lá que Maya Gabeira passa seis meses do ano surfando e se encontrando com

surfistas de todo o mundo como norte americano MacNamara, o recordista mundial.

 

Nazaré tem muitos atrativos turísticos e uma gastronomia incrível, além de hotéis maravilhosos do Grupo Miramar e o único Talasso de Portugal, localizado na praia e que proporciona banhos medicinais com água aquecida do Oceano Atlântico, captadas do fundo o mar e levadas para piscinas.

 

Lá encontramos também a Fortaleza de São Miguel Arcanjo, onde foi instalado o Museu do

Surf, onde os ícones desse esporte, que se destacaram colocaram suas pranchas com sua história. Um lugar diferente e muito procurado por gente de todo mundo.

 

Para se chegar ao seu principal cartão postal, a Praia do Norte, um dos caminhos é pela estrada que se encerra em suas areias. Ou, então, descendo o penhasco que leva ao Forte de São Miguel Arcanjo, que funciona, na prática, como uma verdadeira arquibancada quando o mar sobe, as ondas gigantes aparecem e os surfistas, enfim, se lançam.

Em sua maioria, eles se refugiam em motorhomes que ficam espalhados nos arredores, no aguardo das ondulações grandes, e que têm de obedecer às regras estabelecidas.

 

Maya Gabeira mora na Nazaré de setembro a março e onde fica treinando. Quando o swell está para entrar, rola a ansiedade e todos os preparativos e nas horas de folga no hotel descansando e se concentrando.

 

A pequenina Nazaré recebeu nos últimos quatro anos cerca 400 mil pessoas. O ascensor (bondinho) que transporta pessoas da parte baixa para a alta do município foi utilizado por 946 mil visitantes em 2017. O faturamento chegou 15 milhões de euros (R$ 58 milhões) diretamente com o atrativo.

As viúvas

É comum ver nas ruas de Nazaré senhoras vestindo longas saias pretas que são as “viúvas da Nazaré”, que perderam os seus maridos, em sua maior parte, pescadores, para o mar agitado e, a partir de então, prometeram não usar mais qualquer cor pelo resto de suas vidas. Na parte alta da cidade existe um café antigo onde todas se reúnem todos os dias para conversar, tomar café, ginga e jogar cartas. O local fica vizinho ao cemitério e se tornou também numa atração turística.

MacNamara descobridor

O descobridor do canhão de Nazaré foi o Garrett McNamara que ficou sabendo das ondas gigantes no local e lá chegou a cerca de dez anos. Ele detém o recorde masculino de maior onda surfada, com uma “bomba” de 23,8 metros, na Praia do Norte, em 2011.

Na expectativa de fazer companhia a McNamara entre as mulheres, Maya Gabeira, praticamente uma local, ressalta a mudança na Nazaré. Segundo ela Nazaré mudou muito desde 2013 mudou principalmente o aumento do fluxo de pessoas que vão para o  cliff(penhasco) ver as ondas. Hoje em dia, tem grande turismo, o cliff está sempre cheio, mesmo em dias normais, e a cidade está mais alegre, movimentada e jovem.

Vale ressalta também o emprenho e o trabalho do governo local, através da presidência da Câmara que tem Walter Chicharro à frente e de empresários como Serafim Silva, que investiu em hotéis e no apoio os atletas do surf.

Estatua polêmica

Em 2016 foi erguida uma estatua que até hoje causa muita polêmica porque se trata de um homem com a cabeça de um veador, para lembrar o milagre que teria ocorrido. Ela faz alusão ao milagre que, em 1182, teria evitado que Dom Fuas Roupinho, nobre guerreiro português, morresse no penhasco em uma caçada a veados. Os moradores da região rebatem que a peça de seis metros e 11 toneladas não representa a lenda nem tampouco as ondas.

Polêmicas a parte Nazaré tem muito a oferecer não só aos amantes do surf como também aos turistas que gostam da boa comida, do mar e de saúde já que lá existe o talasso de águas do oceano aquecida que tem propriedades medicinais para cura de várias doenças nas articulações e sistema respiratório.

 

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