Monthly Archives: outubro 2016

Buggys são tirados de circulação das praias do Litoral Norte
   Mozart  Luna  │     17 de outubro de 2016   │     13:52  │  0

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O Instituto Chico Mendes para preservação da biodiversidade (ICMBio), realizou no último sábado(15) uma operação que apreendeu 16 buggys, por estarem transgredindo o plano de manejo da unidade de conservação costa dos corais. Os veículos foram notificados e entregues aos proprietários como fiel depositário.

A operação contou com apoio da Polícia Federal e batalhão ambiental e Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA). Segundo Paulo Roberto Júnior, responsável pela equipe de proteção da APA Costa dos Corais,  em publicação no informativo do site oficial do órgão (ICMBio.gov.br), ”Falta de informação e diálogo, não houve. Agora, não cabe a nós do ICMBio, fazer estas intervenções, o que tínhamos a orientar já orientamos, agora temos o dever de fazer cumprir as proibições desta Zona. Em Maragogi, até o momento, todas ações tinham como objetivos gerar informações e sensibilizar quanto às proibições existentes, de agora em diante, nosso foco será a fiscalização”.

A Zona de Praia se localiza a partir da linha de preamar média até a linha de baixa mar média (área de fluxo e refluxo da maré). Ela se inicia na foz do Rio Meirim (Maceió-AL) e segue pela linha de praia até o Rio Formoso, na praia dos Carneiros (Tamandaré- – PE), totalizando aproximadamente 140 Km de linha de praia.

São objetivos desta Zona: conservar o ambiente natural de praia; garantir o pleno e natural fluxo das marés e deposição de sedimentos; proteger habitat e fauna local; garantir segurança do banhista; proteger o ambiente de desova dos quelônios; proteção de aves migratórias e minimizar a poluição e os impactos das atividades das marinas.
Na Zona de Praia são proibidas as seguintes atividades:

– trafégo de quaisquer veículos automotores em toda sua extensão (tracionados a motor);

– qualquer tipo de construção permanente e outras que interfiram nos processos naturais das marés, da deposição dos sedimentos e na livre circulação das pessoas.

 

A Operação de Fiscalização foi intitulada “GEF – 15”; nesta etapa, realizou ações punitivas quanto à circulação de veículos tracionados a motor, tendo como foco a circulação de buggys em Maragogi-AL. Todos os bugueiros estavam cientes e já haviam sido informados da proibição, mesmo assim continuavam realizando uma atividade ilegal e que configura crime ambiental. No dia 15 de outubro de 2016, a equipe de fiscalização do ICMBio organizou uma ação integrada com a Polícia Federal de Alagoas, o Batalhão de Polícia Ambiental de Alagoas (BPA) e o Instituto doe Meio Ambiente de Alagoas (IMA) visando cumprir o determinado pelo Plano de Manejo da UC e as resoluções estaduais do CEPRAM e do CETRAN.

Como resultados da ação foram multados pelo Decreto Federal Nº. 6514 de 2008, em seu Art. 90 (descumprir normas do Plano de Manejo da UC), 16 veículos do tipo Buggy, totalizando um valor de R$ 8.000,00 em multas. Esses veículos foram apreendidos e seus proprietários deixados como “fiel depositário”, procedimento que bloqueia a possibilidade de venda dos veículos perante o sistema do DETRAN-AL.

Segundo ainda a nota do site do ICMbio “É importante frisar que as ações continuarão sendo realizadas ao longo da APA e os veículos reincidentes serão apreendidos e ficarão sob a guarda do ICMBio até a finalização do respectivo processo administrativo ou pelo prazo que a justiça determinar”.

 

 

 

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Márcio Vasconcelos conta a histórica do turismo em Maragogi
   Mozart  Luna  │     13 de outubro de 2016   │     21:41  │  2

 

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O turismo em Maragogi começou de fato em 1990, com o surgimento do Salinas de Maragogi, que foi o primeiro hotel de porte para receber turistas. O empreendimento é fruto da ousadia do engenheiro civil e capitão do Exercito, Márcio Vasconcelos, que depois de viajar o mundo, descobriu que as belíssimas praias de Maragogi não ficavam atrás de numa outra.

Depois de trabalhar durante mais de 20 anos para consolidação do hotel Salinas, que hoje é  segundo hotel de maior movimento no Brasil e o quarto no mundo, Márcio Vasconcelos entregou a administração dos negócios aos filhos e se dedica atualmente a boa leitura de livros e a pesquisa sobre a história, principalmente da colonização do Nordeste e do Litoral Norte de Alagoas. O empresário também iniciou a elaboração de um livro, mas parou prometendo reiniciar “assim que inspiração retorne”, disse ele.

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Graças a esse impetuoso e visionário empresário, Alagoas desponta com Maragogi sendo o terceiro, destino turístico brasileiro ficando atrás apenas das cidades de Gramado, no Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. Segundo Márcio Vasconcelos, Maragogi e toda região Norte tem muito ainda a oferecer em termos de empreendimentos turísticos, tanto assim que ele aproveitou para anunciar que o grupo Salinas está concluindo mais uma grande empreendimento na região: o hotel Salinas de Japaratinga, com mais de 200 apartamentos e dentro do padrão de qualidade do grupo, considerado um dos melhores da América Latina.

“Estamos satisfeitos com o crescimento dos empreendimentos e trabalhamos para avançar ainda mais gerando emprego e renda para a região Norte” disse ele. O empresário declarou ainda que outro empreendimento de sucesso do grupo é o hotel Salinas de Ipioca, em Maceió, que em pouco tempo de inaugurado, já conquistou o quarto lugar em ocupação no Brasil, demonstrando o sucesso do turismo em Alagoas.

Márcio Vasconcelos anunciou ainda investimentos no chamado “corredor de charme”, entre os municípios de São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras, também o Litoral Norte de Alagoas. Segundo ele o empreendimento também está ligado ao grupo e vem sendo construído na Praia de Patacho. O empresário informou ainda que o empreendimento na Praia do Patacho deverá revolucionar o serviço e glamour das pousadas de charme na região.

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Gales de Maragogi

O empresário ressaltou a necessidade de preservação do meio ambiente e destacou o trabalho das autoridades em controlar o acesso às famosas Galés de Maragogi, localizada em uma Área de Preservação Ambiental (APA). Marcio Vasconcelos lembrou como eram os passeios às Galés há 20 anos. Segundo ele todos iam de jangadas a vela e o ambiente era ainda bastante preservado. “Era freqüentado apenas por pescadores e os poucos veranistas que vinham a Maragogi”, lembra ele.

Segundo ele hoje é necessário o controle rígido com normas e fiscalização, para evitar danos ao meio ambiente, devido ao grande número de pessoas que visitam as Galés. Márcio Vasconcelos fez questão de ressaltar o compromisso dos empresários que realizam o serviço de passeios às Galés, para com a preservação do meio ambiente. “Temos que preservar esse patrimônio natural de Alagoas”, declarou ele.

“Sempre me preocupei com a preservação do meio ambiente. Tanto assim que mantenho no Hotel Fazenda Marrecas, cerca de 2 mil hectares da mata atlântica”, disse ele. O hotel fazenda Marrecas faz parte também do grupo Salinas e fica no Litoral Norte, a 12 quilômetros do hotel Salinas de Maragogi.  Para ele toda riqueza do turismo na região Norte está nas belezas naturais e por isso todos devem contribuir para preservação ambiental.

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O hotel Marrecas tem uma proposta diferente, já que tem está localizado em um antigo engenho de cana-de-açúcar. O local é uma viagem aos tempos da colonização de Alagoas, com um casarão com 231 anos e que data de 1784.

A programação de lazer no hotel constitui em andar a cavalo, pescar, ordenhar vacas e também tomar banho de bica, piscina e até provar uma cachaça fabricada na fazenda. O antigo casarão está muito bem conservado, mas a visitação não é permitida.  A senzala onde ficavam os escravos foi transformada em luxuosos apartamentos, com vista para uma imensa mata atlântica de onde se pode ouvir o canto dos pássaros. Um ambiente bucólico impar e bem pertinho da praia (6 quilômetros).

 

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No aniversário de 515 anos, Rio São Francisco agoniza em AL
   Mozart  Luna  │     4 de outubro de 2016   │     9:04  │  0

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O rio São Francisco completou 515 anos de descoberto por Américo Vespúcio (em 1501) com poucas manifestações para lembrar essa data, mas com o alerta de que no dia 10 acontece a redução histórica da vazão controladas nas barragens das hidrelétricas para 700m³/s, decisão que deverá causar uma grande mudança no ecossistema do rio.

O São Francisco deverá sofrer recuo de suas margens de quase 2 metros, no trecho após as barragens de Xingó, fato que deverá causar problemas na navegação e também nos sistemas de abastecimento de água de várias cidades ribeirinhas como Pão de Açúcar, Traipu, Penedo e Piaçabuçu. As estações de captação da adutora do Agreste também deverão sofrer com problemas na qualidade da água.

Os ambientalistas alertam para a proliferação da alga cyanobracterias. Ela cresce com a perda da vazão e a baixa do nível das águas, ocasionando a formação das chamadas manchas de lama no leito do rio, que ficam estacionadas e exalam mau cheiro, fazendo a água perder qualidade.

A situação que chama mais atenção é a das cidades próximas à Foz do São Francisco, devido à entrada da água do Oceano Atlântico na calha do rio que deverá atingir os sistemas de captação de água. O município de Piaçabuçu será o primeiro a sofrer com o aumento do teor da salinidade da água, problema que já afeta a cidade há muito tempo e que tem provocado problemas de saúde, como hipertensão na população.

Penedo

Em Penedo, os efeitos da redução da vazão deverão causar muitos problemas para travessia de veículos na balsa que faz esse serviço entre os estados de Alagoas e Sergipe. Os encalhes das embarcações têm sido constantes e deverão se agravar, podendo até mesmo causar sua suspensão, já que pode se tornar inviável.

O rio em Penedo deverá recuar em suas margens e fazer surgir bancos de areia e naufrágios como o saudoso comendador Peixoto, que afundou na década de 60. A possibilidade de resgatá-lo para colocá-lo como atração turística está sendo avaliada.

Outra novidade da redução é o aumento dos bancos de areia no leito do rio. Os mais antigos já se transformaram em ilhas com vegetação, que foram ocupadas por criadores de gado, que colocaram cerca e se apossaram dessas novas áreas que surgiram e deverão ser ampliadas com a redução da vazão.

Operador do Sistema

O Operador Nacional do Sistema (NOS) vinha pleiteando a redução desde maio desse ano, diante da crise hídrica que se abateu sobre o rio, que vem sofrendo não com só com a estiagem, como também com os “sangramentos” provocados pela retirada de volumes consideráveis de água para projetos de adução de canais e irrigação.

Também ficou definido que a vazão no reservatório de Três Marias (MG) passará para 480m³/s a partir de outubro, e para 280m³/s em novembro. Diante das exigências do Ibama para aplicação de controles rigorosos dos efeitos da vazão, o superintendente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), João Henrique Franklin, explicou que deverá ser aplicada a redução gradual para 750 m³/s a partir de 10 de outubro, e para 700 m³/s, uma semana depois, caso não haja grandes alterações na bacia. O secretário de Recursos Hídricos de Pernambuco, Almir Cirilo, manifestou-se contrário à medida. Considerando o nível do reservatório de Itaparica, o secretário aponta prejuízos para o abastecimento humano.

Ainda conforme Almir Cirilo, a redução da vazão vai provocar o rebaixamento do reservatório de Itaparica em 1,25 metros, visto que o sistema é interligado. Apesar da medida, a diretora do Ibama, Rose Hofmann, alertou que não fica descartada a utilização do volume morto em Sobradinho para geração de energia. Segundo ela, tudo irá depender dos impactos provocados pela medida.

 

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