A busca pelo “Santo Graal” em terras portuguesas
   Mozart  Luna  │     3 de outubro de 2017   │     5:05  │  2

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A nossa busca pelo Santo Graal continua em terras portuguesas na cidade de Tomar. No programa passado percorrermos as instalações do Convento de Cristo, que na verdade se chamava originalmente o Castelo Templário, onde provavelmente estaria escondido o Santo Graal. Construído em 1160 pelo templário da 6º Ordem, Gualdin Pais, a construção possui um dos lugares mais bonitos e místicos da Europa, a chamada charola, uma construção no formado octogonal, isto é em formato de oito (número infinito), um dos símbolos templário. A charola tem por sustentação oito enormes colunas em torno do local onde ficava o alta mor, onde segundo a lenda estaria guardado o Santo Graal.

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Entretanto o alto mor não mais existe só as marcas no piso que tem precisamente 857 anos. O Convento de Cristo ou Castelo Templário foi construído pelos cavaleiros que voltaram da Terra Santa – Jerusalém – depois de suas campanhas na missão de combater os chamados infiéis e da busca das relíquias que teriam pertencido a Jesus de Nazaré, como o cálice sagrado usado pelo Mestre, na última ceia e que teria sido guardado por José de Arimatéia. Um dos mais procurados utensílios usado por Jesus.

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Os templários como dissemos na primeira parte de nossa reportagem, se tornaram numa Ordem Religiosa e Militar poderosa financeira e bélica, o que despertou a cobiça dos nobres europeus, principalmente da França. Os templários com o passar do tempo sofreram mudanças com relação à doutrina católica pregada na época. Aproximaram-se dos judeus e muçulmanos e passaram a ter um convívio pacífico, o que aumentou ainda mais o ódio dos nobres católicos e papa na época. A partir daí passaram a ser perseguidos e mortos, tendo que buscar refúgio em terras portuguesas, onde encontraram apoio, mudando também de denominação para Cavaleiros da Ordem de Cristo, transformando o antigo Castelo Templário em Convento de Cristo, mas guardando entre eles, os segredos e os códigos, como os que levariam ao Santo Graal.

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O templo para iniciação dos guerreiros

 

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Acompanhados do professor doutor e pesquisador, Mika Palo,  continuamos nossa busca pelo Santo Graal na cidade de Tomar. Uma nova pista nos leva a uma antiga edificação erguida pelos templários, que data antes da construção do Castelo Templário: a igreja de Nossa Senhora do Olival, que vamos conhecer no próximo bloco.

Deixamos o Castelo Templário e nos dirigimos ao centro da cidade de Tomar, onde está a igreja de Nossa Senhora do Olival, que foi construída, segundo registro histórico da época, sob ruínas de uma antiga edificação romana.

Um detalhe muito importante observado nesse templo é com relação aos degraus. Geralmente em qualquer igreja católica subimos os degraus para entrar na igreja. Entretanto nesse templo se desce degraus. Outro detalhe, que sentencia essa edificação como genuinamente templária é quanto ao número de degraus: oito, o numero de forma infinita, um símbolo dos cavaleiros templários.

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No piso de quase mil anos, pode-se observar as lápidas dos cavaleiros que estão sepultados aqui. São quase 32 no total. Entramos notamos que alguém nos observava. Uma senhora de estatura mediana, óculos e semblante sério, mas suave. Em determinado momento somos interrompidos em nossa gravação por ela, que nada mais era que a guardião do templo.

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A guardiã do templo

Educadamente, mas firme na voz, ela pediu para não continuarmos gravando e se colocou à disposição para tirarmos qualquer dúvida sobre o templo. Perguntei sobre a lenda do Santo Graal se estaria escondido ali.

Deu um sorriso curto e sem tirar os olhos de nós respondeu que se era esse o motivo de nossa presença ali ela nos guiaria na busca e nos conduziu informando tudo sobre o templo, começando pelo alto mor, onde estava a imagem de Nossa Senhora do Olival, uma senhora amamentando um menino nos braços, que seria Jesus de Nazaré quando crianças.
A gentil senhora guardiã do templo, nos explicava que aquela imagem de Nossa Senhora é diferente de todas existentes, pois era representada por uma mulher e mãe, amamentando seu filho no colo. Ela nos lembra que no Brasil também se venera uma Nossa Senhora diferente, que é Nossa Senhora do Ó, que está grávida de Jesus. Um símbolo templário.

Mas nossa busca continua na esperança que a nossa amiga nos revele onde estaria o Santo Graal. Ela nos fala sobre a veneração que os templários tinham por Maria Madalena. Segundo a guardiã do templo, para os templários Madalena seria apóstolo mais importante. Um altar especial existe no templo para ela, no local possui um panteão em homenagem a os todos templários enterrados ali.

 

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Ela nos mostra as lápides onde foram sepultados os templários. Os nomes e seus brasões e posto na Ordem. Todos combateram na Terra Santa, protegendo os lugares sagrados e buscando resgatar as relíquias que teriam pertencido a Jesus. Todos foram importantes para Ordem, mas Dom Gualdin Pais, se destaca por ter sido o fundador de Tomar. Sua estatua pousa no Centro da cidade de frente da capela, mas o que nos interessa é encontrar o Graal.

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Um detalhe nos chama atenção nas paredes e coluna do altar mor. São símbolos esculpidos com cruzes templárias e o número oito. A guardiã informa que não significam nada, apenas eram sinais colocados nas colunas e paredes durante a construção do templo, pelos arquitetos. Entretanto a justificativa dela não nos convence e continuou achando que aqueles símbolos faziam parte de um código chave. Fingimos que concordamos com ela e continuamos a busca pistas do Santo Graal.

O sinal do graal

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Em determinado momento a guardiã, para e pede para segui-la pelo tempo. Ela se posiciona no altar e olha para porta de saída e como contando os passos caminha, até que parar no cento do templo e vira a direta entre os bancos. Abaixa-se, e nos mostra uma parte do piso milenar onde tem desenho de um cálice sem a base. Um cálice se pedestal, solto. Seria ali que estaria o Santo Graal? Pergunto e ela reponde com outra pergunta. Você procura o que?

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Para ela o Graal que todos procuraram está na humildade, caridade e amor ao próximo, e com relação ao templo ela é enfática que aquela edificação foi uma das mais importantes para os templários. Ele era usado para iniciação, tanto assim que no frontispício da igreja se pode observar o símbolo de Salomão, sinal templário.

Nossa busca terminaria aqui? Com essa explicação da guardiã do templo? O sol começa a se pôr e ela avisa que seu tempo para explicações terminaram naquele dia e se despede fechando a porta. Mas a nossa busca não terminou e decidimos buscar respostas com os historiadores da Universidade de Coimbra, uma das mais antigas do mundo, que veremos em na terceira parte da reportagem da busca pelo Santo Graal.

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06/04/17 13:08:19: Mozart Luna: https://drive.google.com/file/d/0B74ZgwD1fhUJS3lYZU1RSVpIVlE/view

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