Monthly Archives: janeiro 2018

As dicas para visitar o Museu do Louvre
   Mozart  Luna  │     22 de janeiro de 2018   │     10:08  │  0

 

 

O Museu do Louvre, em Paris continua sendo o mais visitado do mundo recebendo mais de 10 milhões de pessoas em 2017, número que se aproxima de toda população de Portugal.

O Museu do Louvre foi instalado no Palácio do Louvre e possui um dos maiores acervos que conta a história da civilização ocidental, desde o Egito até Roma.

Todo material disponível existente é fruto das campanhas militares de Napoleão Bonaparte que mandou seus soldados trazerem tudo que encontrasse de relíquias e tesouros no mundo. Hoje existem intelectuais dos países que tiveram seus bens levados para França, que protestam e desejam ter de volta o que realmente pertence ao seu povo.

Em contrapartida existem aqueles que defendem que na França estão bem guardados e disponíveis para as futuras gerações e longe das garras dos loucos radicais que estão destruindo tudo que existe nos país do Oriente Médio.

E mesmo assim os loucos radicais ameaçam destruir o que existe em locais como o Louvre.

O acesso ao Louvre é cercado de cuidado com a segurança. O primeiro passo para ter acesso ao Museu é comprar o ticket, que pode ser realizado no próprio museu, ou através da internet, que é um pouco mais caro, mas se evita filas.

Para quem compra pela internet o bilhete terá que se buscar em uma banca de revistas, em frente ao museu e depois de mostrar o comprovante do pagamento e pegar o ingresso e ir direto para o museu.

Segurança

Na entrada os turistas são submetidos a uma revista com detectores de metais e as bolsas revistadas. Um forte aparato policial e do exercito francês se faz presente também sempre vigilantes para qualquer movimento suspeito.

Recomendações

O Museu do Louvre é gigante que vai exigir dos muito fisicamente daqueles que realmente desejam ver tudo detalhadamente. Para isso um dia será pouco e será preciso voltar pelo menos mais um dia.

Outra recomendação é com relação a disposição física, já que o Palácio é gigante e com muitas escadas e poucos elevadores disponíveis e difíceis de serem encontrados.

Também recomendamos levar água e lanche, já que dentro do museu é muito caro nos cafés e restaurantes existentes, mas podem comprar sanduíches. Os banheiros são lotados e existe fila para entrar. Vai a dica também para quem esquecer de levar água: existe vendedores na porta do museu oferecendo água e até lanches, muitos são latinos americanos que falam o “portunhol”.

Outra dica é ir de tênis ou um calçado confortável. Não existem cadeiras para sentar no museu, apenas alguns lugares pequenos próximos das janelas, que são disputados por quem deseja descansar. Percorrer o Museu do Louvre é uma verdadeira maratona.

 

Patrimônio

Tudo esse sacrifício vale apenas para ver obras famosas como Mona Lisa a Vitória de Samotrácia e a Vénus de Milo, enormes coleções de peças em pedras Egito antigo, da civilização greco-romana, artes decorativas e aplicadas, e numerosas obras-primas dos grandes artistas da Europa como Ticiano, Rembrandt, Michelangelo, Pittoni, Giotto e Goya , numa das maiores mostras do mundo da arte e cultura humanas.

O museu abrange, portanto, oito mil anos da cultura e da civilização tanto do Oriente quanto do Ocidente.

O Louvre é gerido pelo estado francês através da Réunion des Musées Nationaux. É o museu mais visitado do mundo, recebendo 8,8 milhões de visitantes em 2011 e 9,7 milhões de pessoas em 2012.

O primeiro palácio real neste local foi fundado por Filipe II em 1190, como uma fortaleza para defender Paris a oeste contra os ataques dos Vikings. No século seguinte, Carlos V transformou-o num Palácio

As transformações nunca cessaram na sua história, e a antiga fortaleza militar medieval acabaria por se tornar um colossal complexo de prédios, hoje devotados inteiramente à cultura. Dentre as mais recentes e significativas mudanças, desde o lançamento do projeto “Grand Louvre” pelo presidente François Miterrand, estão a transferência para outros locais de órgãos do governo que ainda funcionavam na ala norte, abrindo grandes espaços novos para exposição, e a construção da controversa pirâmide de vidro desenhada pelo arquiteto chinês I. M.Pei no centro do pátio do palácio, por onde se faz agora o acesso principal. O museu reorganizado reabriu em 1989.

 

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Descoberto “Parque dos Dinossauros” no Sertão
   Mozart  Luna  │     21 de janeiro de 2018   │     5:03  │  1

 

 

 

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O Sertão de Alagoas possui uma diversidade muito grande de roteiros turísticos, como trilhas ecológicas no meio da caatinga, que nos leva a lugares exóticos. Uma delas nos leva ao “Parque dos Dinossauros”.

Nossa aventura começa percorrendo uma trilha em uma das poucas reservas ecológicas do Sertão de Alagoas, conhecida como reserva Ecológica do Castanho. O local vem sendo preservado há 80 anos pela família do ambientalista e empresário de ecoturismo Elizeu Gomes, conhecido como Leleu. A reserva está localizada no município de Delmiro Gouveia, cidade que fica a 300 quilômetros de Maceió.

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Já no caminho, encontramos alguns resquícios do homem pré-histórico. São pedras polidas pelo homem que serviam de ferramentas para o dia a dia dele. São fragmentos da era Paleolítica. Peças cortantes que serviam como faca.

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Espuma, sapos e esqueletos de cobra gigante

No caminho, entre a caatinga, encontramos alguns riachos temporários que acumularam água neste período de inverno e neles ocorre um fenômeno da reprodução da vida na caatinga. Sapos se acasalam nas poças de água e deixam a prova disso. São as chamadas “espumas de sapos”. Na verdade trata-se de pequenos óvulos fecundados, que se transformaram em girinos.

Também encontramos restos de animais mortos durante o período de seca. Observamos um enorme esqueleto de uma cobra, provavelmente de uma jiboia gigante. Segundo Leleu, nosso guia, a cobra deveria ter mais de dois metros de cumprimento.

Entretanto, ao chegar a um local cercado de paredões e uma enorme laje que serve de piso, denominado de “Parque dos Dinossauros”, encontramos no alto um painel, que se destaca pelas pinturas rupestres existentes. As formas são bastante diferentes de outras que encontramos na região e  já catalogadas pelo Ministério da Cultura, através do Instituto do Patrimônio Histórico (IPHAN).

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Descoberta de pinturas

Estas pinturas rupestres encontradas por nós ainda não foram descobertos pelo IPHAN. Elas são formadas por desenhos esféricos com traços em sua volta, cercado de seres humanos e animais, além de sinais que talvez representem as observações dos habitantes da época, sobre o que viam no céu. Os desenhos provavelmente fazem parte de uma sequência de outras pinturas, que o tempo apagou.

Esta área chama atenção também pela existência de enormes buracos com formas arredondadas, cravadas no meio do lajedo, como se fossem pegadas de dinossauros. Por isso o local foi batizado como “parque dos dinossauros”.

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Será ovos de dinossauros ?

Outra surpresa que nossa equipe teve foi encontrar dois ovos gigantes, dentro de uma gruta. Nossa imaginação foi longe: “Será que são de dinossauros?”. Claro que não. Nosso guia disse que pode ser de aves de rapina, e arrisca dizer que pertence a águias chilenas dos Andes, que nesta época chegam aos Canions do São Francisco para procriar, fugindo do rigor do inverno das Cordilheiras, no Chile. No mesmo local, encontramos também uma massa gelatinosa que exala um terrível mau cheiro, provavelmente fezes de morcegos, que também habitam o local.

Deixamos para trás os ovos gigantes, mas nossa imaginação continua acesa: Será que não são de dinossauros? Afinal de contas, estamos no Parque dos Dinossauros  do Sertão de Alagoas.

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Canoa enche de água

Chegada a hora de retornar. Para isso, embarcamos em uma canoa a remo, descendo o Rio São Francisco, com destino ao restaurante ecológico do Castanho. No meio do caminho, uma forte chuva caiu inundando nossa canoa e colocando todos em risco. Rapidamente tivemos que improvisar, cortando as garrafas pet que levamos com água para tomar e que, agora, foram transformadas em caneco para retirar a água de chuva do fundo da canoa. Depois de remar uma hora de meia, chegamos a salvo ao restaurante O Castanho, onde pudemos saborear uma deliciosa peixada e petiscar um bode assado.

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A aventura teve momentos de surpresa, alegria e tensão, mas valeu apenas com a descoberta que realizamos. Quem desejar também fazer a trilha é só ligar para o Castanho e agendar para ver um lugar muito diferente, que registra a presença do homem pré-histórico. Garantimos que será um momento incrível, mas requer alguns cuidados como levar água, lanches, sacos para colocar lixo. Outro cuidado é com a vestimenta. Sempre usar roupas leves, mas não dispensar calça comprida e calçados adequados, como botas. O acesso à trilha só é permitido com um guia devidamente treinado e com autorização da administração da reserva ecológica, já que o local é propriedade privada.

Informações

A Reserva Ecológica do Castanho fica localizada em Delmiro Gouveia, a 300 quilômetros de Maceió. O acesso é por meio da AL-220. Existem placas de sinalização nas margens da rodovia.

TELEFONE – 98855-1290/ 98114-7070

Você também pode conhecer mais o local clicando no banner do Castanho

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Nossa equipe de reportagem do Programa Conheça Alagoas, da TV MAR, canal 25 da net, fez uma descoberta arquelógica de pinturas rupestres de oito mil anos, na reserva ecológica do Castanho em Delmiro Gouveia, a 300 quilometros de Maceió, quando fazia uma trilha no local chamado “Parque dos Dinossauros”.

Nossa aventura começa percorrendo uma trilha em uma das poucas reservas ecológicas do Sertão de Alagoas, conhecida como reserva Ecológica do Castanho. O local vem sendo preservado há 80 anos pela família do ambientalista e empresário de ecoturismo Elizeu Gomes, conhecido como Leleu. A reserva está localizada no município de Delmiro Gouveia, cidade que fica a 300 quilômetros de Maceió.

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Já no caminho, encontramos alguns resquícios do homem pré-histórico. São pedras polidas pelo homem que serviam de ferramentas para o dia a dia dele. São fragmentos da era Paleolítica. Peças cortantes que serviam como faca.

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Espuma, sapos e esqueletos de cobra gigante

No caminho, entre a caatinga, encontramos alguns riachos temporários que acumularam água neste período de inverno e neles ocorre um fenômeno da reprodução da vida na caatinga. Sapos se acasalam nas poças de água e deixam a prova disso. São as chamadas “espumas de sapos”. Na verdade trata-se de pequenos óvulos fecundados, que se transformaram em girinos.

Também encontramos restos de animais mortos durante o período de seca. Observamos um enorme esqueleto de uma cobra, provavelmente de uma jiboia gigante. Segundo Leleu, nosso guia, a cobra deveria ter mais de dois metros de cumprimento.

Entretanto, ao chegar a um local cercado de paredões e uma enorme laje que serve de piso, denominado de “Parque dos Dinossauros”, encontramos no alto um painel, que se destaca pelas pinturas rupestres existentes. As formas são bastante diferentes de outras que encontramos na região e  já catalogadas pelo Ministério da Cultura, através do Instituto do Patrimônio Histórico (IPHAN).

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Descoberta de pinturas

Estas pinturas rupestres encontradas por nós ainda não foram descobertos pelo IPHAN. Elas são formadas por desenhos esféricos com traços em sua volta, cercado de seres humanos e animais, além de sinais que talvez representem as observações dos habitantes da época, sobre o que viam no céu. Os desenhos provavelmente fazem parte de uma sequência de outras pinturas, que o tempo apagou.

Esta área chama atenção também pela existência de enormes buracos com formas arredondadas, cravadas no meio do lajedo, como se fossem pegadas de dinossauros. Por isso o local foi batizado como “Parque dos Dinossauros”.

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Será ovos de dinossauros ?

Outra surpresa que nossa equipe teve foi encontrar dois ovos gigantes, dentro de uma gruta. Nossa imaginação foi longe: “Será que são de dinossauros?”. Claro que não. Nosso guia disse que pode ser de aves de rapina, e arrisca dizer que pertence a águias chilenas dos Andes, que nesta época chegam aos Cânions do São Francisco para procriar, fugindo do rigor do inverno das Cordilheiras, no Chile. No mesmo local, encontramos também uma massa gelatinosa que exala um terrível mau cheiro, provavelmente fezes de morcegos, que também habitam o local.

Deixamos para trás os ovos gigantes, mas nossa imaginação continua acesa: Será que não são de dinossauros? Afinal de contas, estamos no Parque dos Dinossauros  do Sertão de Alagoas.

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Canoa enche de água

Chegada a hora de retornar. Para isso, embarcamos em uma canoa a remo, descendo o Rio São Francisco, com destino ao restaurante ecológico do Castanho. No meio do caminho, uma forte chuva caiu inundando nossa canoa e colocando todos em risco. Rapidamente tivemos que improvisar, cortando as garrafas pet que levamos com água para tomar e que, agora, foram transformadas em caneco para retirar a água de chuva do fundo da canoa. Depois de remar uma hora de meia, chegamos a salvo ao restaurante O Castanho, onde pudemos saborear uma deliciosa peixada e petiscar um bode assado.

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A aventura teve momentos de surpresa, alegria e tensão, mas valeu apenas com a descoberta que realizamos. Quem desejar também fazer a trilha é só ligar para o Castanho e agendar para ver um lugar muito diferente, que registra a presença do homem pré-histórico. Garantimos que será um momento incrível, mas requer alguns cuidados como levar água, lanches, sacos para colocar lixo. Outro cuidado é com a vestimenta. Sempre usar roupas leves, mas não dispensar calça comprida e calçados adequados, como botas. O acesso à trilha só é permitido com um guia devidamente treinado e com autorização da administração da reserva ecológica, já que o local é propriedade privada.

Informações

A Reserva Ecológica do Castanho fica localizada em Delmiro Gouveia, a 300 quilômetros de Maceió. O acesso é por meio da AL-220. Existem placas de sinalização nas margens da rodovia.

TELEFONE – 98855-1290/ 98114-7070

Você também pode conhecer mais o local clicando no banner do Castanho

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Porto Calvo reúne milhares de fiéis em louvor a São Sebastião
   Mozart  Luna  │     19 de janeiro de 2018   │     17:41  │  0

Acontece amanhã em Porto Calvo a tradicional procissão em homenagem a São Sebastião, co-padroeiro do município. A expectativa é de que cerca de 20 mil pessoas participem do cortejo da imagem, que está marcado para ocorrer às 17 horas e vai percorrer as principais ruas da cidade.

 

O município mantém essa tradição que tem mais de 100 anos e conta com a participação de milhares de pessoas de todo Estado e também de fora como turistas que são devotos de São Sebastião, como os cariocas, já que ele é padroeiro também do Rio de Janeiro.

 

A festa tem também uma programação musical oferecida pela prefeitura. O prefeito David Pedrosa já havia anunciado a programação no inicio da semana com os shows de Nathan Lokêta e Forró do Muído ocorrem no Centro da cidade a partir das 22h.

 

Segundo o prefeito David Pedrosa, sua administração sempre irá apoiar as manifestações religiosas e culturais, mantendo a tradição da população sem se descuidar das obrigações com as ações de governo. “Já concluímos o pagamento de todos os servidores municipais cumprindo com isso o calendário”, destacou ele.

Turismo

O prefeito disse que sua meta em 2018 é atrair investidores para o município para a atividade turística já que o município tem uma localização geográfica privilegiada com o rio Manguaba que vai até o mar em Porto de Pedras. Segundo ele no próximo ano a perspectiva é se coloque um catamarã realizando passeios entre Porto de Pedras e Porto Calvo, parando no local onde havia um forte holandês.

 

David Pedrosa disse que 2017 foi um ano muito difícil, mas que não deixou de cumprir com seus compromissos de campanha e inicia 2018 com muito trabalho e obras em andamento. “Vamos transformar Porto Calvo em um centro de visitação turística cultural do Litoral Norte”, concluiu ele.

 

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Tesouro deixado pelos ingleses é abandonado no Sertão de Alagoas
   Mozart  Luna  │       │     5:19  │  0

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Um tesouro deixado pelos ingleses está abandonado dentro da caatinga do Sertão de Alagoas há mais de 100 anos. Trata-se de cinco pontes de aço puro fabricadas na Inglaterra, no século 19 e trazidas desmontadas em navios, pelo rio São Francisco e montadas nos municípios de Piranhas e Olho D´Água do Casado em 1881. Esse patrimônio da história de Alagoas está à mercê da ação de vândalos e caçadores de metal, que vendem no peso, peças como essas. Uma tentativa já ocorreu ano passado, quando um grupo cortava com maçarico, uma das pontes. O crime não foi consumado graças à ação do ambientalista e pesquisador Elizeu Gomes (Leleu), que foi avisado por moradores das proximidades. Leleu colocou o bando para correr.

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Na opinião de Leleu as pontes são verdadeiras obras de arte e testemunhas de um período importante do desenvolvimento do Sertão Nordestino. Esse achado necessita urgentemente de uma ação de preservação e guarda por parte das autoridades estaduais. Leleu aproveitou para cobrar das secretarias estaduais de cultura e também de turismo, uma ação rápida para restaurar e sinalizar esse patrimônio histórico e cultural que é visitado por turistas que realizam as trilhas na região.

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As cinco pontes têm mais de 100 anos e são muito bonitas. Algumas poderiam até ser desmontadas e colocadas no Centro Histórico de Piranhas ou de Olho D águas do Casado, para ser visitação dos pelos turistas, que não têm condições de caminhar pela caatinga. Seria uma grande atração para essas cidades.

 

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Trilha ecológica

 

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O guia de turismo e ambientalista Adalberto Inácio é um dos profissionais da região credenciados, que faz a “trilha do Imperador”, na caatinga. Graças a ele as pontes inglesas também permanecem sob vigilância voluntária.

O passeio realizado é uma volta no tempo, através do resgate da história do funcionamento da linha de transporte ferroviário, que era realizado entre a cidade de Piranhas e Jatobá, em Pernambuco. A linha férrea foi construída pela empresa inglesa Great Western em 1881.

A chegada da ferrovia no Sertão de Alagoas se deu graça à determinação do imperador Dom Pedro II, em levar o desenvolvimento para essa região tão castigada do Nordeste. A criação da linha de transporte à vapor, entre Penedo e Piranhas foi o primeiro passo para chegada da ferrovia no Sertão. O Transporte de  passageiros e mercadorias, que se destinavam a várias cidades do Sertão da Bahia e Pernambuco eram a justificativa econômica da época.

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Com a obra de construção da ferrovia Piranhas/Jatobá chegaram também os ingleses e também belgas, contratados para quebrar dormentes, já que segundo os historiadores, não havia mão de obra especializada na região. Com esses operários europeus trazidos, através de promessas ilusórias de ficarem ricos, veio também costumes e principalmente os traços da arquitetura inglesa, que hoje predomina em alguns prédios do Centro Histórico de Piranhas.

Essas características arquitetônicas estão presentes principalmente na antiga estação de passageiros, na torre da caixa d´água, transformada hoje no Café do Relógio e no casario do centro gastronômico de Piranhas. Esse traço da arquitetura britânica está presente em todas as estações de passageiros, que foram erguidas no século 19, ao longo do percurso da linha férrea Piranhas/Jatobá, como em Olho D´água do Casado, que está praticamente destruída e Delmiro Gouveia que foi transformada em Museu do Sertão e esta aberta à visitação pública.

Percurso

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O percurso é feito no verão logo pela manhã bem cedo, por volta das 8 horas, devido à alta temperatura. Os grupos formados são no máximo de 12 pessoas que parte do assentamento Nova Esperança e a duração são de 3 horas, com várias paradas para observação do bioma da caatinga e sítios de penduras rupestres.

Segundo o guia Adalberto Inácio durante o roteiro, o grupo tem a oportunidade de passar pelas cinco pontes inglesas de aço e fazer bonitas fotografias. Em trecho da trilha do Imperador, existe um riacho temporário muito bonito e é onde está a maior ponte. “É um dos lugares preferidos pelos turistas” disse ele.

Também há uma parada em uma agrovila para compra de mel e comidas típicas da região e o passeio termina no mirante da concha para o por do Sol.

Contatos para realizar a trilha – 98838-3504 – candeeiroecotur/ Agência de Viagens O Pioneiro 9884-4223/ MF TUR (79) 99972-1320 / (82) 99986-2038
Fax: (79) 3346-1184

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Porto de Pedras: o paraíso do primeiro porto de Alagoas
   Mozart  Luna  │     18 de janeiro de 2018   │     5:57  │  0

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Praias lindíssimas e rios que abrigam a mascote da cidade, o peixe-boi-marinho, além de ter uma história importante no processo de colonização da região Norte de Alagoas, assim é Porto de Pedras. Um o primeiro ancoradouro de Alagoas das naus que vinham da Europa. O município está localizado a 130 quilômetros de Maceió, pela rodovia estadual AL 101 Norte, conhecida como a Rota Ecológica.

Porto de Pedras tem atrativos não só naturais como culturais como a misteriosa capelinha que guarda em seu interior a esfinge de um dragão de madeira, um mistério até hoje não decifrado. O município recebeu também a visita do imperador Dom Pedro II, em seu roteiro pelo Brasil. Lá ele descansou a sombra de um oitizeiros centenário, antes de tomar a estrada para Porto Calvo. O caminho realizado pelo monarca ficou conhecido como a Estrada do Imperador e hoje foi  existe uma rodovia que vai até Porto Calvo, outra cidade importante para história do Brasil.

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Também em Porto de Pedras existe uma das últimas edificações no inicio da colonização de Alagoas, conhecida como a antiga cadeia pública, porque do século 17 a 19 funcionou a sede administrativa do município e depois a delegacia de polícia. Incrível, mas a delegacia de polícia somente foi desativa no inicio do século 21.

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A velha edificação – testemunha de vários períodos de nossa historia – agoniza há muito tempo pedindo socorro das autoridades para continuar de pé, como um símbolo da saga de um povo que trabalhou para consolidar a nação brasileira nesta região tão linda de nosso estado. A boa notícia, entretanto, veio está semana quando o governador Renan Filho, garantiu ao prefeito Henrique Vilela, que vai recuperar o velho prédio de Câmara e Cadeia de Porto de Pedras ainda este ano.

 

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Belezas Naturais

Porto de Pedras é um paraíso cravado no Litoral Norte e que despertou a curiosidade do turismo nacional graças ao seu garoto propaganda que é o peixe-boi-marinho, que possui uma base de reintrodução para natureza. O local é mantido pelo Instituto Chico Mendes para Preservação da Biodiversidade (Icmbio), que realiza a fiscalização de toda região, que forma a Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos Corais.
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Atualmente a base de reintrodução do peixe-boi-marinho é um ponto turístico de visitação, passeio esse que é realizado somente por uma associação de moradores, que se organizou para e leva os visitantes para conhecer o local.

Os moradores se organizaram para realizar passeios pelo rio Tatuamunha, para visitar a base do peixe-boi-marinho. Por dia só é permitido 70 pessoas visitem o local das 9:30 até às 16 horas. As embarcações utilizadas são à remo e é proibido o acesso de barcos a motor por esse trecho do rio . O passeio dura cerca de uma hora e custa R$ 50,00. Todo dinheiro arrecadado é dividido pelos associados que receberam treinamento para realizar essa atividade do turismo sustentável e ecologicamente correto.

Mas os atrativos de Porto de Pedras não se resume apenas ai, já que as praias do município são consideradas as mais lindas do trecho da chamada rota ecológica. O município dispõe de pousadas e restaurantes que oferecem uma gastronomia regional deliciosa e com  preços mais baixos de toda região. Tanto assim que o local mais procurado pelos turistas é o Restaurante da Marinete, localizado na sede do município próximo a orla.

 

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Novo mirante

O novo gestor municipal, Henrique Vilela, que assumiu a administração em primeiro de janeiro, denominou o turismo como carro chefe. Segundo ele a atividade turística é geradora de emprego e contribui para o aquecimento da economia local. O prefeito disse que vai implementar em seu governo ações para atrair investimentos turísticos e oferecer cursos de capacitação e qualificação de mão-de-obra.

“Se capacitarmos melhor a mão de obra aqui existente vamos possibilitar que os empreendimentos que estão aqui instalados, como em outros municípios, absorvam esses trabalhadores”, disse Henrique Vilela, que esteve semana passada conversando com o governador Renan Filho, buscando ajuda para realizar a recuperação de prédios históricos.

O prefeito anunciou também que Porto de Pedras terá um moderno mirante, onde hoje é o farol da Marinha. O projeto prevê estacionamento para veículos e instalação de barracas de  artesanatos e comidas típicas. Será o local mais alto do Litoral Norte para se observar o mar, além de proporcionar a melhor visão quando sair a Lua Cheia.

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