Monthly Archives: janeiro 2018

Porto Calvo reúne milhares de fiéis em louvor a São Sebastião
   Mozart  Luna  │     19 de janeiro de 2018   │     17:41  │  0

Acontece amanhã em Porto Calvo a tradicional procissão em homenagem a São Sebastião, co-padroeiro do município. A expectativa é de que cerca de 20 mil pessoas participem do cortejo da imagem, que está marcado para ocorrer às 17 horas e vai percorrer as principais ruas da cidade.

 

O município mantém essa tradição que tem mais de 100 anos e conta com a participação de milhares de pessoas de todo Estado e também de fora como turistas que são devotos de São Sebastião, como os cariocas, já que ele é padroeiro também do Rio de Janeiro.

 

A festa tem também uma programação musical oferecida pela prefeitura. O prefeito David Pedrosa já havia anunciado a programação no inicio da semana com os shows de Nathan Lokêta e Forró do Muído ocorrem no Centro da cidade a partir das 22h.

 

Segundo o prefeito David Pedrosa, sua administração sempre irá apoiar as manifestações religiosas e culturais, mantendo a tradição da população sem se descuidar das obrigações com as ações de governo. “Já concluímos o pagamento de todos os servidores municipais cumprindo com isso o calendário”, destacou ele.

Turismo

O prefeito disse que sua meta em 2018 é atrair investidores para o município para a atividade turística já que o município tem uma localização geográfica privilegiada com o rio Manguaba que vai até o mar em Porto de Pedras. Segundo ele no próximo ano a perspectiva é se coloque um catamarã realizando passeios entre Porto de Pedras e Porto Calvo, parando no local onde havia um forte holandês.

 

David Pedrosa disse que 2017 foi um ano muito difícil, mas que não deixou de cumprir com seus compromissos de campanha e inicia 2018 com muito trabalho e obras em andamento. “Vamos transformar Porto Calvo em um centro de visitação turística cultural do Litoral Norte”, concluiu ele.

 

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Tesouro deixado pelos ingleses é abandonado no Sertão de Alagoas
   Mozart  Luna  │       │     5:19  │  0

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Um tesouro deixado pelos ingleses está abandonado dentro da caatinga do Sertão de Alagoas há mais de 100 anos. Trata-se de cinco pontes de aço puro fabricadas na Inglaterra, no século 19 e trazidas desmontadas em navios, pelo rio São Francisco e montadas nos municípios de Piranhas e Olho D´Água do Casado em 1881. Esse patrimônio da história de Alagoas está à mercê da ação de vândalos e caçadores de metal, que vendem no peso, peças como essas. Uma tentativa já ocorreu ano passado, quando um grupo cortava com maçarico, uma das pontes. O crime não foi consumado graças à ação do ambientalista e pesquisador Elizeu Gomes (Leleu), que foi avisado por moradores das proximidades. Leleu colocou o bando para correr.

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Na opinião de Leleu as pontes são verdadeiras obras de arte e testemunhas de um período importante do desenvolvimento do Sertão Nordestino. Esse achado necessita urgentemente de uma ação de preservação e guarda por parte das autoridades estaduais. Leleu aproveitou para cobrar das secretarias estaduais de cultura e também de turismo, uma ação rápida para restaurar e sinalizar esse patrimônio histórico e cultural que é visitado por turistas que realizam as trilhas na região.

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As cinco pontes têm mais de 100 anos e são muito bonitas. Algumas poderiam até ser desmontadas e colocadas no Centro Histórico de Piranhas ou de Olho D águas do Casado, para ser visitação dos pelos turistas, que não têm condições de caminhar pela caatinga. Seria uma grande atração para essas cidades.

 

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Trilha ecológica

 

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O guia de turismo e ambientalista Adalberto Inácio é um dos profissionais da região credenciados, que faz a “trilha do Imperador”, na caatinga. Graças a ele as pontes inglesas também permanecem sob vigilância voluntária.

O passeio realizado é uma volta no tempo, através do resgate da história do funcionamento da linha de transporte ferroviário, que era realizado entre a cidade de Piranhas e Jatobá, em Pernambuco. A linha férrea foi construída pela empresa inglesa Great Western em 1881.

A chegada da ferrovia no Sertão de Alagoas se deu graça à determinação do imperador Dom Pedro II, em levar o desenvolvimento para essa região tão castigada do Nordeste. A criação da linha de transporte à vapor, entre Penedo e Piranhas foi o primeiro passo para chegada da ferrovia no Sertão. O Transporte de  passageiros e mercadorias, que se destinavam a várias cidades do Sertão da Bahia e Pernambuco eram a justificativa econômica da época.

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Com a obra de construção da ferrovia Piranhas/Jatobá chegaram também os ingleses e também belgas, contratados para quebrar dormentes, já que segundo os historiadores, não havia mão de obra especializada na região. Com esses operários europeus trazidos, através de promessas ilusórias de ficarem ricos, veio também costumes e principalmente os traços da arquitetura inglesa, que hoje predomina em alguns prédios do Centro Histórico de Piranhas.

Essas características arquitetônicas estão presentes principalmente na antiga estação de passageiros, na torre da caixa d´água, transformada hoje no Café do Relógio e no casario do centro gastronômico de Piranhas. Esse traço da arquitetura britânica está presente em todas as estações de passageiros, que foram erguidas no século 19, ao longo do percurso da linha férrea Piranhas/Jatobá, como em Olho D´água do Casado, que está praticamente destruída e Delmiro Gouveia que foi transformada em Museu do Sertão e esta aberta à visitação pública.

Percurso

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O percurso é feito no verão logo pela manhã bem cedo, por volta das 8 horas, devido à alta temperatura. Os grupos formados são no máximo de 12 pessoas que parte do assentamento Nova Esperança e a duração são de 3 horas, com várias paradas para observação do bioma da caatinga e sítios de penduras rupestres.

Segundo o guia Adalberto Inácio durante o roteiro, o grupo tem a oportunidade de passar pelas cinco pontes inglesas de aço e fazer bonitas fotografias. Em trecho da trilha do Imperador, existe um riacho temporário muito bonito e é onde está a maior ponte. “É um dos lugares preferidos pelos turistas” disse ele.

Também há uma parada em uma agrovila para compra de mel e comidas típicas da região e o passeio termina no mirante da concha para o por do Sol.

Contatos para realizar a trilha – 98838-3504 – candeeiroecotur/ Agência de Viagens O Pioneiro 9884-4223/ MF TUR (79) 99972-1320 / (82) 99986-2038
Fax: (79) 3346-1184

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Porto de Pedras: o paraíso do primeiro porto de Alagoas
   Mozart  Luna  │     18 de janeiro de 2018   │     5:57  │  0

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Praias lindíssimas e rios que abrigam a mascote da cidade, o peixe-boi-marinho, além de ter uma história importante no processo de colonização da região Norte de Alagoas, assim é Porto de Pedras. Um o primeiro ancoradouro de Alagoas das naus que vinham da Europa. O município está localizado a 130 quilômetros de Maceió, pela rodovia estadual AL 101 Norte, conhecida como a Rota Ecológica.

Porto de Pedras tem atrativos não só naturais como culturais como a misteriosa capelinha que guarda em seu interior a esfinge de um dragão de madeira, um mistério até hoje não decifrado. O município recebeu também a visita do imperador Dom Pedro II, em seu roteiro pelo Brasil. Lá ele descansou a sombra de um oitizeiros centenário, antes de tomar a estrada para Porto Calvo. O caminho realizado pelo monarca ficou conhecido como a Estrada do Imperador e hoje foi  existe uma rodovia que vai até Porto Calvo, outra cidade importante para história do Brasil.

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Também em Porto de Pedras existe uma das últimas edificações no inicio da colonização de Alagoas, conhecida como a antiga cadeia pública, porque do século 17 a 19 funcionou a sede administrativa do município e depois a delegacia de polícia. Incrível, mas a delegacia de polícia somente foi desativa no inicio do século 21.

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A velha edificação – testemunha de vários períodos de nossa historia – agoniza há muito tempo pedindo socorro das autoridades para continuar de pé, como um símbolo da saga de um povo que trabalhou para consolidar a nação brasileira nesta região tão linda de nosso estado. A boa notícia, entretanto, veio está semana quando o governador Renan Filho, garantiu ao prefeito Henrique Vilela, que vai recuperar o velho prédio de Câmara e Cadeia de Porto de Pedras ainda este ano.

 

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Belezas Naturais

Porto de Pedras é um paraíso cravado no Litoral Norte e que despertou a curiosidade do turismo nacional graças ao seu garoto propaganda que é o peixe-boi-marinho, que possui uma base de reintrodução para natureza. O local é mantido pelo Instituto Chico Mendes para Preservação da Biodiversidade (Icmbio), que realiza a fiscalização de toda região, que forma a Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos Corais.
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Atualmente a base de reintrodução do peixe-boi-marinho é um ponto turístico de visitação, passeio esse que é realizado somente por uma associação de moradores, que se organizou para e leva os visitantes para conhecer o local.

Os moradores se organizaram para realizar passeios pelo rio Tatuamunha, para visitar a base do peixe-boi-marinho. Por dia só é permitido 70 pessoas visitem o local das 9:30 até às 16 horas. As embarcações utilizadas são à remo e é proibido o acesso de barcos a motor por esse trecho do rio . O passeio dura cerca de uma hora e custa R$ 50,00. Todo dinheiro arrecadado é dividido pelos associados que receberam treinamento para realizar essa atividade do turismo sustentável e ecologicamente correto.

Mas os atrativos de Porto de Pedras não se resume apenas ai, já que as praias do município são consideradas as mais lindas do trecho da chamada rota ecológica. O município dispõe de pousadas e restaurantes que oferecem uma gastronomia regional deliciosa e com  preços mais baixos de toda região. Tanto assim que o local mais procurado pelos turistas é o Restaurante da Marinete, localizado na sede do município próximo a orla.

 

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Novo mirante

O novo gestor municipal, Henrique Vilela, que assumiu a administração em primeiro de janeiro, denominou o turismo como carro chefe. Segundo ele a atividade turística é geradora de emprego e contribui para o aquecimento da economia local. O prefeito disse que vai implementar em seu governo ações para atrair investimentos turísticos e oferecer cursos de capacitação e qualificação de mão-de-obra.

“Se capacitarmos melhor a mão de obra aqui existente vamos possibilitar que os empreendimentos que estão aqui instalados, como em outros municípios, absorvam esses trabalhadores”, disse Henrique Vilela, que esteve semana passada conversando com o governador Renan Filho, buscando ajuda para realizar a recuperação de prédios históricos.

O prefeito anunciou também que Porto de Pedras terá um moderno mirante, onde hoje é o farol da Marinha. O projeto prevê estacionamento para veículos e instalação de barracas de  artesanatos e comidas típicas. Será o local mais alto do Litoral Norte para se observar o mar, além de proporcionar a melhor visão quando sair a Lua Cheia.

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Conheça o Palácio onde nasceu e morreu D. Pedro I
   Mozart  Luna  │     17 de janeiro de 2018   │     5:22  │  0

O Palácio de Queluz em Sintra, guarda parte da história de Portugal e também do Brasil, já que serviu de residência oficial para família real portuguesa e onde nasceu morreu o primeiro Pedro IV e Pedro I no Brasil. O Palácio de Queluz foi construído no do século XVIII e está localizado na cidade de Queluz, no Concelho de Sintra,distrito de Lisboa.

Sua riqueza arquitetônica está no seu estilo rococó e é um dos últimos de grandes edifícios erguidos na Europa.  O Palácio de Queluz foi construído como um recanto de verão para D.Pedro de Bragança, que foi o marido de D. Maria I de Portugal, que era sua sobrinha e ele passou a ser assim “rei consorte”.

Serviu como um discreto lugar de encarceramento para a rainha D. Maria I enquanto sua loucura continuou a piorar após a morte de D. Pedro em 1786. Após o incêndio que atingiu o Paládio da Ajuda em 1794, o Palácio de Queluz tornou-se a residência oficial do príncipe regente português, o futuro D.João VI e de sua família. Permaneceu lá até a fuga da família real para o Brasil em 1807, devido à invasão francesa.

A construção do Palácio iniciou-se em 1747, tendo como arquiteto Mateu Vicente de Oliveira. Apesar de ser muito menor, é chamado frequentemente de “O Versalhes português”. A partir de 1826, o palácio lentamente deixou de ser o predileto pelos soberanos portugueses.

Em 1908, tornou-se propriedade do Estado. Após um grave incêndio em 1934, o qual destruiu o seu interior, o Palácio foi extensivamente restaurado e, hoje, está aberto ao público como um ponto turístico.

Os detalhes

 

Uma das alas do Palácio de Queluz, o Pavilhão de Dona Maria, construído entre 1785 e 1792 pelo arquiteto Manuel Caetano de Sousa é hoje um quarto de hóspedes exclusivo para chefes de Estados estrangeiros em visita a Portugal. Em 1910 foi classificado como Monumento Nacional

A idéia de construção do Palácio de Queluz foi de D. Pedro III no século XVIII. Lá trabalharam os arquitetos portugueses Mateus Vicente e Manuel Caetano de Sousa, e o arquiteto-escultor francês João Batist Robillon. As obras começaram em 1755.

No teatro real deste palácio interveio o arquiteto I. De Oliveira Benevides, vindo essa sala a ser inaugurada em 17 de Dezembro de 1778 (1.º aniversário da coroação da Rainha). Uma das jóias do Palácio de Queluz são os jardins e larga extensão de mata que o cerca.

Queluz serviu de residência sazonal da família real e hoje é um dos grandes centros de visitação turística. Os traços arquitetônicos salientam os estilos barroco, rocorró e neoclássico. A planta do Palácio apresenta vários estilos já existe a  aglutinação de vários núcleos e a fases distintas de construção. Porém, pode-se dizer que o palácio se organiza genericamente em L, enquadrando os jardins por meio de várias salas.

Do lado externo, o palácio abre dois braços curvos. No lado dos jardins, é visível a articulação das várias fachadas de aparato, nomeadamente a que enquadra o Jardim de Neptuno ou Jardim Grande. No piso térreo, merece destaque o corpo central de dois andares, firmado por portas e janelas de sacada. A fachada de cerimônia virada ao Jardim dos Azereiros ou Jardim de Malta, é constituída por três corpos.

Um rio passa dentro dos jardins ( rio Jamor). Para proporcionar o passeio de gôndola foi construído um Canal dos Azulejos, com cerca de 130 metros de comprimento. Quando as comportas do canal eram fechadas, criava-se um plano de água onde era possível passear de barco entre paredes azulejadas, com representações de portos, palácios e outros temas.

 

Pavilhão Robillon, Palácio Nacional de Queluz

 

 

Corredor das Mangas com revestimento a azulejo policromo

A chamada Quinta de Queluz, que anteriormente pertenceu ao marques de Castelo Rodrigo, passou para posse real em 1654 e foi incorporada na Casa do Infantado. O palácio começou a ser construído em 1747. Daí até finais do século XVIII o edifício ganhou os contornos que apresenta hoje, nomeadamente com o marcado revestimento azulejar e a construção de suntuosos jardins, a cargo de um arquiteto holandês. No jardim chegou a existir uma pequena praça de touros, que viria a desaparecer.

A primeira fase de construção do jardim terminou em 1786. A água para os lagos e repuxos dos jardins da zona sudoeste era fornecida por dois aquedutos

Em 1794, o palácio tornou-se oficialmente residência oficial da Família Real Portuguesa. Nele nasceu D. Pedro IV de Portugal e Pedro I no Brasil, em 12 de outubro de 1798.

Quando da partida dos reis para o Brasil, em 1807, grande parte do recheio do palácio foi despojado. Em 24 de setembro de 1834, já como rei de Portugal, Pedro IV viria a falecer no mesmo quarto em que nascera. A partir desta data entrou em declínio, até que em 1908 o rei D Manuel II doa o Palácio Fazenda Nacional.

O desnível entre os jardins e o parque perde relevo perante a sequência de terraços e galeria porticada por pares de colunas toscanas, rematada por uma monumental escadaria. No interior, a organização dos compartimentos processa-se em linha. A decoração de algumas salas é digna de realce, sendo constituída por frescos (Sala das Açafatas), revestimento a espelhos, estuque e talhada dourada (Toucador da Rainha, Sala do Trono), parquet de madeiras exóticas (Sala D. Quixote) ou azulejos (Corredor das Mangas). Os jardins são ornamentados por estátuas.

Em 4 de outubro de 1934  Palácio de Queluz sofre um grande incêndio que o destruiu parcialmente. Com exceção do corpo central, a reconstrução da ala norte limitou-se ao piso térreo.

Biblioteca de Arte Equestre

O nobre Diogo de Bragança, o Oitavo Marquês de Marialva, que faleceu em 2012, foi um exímio cavaleiro e especialista em Arte Equestre que, ao longo da sua vida, adquiriu documentos sobre este tema, sendo ele próprio autor de diversas publicações. A valiosa biblioteca que deixou, centrada no núcleo essencial de Arte Equestre, inclui também obras dedicadas à tauromaquia e caça.

É constituída por cerca de um milhar e meio de obras impressas e manuscritas, do século XVI ao século XX, algumas de grande raridade. Cerca de 200 gravuras e estampas originais completam este acervo.

A Parques de Sintra – Monte da Lua, gestora da Escola Portuguesa de Arte Equestre  (EPAE), sediada em Queluz, decidiu adquirir esta coleção em 2014 com o objetivo de a associar à EPAE e ao estudo da Arte Equestre prestando, assim, homenagem a D. Diogo de Bragança.

Inaugurada em 2015, com o nome do seu instituidor, a biblioteca veio enriquecer o acervo do Palácio Nacional de Queluz, residência real que, desde o século XVIII até ao presente, esteve sempre ligada à tradição equestre portuguesa. Os acadêmicos e investigadores, passam a ter acesso a 1 400 títulos (cerca de 2 000 publicações), alguns bastante raros, relacionados com a Arte Equestre. A coleção foi inventariada pela casa leiloeira Cabral Moncada e inclui 800 títulos europeus (entre os quais 16 manuscritos), desde o século XVI ao XX; 294 livros e folhetos dos séculos XIX e XX; 322 livros ilustrados da 2ª metade do século XX; e cerca de 165 gravuras.[2]

ASSISTA A REPORTAGEM ESPECIAL SOBRE O PALÁCIO DE QUELUZ

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O dragão que habita uma igreja em Porto de Pedras
   Mozart  Luna  │     15 de janeiro de 2018   │     14:25  │  2

 

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Praias lindíssimas, desertas onde só a natureza prevalece com um mar azul turquesa, vasto coqueiral e piscinas naturais intactas. Assim é um dos  mais bonitos municípios de Alagoas, Porto de Pedras, pouco conhecido pelos próprios alagoanos, mas descoberto pelos turistas de todo o mundo. Em meio a esse paraíso um mistério está guardado em uma pequenina capela católica da cidade que possui em seu interior um dragão, isso mesmo um enorme dragão negro alado com uma boca enorme e dentes afiados cuspindo fogo, mas que não faz mal a ninguém. O Dragão é uma escultura em madeira cuja data ainda não é precisa, mas segundo os moradores está lá desde o inicio do povoamento da região.

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Os moradores contam muitas histórias para explicar a presença da imagem do dragão na capela. Uma delas seria a existência de uma serpente gigante com asas no rio Manguaba e que  na época do inicio do povoamento da região teria causado muitas mortes de quem navegava, entre Porto Calvo e Porto de Pedras. As mortes só teriam cessado com  as orações dos fiéis à de Nossa Senhora da Piedade. Por isso atualmente a imagem da Santa fica de frente para o dragão impedindo que ele volte as água dos Manguaba e é única que não deixa a igreja  na procissão para garantir que o dragão fique preso na igreja. 

Existem comentários entre os moradores de que uma mesma imagem dessas existira na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação em Porto Calvo e seria um símbolo de força das duas cidades unidas pelo majestoso rio Manguaba, que tem um formato de serpente e chega no Oceano Atlântico.

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Rica história e belezas naturais

 

Mas nossa viagem em Porto de Pedras não é só para falar do Dragão e sim das belezas do município, já que não é à toa que o município possui três das cem melhores pousadas do Brasil, destacando-se pelo conforto e gastronomia, mas principalmente pela beleza natural que proporciona aos seus hóspedes.

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Porto de Pedras, entretanto, não é só praia. Sua história é rica em detalhes, já que foi um dos primeiros lugares a ser usado como base para o início da colonização, que começou de forma brutal com o genocídio dos índios que habitavam a região. A valorosa Nação dos Potiguares foi praticamente dizimada pelo mercenário alemão, Chritoffer Lintz e seu irmão Sibad Lintz, que perseguiram e mataram os guerreiros, levando como troféu suas mulheres e crianças para serem catequizadas pelos franciscanos.IMG_1504

Porto de Pedras está localizada na da barra do rio Manguaba, um estratégico acesso ao interior da região, onde esta localizada outra povoação: Porto Calvo. Lá os portugueses ergueram uma fortificação militar, que foi palco de várias batalhas entre portugueses e holandeses. Sendo a batalha de 14 de maio de 1633, uma das mais importantes, quando os holandeses tomaram o local depois de afundar toda esquadra portuguesa no mar de Porto de Pedras, onde até hoje está sepultada. Somente em 1636 Porto de Pedras foi retomada pelos lusos

Por alvará–régio datado de 5 de dezembro de 1815,  Porto de Pedras foi elevada à categoria de vila, desmembrada de Porto Calvo. Posteriormente, em 1864, Porto de Pedras perdeu a sua autonomia ao ser anexada a Passo do Camaragibe. Readquiriu a sua emancipação em 1868, mas apenas pela Lei 903 em 1921, tornou-se município.

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Rica em sua história Porto de Pedras ainda guarda muito de sua memória e passear por suas tranquilas ruas torna-se um lazer, que merece ser fotografado. Da época da colonização restou apenas o antigo prédio de Câmara e Cadeia, que resiste ao tempo de frente para o mar, sendo uma das edificações mais antigas do Litoral Norte, junto com as Igrejas de São Gonçalo e de Nossa Senhora da Apresentação em Porto Calvo.

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O prédio serviu durante muito tempo como delegacia municipal e também de pequeno presídio. Atualmente espera uma ação do governo do estado para sua restauração, numa parceria com a nova administração do município.

 

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Mas Porto de Pedras tem muito mais para apresentar aos seus visitantes. Uma atração que também será restaurada ainda esse ano é o Oitizeiros do Imperador. Segundo relatos históricos o imperador Dom Pedro II, teria repousado em uma rede e apreciado o mar, antes de seguir viagem para o Porto de Porto Calvo.

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Subindo ainda um pouco mais chegamos ao topo do morro em Porto de Pedra, onde está localizado o farol de sinalização da Marinha. Farol foi instalado em 1940 durante a Segundo Guerra Mundial. No local também na época foram instaladas baterias antiaéreas e metralhadoras, que nunca foram utilizadas e depois retirada logo após o termino do conflito.

Hoje existe um projeto da atual gestão do prefeito Henrique Vilela em parceria com a Marinha do Brasil, para instalação de um mirante panorâmico e uma praça de lazer para convívio social.  Um projeto que já começou a tornar-se realidade.

Porto de Pedras possui a única travessia de balsa pelo rio Manguaba até Japaratinga, municípios vizinho. É um passeio bonito que leva cerca de 10 minutos, onde os visitantes podem observar do rio toda cidade.

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A orla fluvial também oferece locais de lazer e com um visual muito bonito do rio Manguaba.

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Vamos continuar nosso passeio pelas ruas da cidade. Seguimos nosso roteiro pelas ruas em busca dos casarões que ainda resistem ao tempo na cidade. Um deles é o Casarão das Estrelas, onde ocorriam as reuniões de políticos da região e também hospedou  Dom Pedro Segundo e três pilotos de um hidroavião norte-americano durante a Segunda  Guerra Mundial.

Segundo as informações colhidas por moradores mais antigos, o avião fazia patrulhamento no Litoral quando teve uma pane sendo formado a aterrissar no rio Manguaba. Os tripulantes ficaram hospedados na Casa das estrelas durante uma semana atraindo a curiosidade de todos da cidade.

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Mas continuamos nosso passeio por Porto de Pedras. Ao chegarmos ao distrito de Tatuamunha encontramos o maior número de casarões antigos da cidade. Muitos ainda resistem ao tempo, formando um conjunto bem conservado, além da igreja mais antiga da região que tem como padroeiro São Gonçalo. Em sua volta está um conjunto de casarões bem conservado.

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