Oceanário de Lisboa: um projeto para Maceió
   Mozart  Luna  │     26 de março de 2017   │     9:49  │  3

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Oceanário de Lisboa é o maior empreendimento público desse porte no mundo e foi construído para Expo 98, a última exposição mundial do século XX, com o tema “Os Oceanos, um Patrimônio para o Futuro”. Os designs conceitual de arquitetura e de exibição são do arquiteto norte americano Peter Chermayeff. O seu pavilhão lembra um porta-aviões e está instalado num caís rodeado de água.

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Em abril de 2011, a inauguração de um novo edifício, o “Edifício do Mar”, da autoria do arquiteto Pedro Campos Costa, marcou a conclusão do projeto de expansão do Oceanário. As novas instalações aumentaram a oferta da instituição com serviços que reforçam o papel da mesma na promoção do conhecimento dos oceanos. O novo edifício inclui uma área dedicada a exposições temporárias, uma nova área de acolhimento aos visitantes e bilheteiras, um auditório e um restaurante, o “Tejo”.

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Em 18 de dezembro de 2009, o Oceanário atingiu 14 milhões de visitantes. Em 2010 foi visitado por 951.543 pessoas. Em 2012 havia atingido 16 milhões, constituindo-se em uma referência de cultura, lazer, entretenimento e educação no país. Em 2012, recebeu cerca de 900 mil visitantes, cerca de 320 mil portugueses e 600 mil estrangeiros.

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Parcerias

A instituição mantém parcerias com instituições e universidades em projetos de investigação científica e de conservação da natureza. Através do seu Programa de Educação desenvolve ainda, desde junho de 2005, um projeto de responsabilidade social, o “Vaivém Oceanário – Educação Ambiental em Movimento”, com a missão de divulgar o Oceanário pelo país, oferecendo experiências educativas de acesso livre, organizadas a pedido dos municípios. Em fins de maio de 2012, o Vaivém visitou o 100º município.

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Estrutura e acionista

A Sociedade Francisco Manuel dos Santos, maior acionista do grupo Jerônimo Martins, venceu o concurso de concessão do Oceanário. Estado conseguiu um encaixe financeiro de 114 milhões de euros.

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Com uma área total de 20.000 metros quadrados, o Oceanário tem cerca de 7.500.000 litros de água divididos por mais de 30 aquários e 8000 organismos (entre animais e plantas) de 500 espécies diferentes.

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Em seu interior, a principal atração é o aquário central, com 5.000.000 de litros, representando o Oceano Global, onde coexistem várias espécies de peixes como tubarões, braçudas, arraias e atuns e pequenos peixes tropicais. Destacam-se ainda mais quatro diferentes aquários que representam, pela sua riqueza natural em termos de fauna e flora, os habitats marinhos do Atlântico Norte (costa dos Açoes), do Oceano Antártico, do Pacífico temperado (costas rochosas) e do Índico tropical (recife de coral). Separados do aquário central por grandes painéis de acrílico estrategicamente colocados, cria-se a ilusão de estar perante um único aquário.

Atualmente, a exposição permanente celebra a vida na Terra, com uma vasta coleção de seres vivos, evocando a complexa diversidade que habita o oceano global, e o papel deste no equilíbrio e evolução da vida no planeta.

O mascote escolhido do Oceanário de Lisboa é o boneco Vasco (com o mote: “O Vasco é boa onda!”), em referência ao navegador português Vasco da Gama. O “Vasco” encontra-se em dois lugares para “saudar” os visitantes: em frente à entrada principal e na baía em frente ao Oceanário (porto do rio Tejo).

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Oceanário para Alagoas

Alagoas é dos principais destinos turísticos nordestinos e com grandes chances de crescer ainda mais graças ao potencial de belezas naturais e diversidade de cenários. Maceió possui um trecho de litoral único com enseadas e uma barreira de corais rica e fauna marinha. Contudo toda essa  beleza natural poderia contar com mais um atrativo que seria um Oceanário, que já teria sua localização garantida e com uma estrutura praticamente pronta, que seria as fundações do antigo clube alagoainhas, em Ponta Verde, onde já se tem um projeto urbanístico da construção de um mirante panorâmico e um espaço multiuso para instalação de uma feira de artesanato e gastronômico com comidas típicas.

Vale lembrar que no primeiro mandato do então prefeito de Maceió, Cícero Almeida (2004), a Petrobrás, havia apresentado um projeto da instalação de um oceanário no mesmo padrão do que existe em Aracaju, na Praia de Atalaia, mas devido política do “caranguejo” em Alagoas onde os adversários políticos buscam derrubar aqueles que estão subindo, o projeto foi inviabilizado em Brasília.

Segundo técnicos que criaram o oceanário de Aracaju, o empreendimento em Maceió, tem todas as condições necessárias para ser o melhor da América Latina, já que existem as bases do local para instalar o oceanário. O empreendimento iria inclusive atrair o chamado turista regional nos finais de semana incrementando a economia e agregando valor ao turismo em Maceió.IMG_1926

 

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COMENTÁRIOS
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  1. Helder de Moraes Ramos

    Excelente! Desde a década de 80, quando fui chamado para remontar um aquário no Clube Alagoinha, eu tive essa mesma impressão. Melhor lugar não há e seria uma alavancagem nas atrações turísticas da nossa Capital. Faria um aquário público. Pois além do oceano, nossa fauna e flora dulcícola são riquíssimo.

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  2. Nelson

    Um projeto dessa magnitude aqui em Maceió, seria como capturar um sonho ! Pra mim uma Utopia.
    Estamos condenados conviver com o lixo, calçadas quebradas, ruas mal feitas e esburacadas, nossa lagoa Mundau na UTI respirando com aparelhos, praia da Avenida Duque de Caxias a mais linda do mundo agoniza a anos. Nossos gestores acham magnifico o espectro do Alagoinhas servindo de cracolandia e motel a ceu aberto para ratos de praia. Deus deve está muito arrependido de ter dado tanta beleza a Alagoas, e ver tudo se transformando num imenso Riacho Salgadinho.

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  3. Eduardo

    Sempre achei q no espaço do Alagoinha, daria um ótimo oceanário.lAlagoas precisa agregar valor p si e a cultura é o caminho. Precisamos também de um planetário e vejo o espaço da restinga do pontal como ideal.

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