Monthly Archives: novembro 2016

Ponte em Penedo alavancará turismo no Litoral Sul
   Mozart  Luna  │     17 de novembro de 2016   │     23:36  │  0

Projeto Executivo Ponte 04

 

O anuncio que da conclusão do projeto que viabilizará a construção da ponte entre Penedo e Neópolis em Sergipe será um marco para alvancamento do turismo no Litoral Sul. A proposta é antiga, mas só foi viabilizada graças ao governador Renan Filho (PMDB) e ao senador Renan Calheiros, que são os verdadeiros e legítimos pais da criança. O projeto foi entregue em uma solenidade em Brasília, pelo ministro da integração nacional, Helder Barbalho e pela presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) na última quinta-feira (17), ao governador Renan Filho, que foi o autor da emenda parlamentar, no valor de R$ 2 milhões, que custeou a elaboração do projeto. Segundo o prefeito de Penedo, Marcius Beltrão (PDT) este foi um passo importante para colocar definitivamente o município e todo Litoral Sul, na rota do turismo em Alagoas. Marcius Beltrão durante esses quatro anos de governo focou sua administração na consolidação de Penedo em um destino turístico nacional, através de investimentos na recuperação do patrimônio arquitetônico e atraindo investidores para instalar equipamentos hoteleiros. A cidade está se arrumando e com certeza 2017 será um ano muito proveitos para os penedenses e o Litoral Sul, que tem a seu favor o ministro do turismo Marx Beltrão (PMDB), que promete alavancar a região com empreendimentos turísticos.

Projeto Executivo Ponte

Ponte

A ponte de Penedo/Neópolis terá uma extensão de 1.0172 e largura de 18,50 m e contará ainda com pistas para ciclistas e passeio para pedestres, possibilitando até mesmo passeios à pés, transformando a obra em ponto turístico e um verdadeiro mirante para fotografias sobre o rio São Francisco.

A ponte também tem o objetivo de ser um corredor de transporte para produção agrícola da região, onde se produz arroz, coco, manga e cana-de-açúcar. Para os diretores executivos da Codevasf a atividade agropecuária será dinamizada aquecendo a economia em toda região.

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Falta de infraestrutura prejudica atividade turística
   Mozart  Luna  │     16 de novembro de 2016   │     11:11  │  1

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Para se desenvolver a atividade turística não bastam apenas as belezas naturais, mas também infraestrutura como sistema de abastecimento de água eficiente, energia de qualidade, boas estradas, segurança e serviços eficientes de internet e telefonia móvel. Sem esses itens, não se atrair investimentos e não oferece ao turista as condições fundamentais para sua permanência no destino turístico.

Em Alagoas os municípios polos são carentes de tudo, começando pela falta de um sistema de abastecimento de água eficiente e energia de qualidade, além de serviço de internet e telefonia móvel. Uma das regiões mais carentes é o Litoral Sul, classificada pelos empresários do setor e turistas como uma das mais carentes. Um exemplo é o município de Coruripe – que teve como prefeito durante oito anos –  o atual ministro do Turismo, Marx Beltrão.

Em Coruripe o potencial turístico é enorme, mas devido à falta de uma campanha sistemática de marketing e divulgação do destino, aliado a ausência de infraestrutura jogou o município, no quinto lugar no ranking de destino turístico no estado. Sem uma política de planejamento, para o desenvolvimento do turismo no Litoral Sul, a região fica na condição de “patinho feio”, entre os roteiros em Alagoas.

Litoral Norte

O Litoral Norte de Alagoas, precisamente os municípios de Maragogi, Japaratinga e o chamado “Rota Ecológica” (Porto de Pedras, São Miguel dos Milagres e o distrito de Barra do Camaragibe) são destaques nacionais pelas belezas naturais que oferecem, graças a uma intensa campanha de marketing realizada pelos empresários e algumas administrações municipais.

No Litoral Norte a infraestrutura oferecida é um pouco melhor, mas não deixa de apresentar problemas crônicos, como por exemplo, a falta de água e energia. Deficiência que tem prejudicado a imagem do destino. Maragogi -, segundo polo de turismo de Alagoas – sofre com problemas sérios de falta de água, internet coleta de lixo, além da falta de obras de melhoria de urbanização, principalmente nas encostas, que foram tomadas por ocupações irregulares de barracos, num processo de favelização que ocorre há 12 anos.

A cidade vive o drama da falta de água na alta estação turística e também com as quedas no fornecimento de energia, além da instabilidade do serviço de internet e telefonia móvel. Na chamada “Rota Ecológica”, os serviços são ainda piores e instáveis.

Há cinco dias a cidade de São Miguel dos Milagres está sem o fornecimento de água e o serviço de internet é instável e de péssima qualidade, prejudicando o setor de reserva das pousadas de charme existente.

Os problemas de infraestrutura são ameaças ao desenvolvimento do turismo em Alagoas e que precisam ser resolvidos. O momento para isso seria agora com a presença de um alagoano no Ministério do Turismo, Marx Beltrão que pode fazer muito pelos destinos turísticos em Alagoas.

 

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Prefeitos eleitos se mobilizam para instalar aterro sanitário no Litoral Norte
   Mozart  Luna  │     11 de novembro de 2016   │     13:31  │  0

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Os prefeitos eleitos do Litoral Norte anunciaram em Brasília e que vão realizar um encontro no dia 21 desse mês em Japaratinga, no Hotel Albacora, para discutir a formação da nova diretoria do Conorte. Segundo o prefeito de Japaratinga Junior Loureiro (PMDB) os gestores estão preocupados com a necessidade de instalação de um aterro sanitário da região, com o encerramento dos lixões, determinado pelo decreto lei 12. 304/10.

Os lixões terão que ser encerrados, sob pena dos prefeitos serem notificado por crime ambiental e podem receber multa de até R $ 350 mil. Preocupado com a isso, os prefeitos de Japaratinga, Júnior Loureiro, Henrique Vilela (PSDB) de Porto de Pedras, Junior Amaro (PDT) de Jacuípe, Nielson Mendes (PMDB) e David Pedrosa (PMDB), decidiram que vão se antecipar aos fatos e estarão realizando uma reunião do Conorte.

Na ocasião será também realizada uma explanação sobre a experiência realizada no Sertão de Alagoas sobre a instalação do aterro sanitária, que é administrado pelo Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduo Sólido (Cigres), que hoje atende a 17 municípios da região. O aterro sanitário foi construído com recursos federais e é operacionalizado por uma empresa com Now How nessa atividade. Também serão convidados os representantes do Instituto Chico Mendes para Preservação da Biodiversidade (Icmbio), Ministério Público Estadual e Federal.

O representante do Ministério da Integração, Ricardo Santa Rita Filho, também participou da reunião em Brasília com os prefeitos do Conorte, declarou disse que estará presente a essa importante reunião para instalação do aterro sanitário. Ricardinho Santa Rita disse ainda, que vai abraçar essa luta dos prefeitos e trabalhar em Brasília para livrar a região dos lixões.

Localização

Os prefeitos vão discutir a localização para instalar o aterro sanitário e que já tem uma indicação – que atende aos critérios técnicos – que apontam Porto Calvo – como o mais indicado, devido a sua eqüidistância dos outros municípios integrantes do Conorte. O prefeito eleito David Pedrosa também foi apontado por consenso ser o presidente do Consórcio.

David Pedrosa disse sempre foi uma grande preocupação o lixão de Porto Calvo localizado às margens da AL 105 Norte, já que vem causando grandes prejuízos ambientais e também colocando em risco o trafego de veículos naquele trecho, além de ser péssimo para o desenvolvimento do turismo da região.

Os prefeitos eleitos percorreram vários ministérios em Brasília em busca de recursos para a instalação do aterro sanitários e descobriram que a Funasa está disponibilizando verbas para esse fim. O grupo disse que pretende antecipar o projeto e  nos primeiros dias de janeiro iniciar ações para instalação do aterro sanitário.

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Redes provocam mortes de golfinhos e tartarugas na APA Costa dos Corais
   Mozart  Luna  │     8 de novembro de 2016   │     20:30  │  0

IMG_9033Ambientalistas e empresário de turismo da chamada rota ecológica, localizada entre as praias São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras, no litoral Norte de Alagoas, denunciaram que a colocação de redes nos canais de entrada de embarcações, nos corais vem causando a morte de tartarugas e golfinhos.

Segundo um empresário dono de pousada, que pediu para não ser identificado, temendo retaliação, esses animais marinhos são vítimas de crime ambiental, que vem sendo praticado há mais de dez anos, sem que os órgãos de fiscalização tomem providencias.

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Os ambientalistas e empresários pretendem entrar com uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) cobrando uma ação junto ao Instituto Chico Mendes para Preservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Marinha do Brasil, para recolher as redes e responsabilizar criminalmente os donos, por colocar em risco a navegação e cometer crime ambiental.

Pescadores que realizam a pesca de barco em alto mar também denunciaram que essas redes colocam em risco a navegação na região. “Uma vez necessitamos voltar à noite do mar, devido a um problema de saúde de um dos tripulantes do barco e por pouco não afundamos presos nas redes que foram colocadas no canal na entrada dos corais”, denunciou um pescador que também não quer se identificar, alegando que os donos das redes são pessoas violentas.

Segundo o pescador, as redes são postas no final da tarde, menos quando a lua é cheia. “Essas redes capturam as tartarugas, que são morrem afogadas, porque ficam enroscadas e quando são pegas, ainda agonizando são afogadas e jogadas no mar”, disse o pescador.IMG_9027

Os golfinhos também têm sido vítimas dessas redes colocadas nos canais de entrada de embarcações nos corais. “Eles também ficam presos nas redes e são mortos facadas na barriga para afundarem e evitar chamar a atenção, embora a fiscalização por aqui só acontece na praia, principalmente nas pousadas com acesso ao mar”, disse o velho pescador.

Todo o trecho onde são colocadas essas redes pertence à chamada APA Costa dos Corais que vai do município pernambucano de Tamandaré até Paripueira em Alagoas. A responsabilidade de fiscalização é do Icmbio que não possui pessoal suficiente para realizar seu trabalho em toda extensão da APA, o que tem possibilitado o cometimento de vários crimes ambientais.

Tentamos ouvir os responsáveis pela a base do Icmbio em Tamandaré, mas uma funcionária informou que eles não estavam e pediu para ligar para base em Porto de Pedras, mas o número informado dava a mensagem que aquele contato não poderia completar a chamada porque não estava disponível no momento.

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Tesouro deixado pelos ingleses é abandonado no Sertão de Alagoas
   Mozart  Luna  │     4 de novembro de 2016   │     23:19  │  0

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Um tesouro deixado pelos ingleses está abandonado dentro da caatinga do Sertão de Alagoas há mais de 100 anos. Trata-se de cinco pontes de aço puro fabricadas na Inglaterra, no século 19 e trazidas desmontadas em navios, pelo rio São Francisco e montadas nos municípios de Piranhas e Olho D´Água do Casado em 1881. Esse patrimônio da história de Alagoas está à mercê da ação de vândalos e caçadores de metal, que vendem no peso, peças como essas. Uma tentativa já ocorreu ano passado, quando um grupo cortava com maçarico, uma das pontes. O crime não foi consumado graças à ação do ambientalista e pesquisador Elizeu Gomes (Leleu), que foi avisado por moradores das proximidades. Leleu colocou o bando para correr.

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Na opinião de Leleu as pontes são verdadeiras obras de arte e testemunhas de um período importante do desenvolvimento do Sertão Nordestino. Esse achado necessita urgentemente de uma ação de preservação e guarda por parte das autoridades estaduais. Leleu aproveitou para cobrar das secretarias estaduais de cultura e também de turismo, uma ação rápida para restaurar e sinalizar esse patrimônio histórico e cultural que é visitado por turistas que realizam as trilhas na região.

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As cinco pontes têm mais de 100 anos e são muito bonitas. Algumas poderiam até ser desmontadas e colocadas no Centro Histórico de Piranhas ou de Olho D águas do Casado, para ser visitação dos pelos turistas, que não têm condições de caminhar pela caatinga. Seria uma grande atração para essas cidades.

 

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Trilha ecológica

 

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O guia de turismo e ambientalista Adalberto Inácio é um dos profissionais da região credenciados, que faz a “trilha do Imperador”, na caatinga. Graças a ele as pontes inglesas também permanecem sob vigilância voluntária.

O passeio realizado é uma volta no tempo, através do resgate da história do funcionamento da linha de transporte ferroviário, que era realizado entre a cidade de Piranhas e Jatobá, em Pernambuco. A linha férrea foi construída pela empresa inglesa Great Western em 1881.

A chegada da ferrovia no Sertão de Alagoas se deu graça à determinação do imperador Dom Pedro II, em levar o desenvolvimento para essa região tão castigada do Nordeste. A criação da linha de transporte à vapor, entre Penedo e Piranhas foi o primeiro passo para chegada da ferrovia no Sertão. O Transporte de  passageiros e mercadorias, que se destinavam a várias cidades do Sertão da Bahia e Pernambuco eram a justificativa econômica da época.

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Com a obra de construção da ferrovia Piranhas/Jatobá chegaram também os ingleses e também belgas, contratados para quebrar dormentes, já que segundo os historiadores, não havia mão de obra especializada na região. Com esses operários europeus trazidos, através de promessas ilusórias de ficarem ricos, veio também costumes e principalmente os traços da arquitetura inglesa, que hoje predomina em alguns prédios do Centro Histórico de Piranhas.

Essas características arquitetônicas estão presentes principalmente na antiga estação de passageiros, na torre da caixa d´água, transformada hoje no Café do Relógio e no casario do centro gastronômico de Piranhas. Esse traço da arquitetura britânica está presente em todas as estações de passageiros, que foram erguidas no século 19, ao longo do percurso da linha férrea Piranhas/Jatobá, como em Olho D´água do Casado, que está praticamente destruída e Delmiro Gouveia que foi transformada em Museu do Sertão e esta aberta à visitação pública.

Percurso

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O percurso é feito no verão logo pela manhã bem cedo, por volta das 8 horas, devido à alta temperatura. Os grupos formados são no máximo de 12 pessoas que parte do assentamento Nova Esperança e a duração são de 3 horas, com várias paradas para observação do bioma da caatinga e sítios de penduras rupestres.

Segundo o guia Adalberto Inácio durante o roteiro, o grupo tem a oportunidade de passar pelas cinco pontes inglesas de aço e fazer bonitas fotografias. Em trecho da trilha do Imperador, existe um riacho temporário muito bonito e é onde está a maior ponte. “É um dos lugares preferidos pelos turistas” disse ele.

Também há uma parada em uma agrovila para compra de mel e comidas típicas da região e o passeio termina no mirante da concha para o por do Sol.

Contatos para realizar a trilha – 98838-3504 – candeeiroecotur/ Agência de Viagens O Pioneiro 9884-4223/ MF TUR (79) 99972-1320 / (82) 99986-2038
Fax: (79) 3346-1184

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