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Semana Calabar em Porto promove discussão: herói ou traidor?
   Mozart  Luna  │     16 de julho de 2017   │     11:25  │  0

 

Uma rica programação de debates, exposições e visitas fazem parte da Semana Calabar em Porto Calvo, que pela primeira vez tem em evento de grande significado no sentido de discutir com profundidade essa figura da história brasileira, do período colonial, quando o Nordeste era motivo de disputa territorial entre portugueses e holandeses, que dominaram uma vasta área, denominada de Brasil Holandês.

 

Esse acontecimento é único na História, já que o Brasil em toda sua existência nunca teve uma região tão vasta, dominada por outro país, que não tivesse sido Portugal. O Brasil Holandês durou quase 14 anos entre 1630 e 1644. Um território que ia de Olinda em Pernambuco, Paraíba até Penedo no rio São Francisco.

 

Durante esse período os holandeses tiveram que defender o Brasil Holandês das tentativas de Portugal que tentava ter de volta parte da sua rentável colônia que sustentava a riqueza da coroa portuguesa. Para continuar mantendo vivo o Brasil Holandês, Maurício de Nassau contou com o apoio de brasileiros que identificaram nos holandeses parceiros que deram ao povo dignidade e respeito.

 

Entre eles estava o polêmico Domingos Fernandes Calabar, que foi integrado ao Exército Holandês com a parente de Major. Calabar teve uma participação importante na manutenção do Brasil Holandês entre Olinda e a Foz do São Francisco.

 

Calabar passou a ser odiado e perseguido pela Coroa Portuguesa que armou uma cilada para prendê-lo e assassiná-lo enforcando em praça pública e depois esquartejando seu corpo expondo partes pela cidade de Porto Calvo, numa atitude de selvageria.

 

Calabar foi morto e uma intensa campanha foi realizada pelos historiadores da época para denegrir sua memória como “traidor” da Coroa Portuguesa e ocultando na verdade sua intensão de ser um dos primeiros brasileiros a lutar pela independência do Brasil.

 

 

Com o objetivo de lembrar essa figura polêmica de nossa história a prefeitura de Porto Calvo realiza a partir de 17 até 22 de julho, através da secretaria municipal de cultura a Semana Calabar.

O evento ocorre de 17 a 22 de julho de 2017 e faz parte das comemorações dos 200 anos da Emancipação Política de Alagoas. A abertura será feita pelo prefeito David Pedrosa e pelo governador Renan Filho na solenidade de assinatura da ordem de serviço para a construção do Hospital Regional, no bairro Mangazala.

No dia 18 de julho, às 10h, no auditório da Prefeitura Municipal o público vai poder acompanhar a palestra “Quem foi Calabar?”, como o jornalista e secretário de Estado da Comunicação, Ênio Lins.

 

Dia 19, as escolas da rede municipal vão indicar os finalistas para concorrer ao prêmio de melhor redação sobre o tema: “Quem foi Calabar?”. No mesmo dia, às 20h, no espaço Porto Calvo Mais Atrativo vai ter a 2ª Arena Gastronômica com música ao vivo. Dia 20, às 19h, no auditório da prefeitura vai ter o premiado documentário Calabar, de Hermano Figueiredo.

 

Dia 21, vai ter a leitura dramática ‘Calabar’, de Lêdo Ivo, com o ator Chico de Assis e Paulo Poeta no Centro Comunitário Calabar nos horários de 8h, 13h e 19h. Para encerrar no dia 22, Dia da morte de Domingos Fernandes Calabar, no auditório da prefeitura, às 19h, tem o concerto musical “Calabar, herói em busca do Brasil”.

“Vai ser um marco na cultura portocalvense, pois, nunca houve uma semana dedicada ao nosso conterrâneo Calabar, que tanto representa Porto Calvo. Vai ser muito importante para conhecer melhor esse ícone da história. Estou muito contente”, disse a secretária de cultura Terezinha Oliveira.

 

 

Relato histórico

 

Tudo começou com separação da Holanda da Espanha, que também dominava Portugal na época, a chamada União Ibérica em 1581. Com a emancipação holandesa, Felipe II, rei da Espanha, fechou os portos da União Ibérica para os holandeses.

Revoltado, o governo da Holanda, criou a Companhia das Índias Orientais. O objetivo era ampliar o comércio com a África e a América, em especial o de cana-de-açúcar.

Em 1624, os holandeses fizeram sua primeira tentativa invadindo a sede do governo-geral em Salvador. Nesta época Salvador era o principal porto exportador. A ocupação holandesa durou até o ano seguinte quando os holandeses foram finalmente expulsos da Bahia.

Em 1630, foi a vez dos holandeses invadirem a cidade de Olinda em Pernambuco. Nesta época o estado pernambucano era o maior exportador de açúcar das Américas.

Os holandeses foram bem recebidos pelos senhores de engenho locais de Pernambuco que estavam insatisfeitos com o domínio da União Ibérica. Mas o apoio aos a holandês ganha mais adeptos em 1637, quando chega a Pernambuco holandês Maurício de Nassau. O novo regente passa a administrar o “Brasil Holandês”. Maurício de Nassau governou Pernambuco de 1637 até 1644, fazendo uma administração com todo apoio popular e dos senhores de engenho.

A exploração holandesa no Brasil foi basicamente no cultivo cana-de-açúcar e dessa atividade foram realizadas muitas ações que deram a população do Brasil Holandês dignidade e uma grande identificação com a Holanda, que prestigiou o Nordeste brasileiro.

Entre as principais realizações estão os empréstimos que a Holanda fez aos senhores de Engenho, para que estes investissem no cultivo do açúcar; o holandês investe na infraestrutura da cidade de Recife, como saneamento básico, pavimentação e iluminação pública e abertura de escola, transformando Olinda em um grande centro urbano.

Nassau também concede liberdade religiosa entre brasileiros (católicos) e holandeses que eram protestantes. Mas o sonho do Brasil Holandês começa a ruir em 1640, holandeses, quando os ingleses apoiam Portugal no processo de libertação do domínio espanhol.

Em 1644, Nassau é demitido polo governo holandês e deixa o Brasil e os grandes investidores holandês, temendo a perseguição portuguesa e religiosa por parte do Vaticano, se mudam para as colônias inglesas, onde hoje é acidade de Nova York.

Os últimos holandeses que ainda permaneciam na região foram expulsos após as batalhas de Monte Tabocas (1646), Guararapes (1648) e Campina do Taborda (1654). E o Nordeste volta a pobreza que é até hoje.

 

 

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Mudanças ambientais propicia criação de camarões em cativeiro na Foz do São Francisco
   Mozart  Luna  │     13 de julho de 2017   │     23:18  │  1

O aumento da salinidade das águas do Rio São Francisco principalmente na região de sua Foz vem causando danos a várias atividades econômicas devido às alterações ambientais. Uma das culturas agrícolas que mais vem sofrendo é a cultura do coco, seguido do arroz e até mesmo da criação de gado e animais de pequeno porte.

Diante dessa problemática ambiental refletida diretamente na atividade produtiva naquela região os ministros do meio ambiente, José Sarney Filho e do Turismo Marx Beltrão, prefeito de Piaçabuçu, Djalma Beltrão  e o presidente do Instituto Chico Mendes para Preservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Soavinski discutiram o projeto de criação de camarões em cativeiro, como uma alternativa de substituir as outras atividades econômicas prejudicadas pelo aumento da salinidade das águas do rio São Francisco.

No entendimento dos técnicos o projeto de criação de camarões em cativeiros cai como uma luva dentro da nova realidade ambiental vivida pela população de Piaçabuçu, cidade que vem sofrendo com o problema principalmente no abastecimento de água. O prefeito Djalma Beltrão disse que é preciso realizar mudanças na atual legislação ambiental que proíbe implantação de empreendimentos desse porte na região que integra a Área de Preservação Ambiental (APA) do Peba.
Os assuntos relacionados às licenças ambientais para esse tipo de atividade em APA’s, a atualização do plano de manejo e o desenvolvimento da carcinicultura em Piaçabuçu e região, foi abordado pelo presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski. “Centenas de famílias estão sendo afetadas pela salinidade do rio São Francisco nas culturas do coco, arroz e criação de gado, por exemplo. Essa alternativa é a esperança que buscamos para dias melhores e a retomada de geração de renda”, disse o prefeito.

O ministro Marx ponderou o desenvolvimento da atividade para região sul de Alagoas. “Com a regularidade, a unidade de criação de camarão teremos mais uma fonte geradora de emprego e renda. Estamos empenhados em trabalhar para que ela cresça cada vez mais em nossa região”, declarou Beltrão.  Considerando os problemas sociais que o município vive em função das alterações ambientais que ocorreram, a atividade de carcinicultura é uma alternativa para econômica da região.

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Show da Natureza é liberado para passeios turísticos no Sertão
   Mozart  Luna  │     12 de julho de 2017   │     22:24  │  0

Depois de passar 7 meses fechado devido a uma ação da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) o empreendimento conhecido como “Show da Natureza”, que funciona dentro do Assentamento Boa Esperança gerando emprego e renda para todos na região, finalmente foi reaberto ao público.
Lourival Santos  proprietário do pequeno empreendimento, o primeiro a funcionar dentro de uma comunidade de assentados sem terra, comemorou a reabertura de seu estabelecimento com muita festa. Lourival é uma figura bastante conhecida nos canions do São Francisco, por sua dedicação a preservação ao meio ambiente e por divulgar as belezas naturais.
Muitos atores da Rede Globo de Televisão frequentam o local quando acontece gravações de seriados, novelas e programas de TV. O empreedimento realiza passeios de lanchas, canoa e jet ski pelo riacho do Talhado.
A reabertura do Show da Natureza ocorreu graças a intervenção do ministro do turismo , Marx Beltrão, junto ao Instituto Chico Mendes (ICMBIo) para desembargar o empreendimento turístico Show da Natureza.
O ministro destacou a importância do conjunto de segmentos que fortalecem o fluxo de visitantes da região, geram empregos e renda para os moradores da localidade.
“A atividade turística já é a segunda maior geradora de postos de trabalho em Alagoas. Nos termos que viabilizamos o acordo, há diversas condicionantes ambientais para serem respeitadas. Mas estou muito feliz por manter o trabalho de dezenas de pais de família enquanto esses ajustes são feitos”, ressalta.
No Ministério do Turismo, Marx tem defendido parcerias em diversas frentes entre governo e iniciativa privada. O pacote de medidas Brasil + Turismo, lançado há dois meses pela pasta para fortalecer o setor, conta com ações para desburocratizar licenças e o uso de áreas da união por empresas do segmento.
“O turismo é uma indústria limpa, grande aliada da sustentabilidade e da preservação ambiental. E o entendimento do ICMBio neste caso demonstra esta sensibilidade. Há muitos casos que podem ser resolvidos com acordos entre os órgãos ambientais e a iniciativa privada, sempre com um olhar especial para as questões sociais envolvidas”, conclui.

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Trade turístico cobra conclusão do saneamento de Maceió e Maragogi
   Mozart  Luna  │       │     12:29  │  0

 

O aumento do fluxo do turismo em Alagoas e até mesmo a sua consolidação definitiva passa pela despoluição das praias de Maceió. Um desafio que nunca foi superado pelos prefeitos da capital e governadores. Um mal que já atinge também no segundo pólo de turismo que é Maragogi e outras cidades vizinhas como Japaratinga cidades localizadas no Litoral Norte.

O assunto é tão delicado que alguns empresários, pequena tentaram esconder debaixo do tapete, fingindo que não existe.  Um problema grave que prejudica o turismo e constitui também em assunto ambiental e de saúde pública, já neste período de chuvas os números de casos de hepatite aumentam sensivelmente.

Mas finalmente parece que o problema pode chegar a um fim, já que pela primeira vez ouvi o assunto ser abordado de forma corajosa, pelo trade turístico de Maceió, na reunião realizada na última segunda-feira, com os ministros do transporte e do turismo. Os empresários entregaram aos ministros uma pauta de reivindicações, que incluía uma solução para o problema dos esgotos que correm a céu aberto em Maceió.

O mais interessante nessa atitude é que os empresários finalmente estão colocaram o problema abertamente cobrando uma solução para este problema, que já duram décadas e demonstram que estão muito bem informados da origem do problema e apresentaram que é a interligação de todo sistema dos bairros Estela Maris e Cruz das Almas ao emissário submarino, além do redimensionamento do sistema de captação localizados nas praças Lyons, na Pajuçara  e 13 de Maio, no Poço.

Maragogi

Em Maragogi o problema já dura mais de 20 anos e vem se agravando a cada dia com o aumento do fluxo de esgotos jogados na orla da principal praia, que fica justamente na orla marítima. O mal cheio que exala é tão intenso que se pode sentir a quilômetros.

O problema é causado porque muitas residências localizadas no centro de Maragogi e também no Complexo das comunidades Adélia Lira e Alto da Boa Vista jogam águas servidas e até de fezes no sistema de águas fluviais que deságua na praia. Para resolver o problema está prevista para, na próxima sexta-feira (14), assinar ordem de serviço para inicio das obras de retirada das línguas de esgoto das praias de Maragogi. A obra está orçada em R$ 3 milhões de reais.

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Reclassificação do aeroporto Zumbi dos Palmares está aguardando levantamento topográfico
   Mozart  Luna  │     10 de julho de 2017   │     13:50  │  2

Os ministros do Turismo, Marx Beltrão e dos transportes Mauricio Quintella informaram que a reclassificação do aeroporto Zumbi dos Palmares para classe D, deverá ocorrer ainda esse ano e que o processo se encontra na fase de realização de levantamentos topográficos. A solicitação já foi feita ao Sindacta em Recife, que é o setor encarregado de apresentar os estudos a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para homologação da mudança de classe.

O trabalho de levantamento topográfico vem sendo realizado desde junho, quando parou devido às fortes chuvas que não permitem que as equipe continuem, mas segundo o superintendente da Infraero em Alagoas, Adilson Pereira, durante a reunião entre empresários do trade turístico alagoano e os ministros.

Vários operadores europeus aguardam a reclassificação do aeroporto Zumbi dos Palmares, para iniciar a comercialização de voos charters para Alagoas. O ministro Marx Beltrão disse que o aeroporto já possui todas as condições técnicas necessárias para receber os aviões A 330. Este tipo de aparelhos são bastante utilizados por companhias aéreas européias para cruzar o Oceano Atlântico.

O ministro Mauricio Quintella e o secretário estadual de turismo, Helder Lima disseram também que novos fingres foram instalados para embarque e desembarque nas aeronaves dando mais conforto aos passageiros.

Segundo o superintendente da Infraero em Alagoas, o aeroporto Zumbi dos Palmares é um dos melhores do Nordeste possuindo uma excelente pista, área para os aviões taxiar e um radar, que foi instalado graças ao senador Fernando Collor, quando ainda era presidente da República, sendo um dos poucos na região a ter esse equipamento.

“Agora só falta a reclassificação para categoria D, o que constitui um item muito importante para as operadoras de turismo iniciar a comercialização do destino Alagoas”, disse o ministro Marx Beltrão, que está acompanhado de perto todo processo.

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