Collor diz que saída dos EUA do Acordo de Paris é uma catástrofe
   Mozart  Luna  │     2 de junho de 2017   │     12:06  │  0

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, senador Fernando Collor de Mello (PTC/AL), classificou, na sessão ordinária desta quinta-feira (1), como “catástrofe” a saída dos Estados Unidos da América do Acordo de Paris, celebrado em 2015. A retirada dos EUA do acordo foi anunciada pelo presidente Donald Trump em pronunciamento na Casa Branca.
Collor – que liderou, como presidente da República, a ECO-92, além da Rio +20 já como senador – acredita que o anúncio dos EUA não poderia acontecer em momento mais delicado, visto que o mundo se prepara para debater e celebrar as políticas ambientais, sobretudo, no dia mundial do meio ambiente, celebrado na próxima segunda-feira, 5.
“A saída dos EUA do Acordo de Paris causará uma reação dos outros signatários. Será que China e Índia vão se sentir obrigadas a manter a política ambiental após a saída dos EUA? Não há outra palavra senão catástrofe para descrever esta situação. É uma irresponsabilidade. É como se o planeta se resumisse aos limites geográficos dos EUA”, colocou.
Ainda no decorrer da discussão, Collor lembrou que, durante a ECO-92, o então presidente dos EUA, George Herbert Walker Bush, veio ao Brasil e participou das tratativas, assinando todos os acordos. À época, ressaltou o parlamentar, o presidente americano estava sendo pressionado pela indústria e, ainda assim, adotou a postura de “pensar no planeta e no bem comum”.
Rio+20 e ECO-92
A reunião denominada Rio+20, em 2012, recordou as duas décadas decorridas de um dos maiores eventos mundiais que o Rio de Janeiro já sediou: a Eco-92. O evento de 92 se tornou referência para todos os que acreditam que o desenvolvimento pode ser sustentável e que se preocupam com as condições de sobrevivência futura no planeta.
Em 1992, na Eco-92, chefes de Estado de mais de 170 países realizaram uma das conferências mais produtivas que a ONU já promoveu, dando origem a cinco documentos que servem de base para as negociações que envolvem o meio ambiente até hoje, entre eles, a Agenda 21.
Acordo de Paris
Aquilo hoje denominado Acordo de Paris começou a ser construído em 1992, por meio da convenção da ONU sobre o clima – algo que os Estados Unidos podem passar a ignorar já a partir desta semana. Nas duas décadas que se seguiram, os países foram percebendo que seria impossível fechar um acordo com metas obrigatórias e sujeitas a penalizações.
E é por isso que o Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015, é tão importante – por ser o primeiro acordo internacional em que cada país pode traçar as suas próprias metas para a redução de emissões de dióxido de carbono, de forma voluntária, tendo apenas que se controlar uns aos outros em reuniões periódicas.
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