Conheça o Palácio onde nasceu e morreu D. Pedro I
   Mozart  Luna  │     17 de janeiro de 2018   │     5:22  │  0

O Palácio de Queluz em Sintra, guarda parte da história de Portugal e também do Brasil, já que serviu de residência oficial para família real portuguesa e onde nasceu morreu o primeiro Pedro IV e Pedro I no Brasil. O Palácio de Queluz foi construído no do século XVIII e está localizado na cidade de Queluz, no Concelho de Sintra,distrito de Lisboa.

Sua riqueza arquitetônica está no seu estilo rococó e é um dos últimos de grandes edifícios erguidos na Europa.  O Palácio de Queluz foi construído como um recanto de verão para D.Pedro de Bragança, que foi o marido de D. Maria I de Portugal, que era sua sobrinha e ele passou a ser assim “rei consorte”.

Serviu como um discreto lugar de encarceramento para a rainha D. Maria I enquanto sua loucura continuou a piorar após a morte de D. Pedro em 1786. Após o incêndio que atingiu o Paládio da Ajuda em 1794, o Palácio de Queluz tornou-se a residência oficial do príncipe regente português, o futuro D.João VI e de sua família. Permaneceu lá até a fuga da família real para o Brasil em 1807, devido à invasão francesa.

A construção do Palácio iniciou-se em 1747, tendo como arquiteto Mateu Vicente de Oliveira. Apesar de ser muito menor, é chamado frequentemente de “O Versalhes português”. A partir de 1826, o palácio lentamente deixou de ser o predileto pelos soberanos portugueses.

Em 1908, tornou-se propriedade do Estado. Após um grave incêndio em 1934, o qual destruiu o seu interior, o Palácio foi extensivamente restaurado e, hoje, está aberto ao público como um ponto turístico.

Os detalhes

 

Uma das alas do Palácio de Queluz, o Pavilhão de Dona Maria, construído entre 1785 e 1792 pelo arquiteto Manuel Caetano de Sousa é hoje um quarto de hóspedes exclusivo para chefes de Estados estrangeiros em visita a Portugal. Em 1910 foi classificado como Monumento Nacional

A idéia de construção do Palácio de Queluz foi de D. Pedro III no século XVIII. Lá trabalharam os arquitetos portugueses Mateus Vicente e Manuel Caetano de Sousa, e o arquiteto-escultor francês João Batist Robillon. As obras começaram em 1755.

No teatro real deste palácio interveio o arquiteto I. De Oliveira Benevides, vindo essa sala a ser inaugurada em 17 de Dezembro de 1778 (1.º aniversário da coroação da Rainha). Uma das jóias do Palácio de Queluz são os jardins e larga extensão de mata que o cerca.

Queluz serviu de residência sazonal da família real e hoje é um dos grandes centros de visitação turística. Os traços arquitetônicos salientam os estilos barroco, rocorró e neoclássico. A planta do Palácio apresenta vários estilos já existe a  aglutinação de vários núcleos e a fases distintas de construção. Porém, pode-se dizer que o palácio se organiza genericamente em L, enquadrando os jardins por meio de várias salas.

Do lado externo, o palácio abre dois braços curvos. No lado dos jardins, é visível a articulação das várias fachadas de aparato, nomeadamente a que enquadra o Jardim de Neptuno ou Jardim Grande. No piso térreo, merece destaque o corpo central de dois andares, firmado por portas e janelas de sacada. A fachada de cerimônia virada ao Jardim dos Azereiros ou Jardim de Malta, é constituída por três corpos.

Um rio passa dentro dos jardins ( rio Jamor). Para proporcionar o passeio de gôndola foi construído um Canal dos Azulejos, com cerca de 130 metros de comprimento. Quando as comportas do canal eram fechadas, criava-se um plano de água onde era possível passear de barco entre paredes azulejadas, com representações de portos, palácios e outros temas.

 

Pavilhão Robillon, Palácio Nacional de Queluz

 

 

Corredor das Mangas com revestimento a azulejo policromo

A chamada Quinta de Queluz, que anteriormente pertenceu ao marques de Castelo Rodrigo, passou para posse real em 1654 e foi incorporada na Casa do Infantado. O palácio começou a ser construído em 1747. Daí até finais do século XVIII o edifício ganhou os contornos que apresenta hoje, nomeadamente com o marcado revestimento azulejar e a construção de suntuosos jardins, a cargo de um arquiteto holandês. No jardim chegou a existir uma pequena praça de touros, que viria a desaparecer.

A primeira fase de construção do jardim terminou em 1786. A água para os lagos e repuxos dos jardins da zona sudoeste era fornecida por dois aquedutos

Em 1794, o palácio tornou-se oficialmente residência oficial da Família Real Portuguesa. Nele nasceu D. Pedro IV de Portugal e Pedro I no Brasil, em 12 de outubro de 1798.

Quando da partida dos reis para o Brasil, em 1807, grande parte do recheio do palácio foi despojado. Em 24 de setembro de 1834, já como rei de Portugal, Pedro IV viria a falecer no mesmo quarto em que nascera. A partir desta data entrou em declínio, até que em 1908 o rei D Manuel II doa o Palácio Fazenda Nacional.

O desnível entre os jardins e o parque perde relevo perante a sequência de terraços e galeria porticada por pares de colunas toscanas, rematada por uma monumental escadaria. No interior, a organização dos compartimentos processa-se em linha. A decoração de algumas salas é digna de realce, sendo constituída por frescos (Sala das Açafatas), revestimento a espelhos, estuque e talhada dourada (Toucador da Rainha, Sala do Trono), parquet de madeiras exóticas (Sala D. Quixote) ou azulejos (Corredor das Mangas). Os jardins são ornamentados por estátuas.

Em 4 de outubro de 1934  Palácio de Queluz sofre um grande incêndio que o destruiu parcialmente. Com exceção do corpo central, a reconstrução da ala norte limitou-se ao piso térreo.

Biblioteca de Arte Equestre

O nobre Diogo de Bragança, o Oitavo Marquês de Marialva, que faleceu em 2012, foi um exímio cavaleiro e especialista em Arte Equestre que, ao longo da sua vida, adquiriu documentos sobre este tema, sendo ele próprio autor de diversas publicações. A valiosa biblioteca que deixou, centrada no núcleo essencial de Arte Equestre, inclui também obras dedicadas à tauromaquia e caça.

É constituída por cerca de um milhar e meio de obras impressas e manuscritas, do século XVI ao século XX, algumas de grande raridade. Cerca de 200 gravuras e estampas originais completam este acervo.

A Parques de Sintra – Monte da Lua, gestora da Escola Portuguesa de Arte Equestre  (EPAE), sediada em Queluz, decidiu adquirir esta coleção em 2014 com o objetivo de a associar à EPAE e ao estudo da Arte Equestre prestando, assim, homenagem a D. Diogo de Bragança.

Inaugurada em 2015, com o nome do seu instituidor, a biblioteca veio enriquecer o acervo do Palácio Nacional de Queluz, residência real que, desde o século XVIII até ao presente, esteve sempre ligada à tradição equestre portuguesa. Os acadêmicos e investigadores, passam a ter acesso a 1 400 títulos (cerca de 2 000 publicações), alguns bastante raros, relacionados com a Arte Equestre. A coleção foi inventariada pela casa leiloeira Cabral Moncada e inclui 800 títulos europeus (entre os quais 16 manuscritos), desde o século XVI ao XX; 294 livros e folhetos dos séculos XIX e XX; 322 livros ilustrados da 2ª metade do século XX; e cerca de 165 gravuras.[2]

ASSISTA A REPORTAGEM ESPECIAL SOBRE O PALÁCIO DE QUELUZ

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